sexta-feira, 12 de junho de 2020

“Fiquei magoado, não por me teres mentido, mas por não poder voltar a acreditar-te”. Friedrich Nietzsche

No âmbito da disciplina de português, partilho a minha opinião sobre os valores da «Lealdade e Confiança». O meu texto, se verificarem, aborda as relações pessoais e interpessoais, focando-se numa realidade social, que se prende com as compras  online.
         Sou o Manuel Silva, nº13, do 8ºA e espero que estejam muito atentos às compras que fazem através da internet.


Os valores da Lealdade e Confiança

Lealdade e Confiança. Duas palavras distintas, mas que, no fundo, convergem numa relação de reciprocidade. Podemos até dizer que a lealdade é a base da confiança. A Lealdade e a Confiança são valores essenciais na sociedade e em relações pessoais e interpessoais. 
No nosso quotidiano, por exemplo, não esperamos que os nossos amigos ou as pessoas que nos são mais próximas, como os nossos pais ou irmãos, nos enganem. Isso significa que temos confiança, que essas pessoas nos são leais. Mas podemos aplicar estes valores, por exemplo, quando emprestamos a nossa bicicleta a um amigo. Acreditamos que a cuidará como se fosse sua e que a irá devolver. Outro exemplo de lealdade, no nosso quotidiano, pode ser quando confiamos um segredo a alguém e acreditamos que essa pessoa nos vai ser leal e que vai manter esse segredo. Não esperamos, por exemplo, que quebre essa confiança que depositamos nela e que vá contar algo que queríamos manter só nosso. 
Num campo mais social, podemos dar o exemplo de uma compra online. Nós temos de acreditar que a pessoa a quem nós fizemos a compra vai ser leal connosco e a vai entregar devidamente e com todo o cuidado, porque nós confiamos nela. Se nós não lhe déssemos a confiança de nos entregar o produto depois de termos pago, o processo da compra nem ia acontecer, por isso nós temos de aprender também, nestes casos, em quem podemos confiar, mesmo quando a compra é feita sem conhecermos o nosso interlocutor. Nestes casos, eu não acho que haja falta de lealdade e de confiança. Neste mundo, que cada vez se torna mais virtual, há muitos burlões online, no “MarketPlace” do facebook, ou mesmo no OLX, que se aproveitam da confiança das pessoas para lucrarem, (felizmente, praticamente todas as pessoas que são burladas nesses serviços, comunicam outros grupos de vendas, que esse vendedor não é confiável, o que ajuda a prevenir mais roubos), mas, por outro lado, cada vez há mais lojas confiáveis e seguras na internet, quevendem todo o tipode produtos e talvez mais baratos até. 
Basta olharmos para o significado destas duas palavras para percebermos que é difícil separarmos uma da outra. Quando sentimos que podemos confiar em alguém, é porque acreditamos na sinceridade e na qualidade de caráter do outro. A quebra destes dois valores origina muitas vezes sentimentos de tristeza e desilusão, algo que ninguém gosta de sentir em relação, sobretudo, às pessoas que lhe são mais próximas. 

Manuel Silva nº13 - 8ºA

"...nós temos de aprender também, nestes casos, em quem podemos confiar, mesmo quando a compra é feita sem conhecermos o nosso interlocutor".
"Neste mundo, que cada vez se torna mais virtual, há muitos burlões online, no “MarketPlace” do facebook, ou mesmo no OLX, que se aproveitam da confiança das pessoas para lucrarem..."







terça-feira, 9 de junho de 2020

Cada vez gosto mais de ser português e cada vez tenho mais orgulho no meu país. (...) Para mim, Portugal é central e muito grande. António Lobo Antunes

Amanhã, dia 10 de junho, celebra-se o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades e ainda o Dia da Língua Portuguesa.
 Foi, neste dia, que morreu Camões, no ano de 1580.
Apesar de, nos primeiros anos da República, ser um feriado exclusivamente municipal, a 29 de agosto de 1919, através do Decreto 17.171, passou a consagrar-se o dia 10 de junho como feriado nacional.
Luís Vaz de Camões é a maior referência da literatura portuguesa. Inspirou-se nos clássicos gregos e romanos para a composição da sua grande obra, “Os Lusíadas”.
Por muito que a sua vida tenha sido sofrida e atribulada, o poeta notabiliza-se por uma educação requintada, que lhe permitiu estabelecer o contacto íntimo e inspirativo com as referências da poesia de então.
Imortalizou-se pela sua obra que se tornou intemporal e universal.


Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
muda-se o ser, muda-se a confiança;
todo o Mundo é composto de mudança,
tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,
diferentes em tudo da esperança;
do mal ficam as mágoas na lembrança,
e do bem (se algum houve), as saudades.

O tempo cobre o chão de verde manto,
que já coberto foi de neve fria,
e, enfim, converte em choro o doce canto.

E, afora este mudar-se cada dia,
outra mudança faz de mor espanto,
que não se muda já como soía.

Luís Vaz de Camões

 "Em 29 de agosto de 1919 (...), passou a consagrar-se o dia 10 de junho como feriado nacional.

"Luís Vaz de Camões é a maior referência da literatura portuguesa".


segunda-feira, 8 de junho de 2020

Projetos conjuntos têm mais chance de sucesso quando se beneficiam de ambos os lados. Eurípedes.

As turmas do 4º ano do Agrupamento de Escolas de Braga Oeste aderiram ao projeto "Conhecer Portugal", uma iniciativa do Agrupamento da Amareleja, sendo-lhes solicitado um trabalho sobre as cidades onde se insere o Agrupamento. Assim, foi elaborado este PowerPoint pelas turmas de Braga e Barcelos.


terça-feira, 2 de junho de 2020

Para estar junto não é preciso estar perto, e sim do lado de dentro. Leonardo da Vince

No âmbito da disciplina de português, compartilho a minha opinião sobre o tema «Companheirismo e Cooperação». O meu texto, se verificarem, é uma permanente interrogação! A minha professora diz-nos que essas interrogações são perguntas de retórica, cuja finalidade é levar-nos a refletir.

Eu sou a Íris Andrade do 8ºE e convido-vos a refletir comigo!

 

 

A humanidade, cada vez mais, se demonstra acabada, estragada, «um copo partido» ou, como os internautas gostam de chamar, «uma rachadura num universo». E porquê? Porque a humanidade está a falhar, o que falta? O que está errado? Esses problemas derivam de muitos assuntos polémicos e outros, um deles é a falta de companheirismo e cooperação, que nada mais é que o comportamento de modo bondoso e leal entre duas ou mais pessoas, algo simples, não é? Sim, sem dúvida, é algo simples. Então, porquê complicar o que podia ser tão fácil? É bem, por esse motivo, que a humanidade está aqui, para complicar cada vez mais.

O mais engraçado é que, quando estamos a estruturar uma critica e a partilhamos, temos o triste hábito de dizer «A sociedade é…», mas esquecemo-nos que fazemos parte dessa mesma sociedade. Então, o que estás a fazer para cooperares com um certo grupo de pessoas? O que eu estou a fazer?  Quando criticamos as faltas de valores na sociedade, nós mesmos estamos a faltar com esses valores, companheirismo e cooperação, pois sempre achamos que os outros é que têm de cooperar e entender os nossos interesses, sempre esperamos isso e, quando alguém tem uma opinião diferente, é sempre criticada e julgada à base de argumentos ofensivos e, por isso, desnecessários. Para que não haja esse tipo de descuidos, eu acredito que o melhor a fazer é ser mais confiante em si mesmo, pois essa confiança vai trazer-nos mais segurança. O sujeito, confiante de si, sabe que, mesmo que aconteçam  atos de ausência de companheirismo e cooperação, ele não faltará a esses valores, se cooperar com interesse na opinião de outro sujeito e, juntos,  tentarem encontrar pontos de concordância, que auxiliem na busca de um mundo melhor. 

          Acredito que a sociedade (incluindo-me) ainda não está preparada para receber uma «bomba» de pensamentos à base da emoção e do companheirismo, pois sempre acreditamos que o racionalismo e o individualismo eram, e continuam a ser, os valores que nos tornaram memoráveis durante séculos. Mas para onde é que, na maioria das vezes, esses “valores” levaram as pessoas? A lado nenhum, porque parece que estamos na "estaca zero"! Nós  precisamos de TODOS para construir Harmonia. Então, eu pergunto:  Vale mesmo a pena viver uma vida individualista?  

 

Íris Andrade nº5 8 E                                                                              


Nota:  Todas as informações, que me ajudaram a estruturar esta opinião, foram retiradas do livro «Está tudo f*dido» de Mark Manson, Cap. 3, em destaque quanto a este tema. A situação atual que vive os EUA veio reforçar , ainda mais, esta minha preocupação!


" Nós  precisamos de TODOS para construir Harmonia".

sexta-feira, 29 de maio de 2020

Tudo quanto aumenta a liberdade, aumenta a responsabilidade. Vitor Hugo

Eis aqui mais um texto, realizado pela aluna nº8, Carolina Gonçalves, do 8ºB, elaborado a partir de uma tarefa, baseada na obra «A história de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar», de Luís de Sepúlveda. Foi sujeito a pequeníssimas alterações inerentes à pontuação, sintaxe.

 

PROTEÇÃO, CORAGEM E RESPONSABILIDADE

 

Nestes tempos difíceis, há algumas pequenas palavras que, na minha opinião, retratam muito bem os tempos difíceis que puseram à prova, uma vez mais, a humanidade. Estas são, por exemplo, proteção, coragem e responsabilidade...

A palavra “proteção” significa ação ou efeito de proteger, apoio, ajuda. A palavra “coragem” significa ausência de medo diante de riscos ou do perigo, bravura, valentia. E, por fim, a palavra “responsabilidade” significa dever de se responsabilizar pelo próprio comportamento, pelas ações de outros, ou obrigação.

Estas palavras, para mim, enquadram-se perfeitamente nestes tempos pelos quais estamos a passar. Na minha opinião, a palavra proteção, neste contexto, é a ação que todas as pessoas, à face da Terra, deverão fazer para não se infetarem e também não infetarem os outros. A palavra coragem, no meu ponto de vista, é a ação que todos os profissionais de saúde demonstram diariamente, para ajudar os doentes infetados, colocando em causa a sua própria proteção. E, por fim, a palavra responsabilidade é, com certeza, uma das mais importantes ações, nestes tempos pandémicos, e que é muito bem desempenhada pelos trabalhadores essenciais.

De facto, a obra de Luís de Sepúlveda, «A história de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar», também, na minha opinião, aborda estas palavras de uma maneira diferente pois, de certo modo, o gato realizou e demonstrou estas ações ao cuidar do ovo e da gaivota. Estas três simples palavras, que todos gostaríamos que se transformassem em atos, daqui a muitos anos, quando olharmos para trás, definitivamente, vão definir esta época como difícil, para toda a população humana da Terra.

Carolina Gonçalves 8ºB Nº8

"A palavra coragem, no meu ponto de vista, é a ação que todos os profissionais de saúde demonstram diariamente, para ajudar os doentes infetados...)

" ...daqui a muitos anos, quando olharmos para trás, definitivamente vão definir esta época como difícil para toda a população humana da Terra".

 

quarta-feira, 27 de maio de 2020

“A amizade supõe a confiança, união de pensamentos e esperança”. André Maurois

Ainda no âmbito do «Estudo em Casa», dirigida aos alunos do 7º e 8º anos, e a propósito de  um excerto da obra, «A história de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar», de Luís de Sepúlveda, aqui está mais uma resposta, da aluna Matilde Santos, nº12, do 8ºE, ao desafio proposto, com as correções inerentes à pontuação, sintaxe e alguns aperfeiçoamentos a nível da «organização e coesão textual».

 

Companheirismo e cooperação

 

Companheirismo é o comportamento que caracteriza o modo amistoso, cordial e leal do convívio entre duas pessoas.  A cooperação é uma ação conjunta para uma finalidade, objetivo em comum. Estas duas palavras, que se tornam ações, ambas implicam mais do que uma pessoa, para que se possam fazer coisas em conjunto, ou a tomar decisões importantes.

Muitas vezes, o que leva à falta destes valores, na minha opinião, é o facto das pessoas não terem confiança umas nas outras e serem arrogantes. Para se conquistar a confiança de alguém, precisamos de dar provas de que somos dignas dessa confiança e temos de ter um espírito aberto e solidário, ajudando e confiando nas pessoas, para que o companheirismo e cooperação se tornem realidades e não fiquem pelos meros conceitos atrás definidos.

   Penso que os seres humanos precisam de ser mais humildes em relação a tudo, pois, sem humildade, não se chega a nenhum lado.  Devemos confiar em quem nos deposita confiança e cooperar para que construamos juntos um mundo melhor. A obra de Luís de Sepúlveda, “ A história da gaivota e do gato que a ensinou a voar”, apesar de ser uma história ficcionada, transmite-nos estes valores intemporais e universais que devemos cultivar e preservar para que eles orientem as nossas vidas e nos ajudem a ser melhores seres humanos.


Matilde Santos, nº12-8ºE


"...ambas implicam mais do que uma pessoa"



terça-feira, 26 de maio de 2020

«Ele aprendia o poder paradoxal da leitura que consiste em abstrair-nos do mundo para lhe encontrarmos um sentido» in « Como um Romance de Daniel Pennac.


Ainda no âmbito do «Estudo em Casa», dirigida aos alunos do 7º e 8º anos, e a propósito de  um excerto da obra, «A história de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar», de Luís de Sepúlveda, aqui está mais uma resposta, da aluna Lara Martins, nº19, do 8ºB, ao desafio proposto, com as correções inerentes à pontuação, sintaxe e alguns aperfeiçoamentos a nível da «organização e coesão textual».


Valores...

 

Há obras literárias que nos enchem o coração.

Por vezes, quanto mais simples, mais lindas!

“A história de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar”, de Luís de Sepúlveda, é um exemplo do que acabo de dizer. É história fabulística, pois a ação centra-se numa gaivota, chamada Kengahe e num gato, cujo nome é Zorbas.  Na minha opinião, a simplicidade desta história transmite-nos valores lindos e profundos que devemos preservar. A forma como nos desperta para os problemas ambientais e para a importância da aceitação do outro é, sem dúvida, diferente e original. O autor desta obra aborda o tema da poluição de uma forma simples e perceptível.

Na minha perspetiva, a gaivota encontrou alguém que foi capaz de criar e proteger o seu ovo. Pediu ao gato que, logo que a gaivotinha nascesse, a ensinasse a voar!  É, sem dúvida, preciso coragem. Um gato a ensinar uma gaivota a voar? Como se pode ensinar a fazer algo que nunca fizemos antes? Acho que entra aqui também a coragem, o grande sentido de responsabilidade e o cumprimento da promessa que Zorbas assume no momento em que Kengah está a morrer. Zorbas foi muito corajoso e persistente ao ensinar uma pequena gaivota a voar.  Esta responsabilidade é algo muito admirável nesta história, pois, sem ela, acho que não teríamos uma história tão bonita. O gato cuidou tão bem dela e foi tão dedicado, persistente e protetor que conseguiu ensinar a pequena gaivota a voar.

Acho que a mensagem principal é a amizade, pois Ditosa, a gaivotinha, inicialmente,  dissera que seria impossível ela um dia voar, mas o gato nunca desistiu de a ajudar até que, um dia, conseguiu. Também acho que é uma história que nos ensina à aceitação da diferença do outro e que todos nos podemos relacionar.

 

Lara Martins, nº19, 8ºB

  "Também acho que é uma história que nos ensina à aceitação da diferença do outro e que todos nos podemos relacionar".

 

sexta-feira, 22 de maio de 2020

O talento vence jogos, mas só o trabalho em equipe ganha campeonatos. Michael Jordan

Ainda no âmbito do «Estudo em Casa», dirigida aos alunos do 7º e 8º anos, e a propósito de  um excerto da obra, «A história de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar», de Luís de Sepúlveda,  a professora titular de Português, neste ensino à distância, considerou importante o aprofundamento das técnicas de escrita do texto de opinião, tendo lançado este desafio a todas as suas turmas do 8º ano, relativamente aos muitos temas/valores subjacentes à obra abordada na aula televisiva.

Assim, ao desafio proposto à turma do 8ºEa aluna nº6, Lara Oliveira, respondeu da seguinte maneira ao tema «Companheirismo e Cooperação». Aqui vai, então, o texto com as correções inerentes à pontuação (sintaxe)  e significativos  melhoramentos, relativamente aos parâmetros da «organização e coesão textuais» e «pertinência da informação»

    

Companheirismo e Cooperação  

 

Nestes dias malucos, em que ficamos preocupados com a falta de companheirismo, em que o individualismo cresce cada vez mais,  e que nós temos muita dificuldade para trabalhar em equipa, aceitar as diferenças e respeitar as decisões sugeridas pela nossa turma, é importante desenvolver e aprofundar estes conceitos de cooperação, companheirismo, sempre na base do respeito pelo outro.

Para que a turma possa construir-se e evoluir, é fundamental que se estabeleça uma relação de respeito mútuo, companheirismo e cooperação, e que nela o professor seja o maior exemplo. Nesta relação, na minha opinião, é fundamental a aceitação da individualidade de cada um, a sua forma de expressão, as suas escolhas e opiniões, os seus limites e os seus sentimentos. Cooperar não significa concordar com o outro,  mas, acima de tudo, respeitar as suas opiniões. É, na base deste respeito, desta colaboração  que, na minha perspetiva, se pode realmente estabelecer relações de companheirismo, de amizade.    Com todos nós em casa, confinados devido a uma séria pandemia, e com este ensino à distância, tão estranho aos professores e aos alunos,  sou da opinião que os professores devem ter consciência de que os alunos têm ritmos muitos diferentes, alguns não têm meios de comunicação suficientes,  seguindo, por conseguinte, processos distintos no seu desenvolvimento. Os alunos, por sua vez, de um momento para o outro, passaram a um sistema de  ensino, cujas interações pedagógicas não são naturais.

        Sabemos que a cooperação e o companheirismo dentro de uma turma, em contexto de sala de aula, são muito importantes,  porque, quando alguém precisa de ajuda, os alunos estão lá para se ajudarem uns aos outros, sempre com o auxílio dos professores. Neste ensino à distância,  esta colaboração torna-se, na realidade, muito mais difícil e, nestes dias difíceis, os nossos maiores companheiros e colaboradores são, sem dúvida, os encarregados de educação, os nossos pais.  Os professores, por detrás dos monitores dos seus PCs, incentivam-nos ao estudo, ajudam-nos a resolver tarefas e continuam a despertar–nos para a importância do conhecimento, do saber “Ser” e do saber  “Estar”.  Todos juntos, porém,  estamos a dar o nosso melhor!

 

           Lara Alexandra Capa Oliveira N: 6 8E

"Todos juntos, estamos a dar o nosso melhor"!

quarta-feira, 20 de maio de 2020

«O que se quer existe - só que está coberto: Por isso se chama à busca feita pelos Portugueses Descobrimentos». Agostinho da Silva

No âmbito de um desafio da disciplina de História e Geografia de Portugal, proposto nas aulas de 5º ano do «Estudo em Casa», a aluna Eva Sousa, do 5ºD escreveu o poema "Portugueses Pioneiros".

 

Portugueses Pioneiros

 

             Portugueses somos nós          

Pioneiros da Europa

            A nossa nação

Nunca estará morta

 


Conquistámos Ceuta           

Descobrimos a Madeira

Descobrimos os Açores

Tudo à nossa maneira



Encontramos o Brasil

Passámos o Cabo da Boa Esperança

Chegamos à Índia

Sempre com muita confiança.



 

Portugueses pioneiros

Descobrindo o obscuro

Portugueses marinheiros

Viajando pelo mundo.

 

Eva Sousa, 5ºD


             "Portugueses marinheiros/ Viajando pelo mundo."


 

“A competição é a lei da selva, a cooperação é a lei da civilização”. Piotr Kropotkin

Ainda no âmbito do «Estudo em Casa», dirigida aos alunos do 7º e 8º anos, e a propósito de  um excerto da obra, «A história de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar», de Luís de Sepúlveda,  a professora titular de Português, neste ensino à distância, considerou importante o aprofundamento das técnicas de escrita do texto de opinião, tendo lançado este desafio a todas as suas turmas do 8º ano, relativamente aos muitos temas/valores subjacentes à obra abordada na aula televisiva.

Assim, ao desafio proposto à turma do 8ºE,  a aluna nº10, Letícia Loureiro, respondeu da seguinte maneira ao tema «Companheirismo e Cooperação». Aqui vai, então, o texto com as devidas correções  e um pequeníssimo aperfeiçoamento.

 

Companheirismo e Cooperação

 

         O companheirismo e a cooperação resumem-se no ato de saber viver em grupo com pessoas bastante diferentes, aceitar diferentes opiniões, ouvir novas ideias, ser bondoso, leal, fiel, compreensivo e transmitir igualdade entre as pessoas, dar auxilio e contributo sempre que possível, mas, acima de tudo, saber respeitar a diferença visto que, mesmo que não gostemos de algo, isso não nos dá o direito de desrespeitar ou desrespeitar quem gosta.

         Na minha maneira de ver, saber ser companheiro e cooperar é algo ótimo que pode até fazer-nos sentir bem connosco próprios, pois o facto de termos uma boa atitude, uma atitude solidária é, de certa forma, gratificante. Aquilo que tenho vindo a reparar é que diminuiu este tipo de pessoas. Hoje,  o que eu reparo é que as pessoas “olham apenas para o seu próprio umbigo”, achando sempre que têm razão, que sabem tudo e que são as melhores, mas não… Ninguém sabe tudo e ninguém é melhor que os outros.  É necessário transmitir a igualdade e quebrar esse egocentrismo para que as pessoas oiçam mais do que aquilo que falam e partilhem os seus conhecimentos, as suas opiniões e os ideais que têm formados, pois, assim, estão a ensinar e, ao mesmo tempo, a aprender, pois todos temos algo a ensinar, mas muito mais para aprender.

         Pessoalmente, eu adoro fazer essa partilha de conhecimentos e opiniões, pois assim aprendo sempre algo novo a cada dia, enriquecendo o meu conhecimento abordando novos assuntos. Eu gosto e respeito muito aquilo que é diferente pois, quanto mais diferente, mais diversas coisas e lições de vida tem para partilhar. Então, é por todas estas razões que eu penso que o companheirismo e a cooperação são valores ótimos.

 

Letícia Loureiro, nº10- 8ºE

 "... o facto de termos uma boa atitude, uma atitude solidária é, de certa forma, gratificante".


"... eu adoro fazer essa partilha de conhecimentos e opiniões, pois assim aprendo sempre algo novo a cada dia, enriquecendo o meu conhecimento abordando novos assuntos".


terça-feira, 19 de maio de 2020

Coloque a lealdade e a confiança acima de qualquer coisa; não te alies aos moralmente inferiores; não receies corrigir teus erros. Confúcio

Ainda no âmbito do «Estudo em Casa», dirigida aos alunos do 7º e 8º anos, e a propósito de  um excerto da obra, «A história de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar», de Luís de Sepúlveda,  a professora titular de Português, neste ensino à distância, considerou importante o aprofundamento das técnicas de escrita do texto de opinião, tendo lançado este desafio a todas as suas turmas do 8º ano, relativamente aos muitos temas/valores subjacentes à obra abordada na aula televisiva.

Assim, ao desafio proposto à turma do 8ºA,  o aluno nº1, Afonso Silva, respondeu da seguinte maneira ao tema «Lealdade e Confiança». Aqui vai, então, o texto com as devidas correções  e um ligeiro aperfeiçoamento.

 

 

Lealdade e Confiança

 

Lealdade e confiança são palavras muito sábias e profundas. A palavra lealdade, inicialmente, designava alguém em quem era possível confiar e que cumpria as suas obrigações legais, ou seja, alguém que não falha com os seus compromissos, demonstrando responsabilidade, honestidade, retidão, honra e decência. A confiança, na minha opinião, vem naturalmente com a lealdade, ou seja, quem é leal também é de confiança, porque confia em si mesmo, quando cumpre os seus compromissos e, a partir da autoconfiança, passa também a confiar em outra pessoa.

     Na sociedade temos vários exemplos destes nobres valores, como os profissionais de saúde que estão a cumprir a sua missão da melhor forma possível, sendo leais com o país, cujo povo português, na minha perspetiva, também está a ser leal com eles. Este é um dos exemplos mais atuais, mas também temos exemplos, já bem antigos, como os marinheiros que foram em busca de terras, com pouca orientação e, mesmo assim, aventuraram-se, porque tinham a confiança de que o país estava com eles e não queriam ser desleais com ele. No meu ponto de vista, estes  valores nobres e intemporais devem ser aplicados em atitudes práticas da vida. Penso que, primeiramente, devemos ser honestos connosco, para lidarmos sempre com a verdade, assumindo os nossos erros. Devemos apenas prometer o que podemos cumprir, e ter atitudes corretas às quais não damos muita importância, mas não passam despercebidas, porque a forma como atuamos é a forma como pensamos.

     Pediram-me para falar apenas destes dois valores, mas, os que devemos respeitar e guardar para a vida, são muitos mais. Não existe ninguém perfeito, mas podemos ser cada vez melhores, basta “trabalhar” e “investir” em nós próprios.

 

Afonso Ricardo Ferreira Silva - Nº1 - 8A


"Não existe ninguém perfeito, mas podemos ser cada vez melhores, basta “trabalhar” e “investir” em nós próprios".



"A confiança, na minha opinião, vem naturalmente com a lealdade..."