quarta-feira, 20 de maio de 2020

“A competição é a lei da selva, a cooperação é a lei da civilização”. Piotr Kropotkin

Ainda no âmbito do «Estudo em Casa», dirigida aos alunos do 7º e 8º anos, e a propósito de  um excerto da obra, «A história de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar», de Luís de Sepúlveda,  a professora titular de Português, neste ensino à distância, considerou importante o aprofundamento das técnicas de escrita do texto de opinião, tendo lançado este desafio a todas as suas turmas do 8º ano, relativamente aos muitos temas/valores subjacentes à obra abordada na aula televisiva.

Assim, ao desafio proposto à turma do 8ºE,  a aluna nº10, Letícia Loureiro, respondeu da seguinte maneira ao tema «Companheirismo e Cooperação». Aqui vai, então, o texto com as devidas correções  e um pequeníssimo aperfeiçoamento.

 

Companheirismo e Cooperação

 

         O companheirismo e a cooperação resumem-se no ato de saber viver em grupo com pessoas bastante diferentes, aceitar diferentes opiniões, ouvir novas ideias, ser bondoso, leal, fiel, compreensivo e transmitir igualdade entre as pessoas, dar auxilio e contributo sempre que possível, mas, acima de tudo, saber respeitar a diferença visto que, mesmo que não gostemos de algo, isso não nos dá o direito de desrespeitar ou desrespeitar quem gosta.

         Na minha maneira de ver, saber ser companheiro e cooperar é algo ótimo que pode até fazer-nos sentir bem connosco próprios, pois o facto de termos uma boa atitude, uma atitude solidária é, de certa forma, gratificante. Aquilo que tenho vindo a reparar é que diminuiu este tipo de pessoas. Hoje,  o que eu reparo é que as pessoas “olham apenas para o seu próprio umbigo”, achando sempre que têm razão, que sabem tudo e que são as melhores, mas não… Ninguém sabe tudo e ninguém é melhor que os outros.  É necessário transmitir a igualdade e quebrar esse egocentrismo para que as pessoas oiçam mais do que aquilo que falam e partilhem os seus conhecimentos, as suas opiniões e os ideais que têm formados, pois, assim, estão a ensinar e, ao mesmo tempo, a aprender, pois todos temos algo a ensinar, mas muito mais para aprender.

         Pessoalmente, eu adoro fazer essa partilha de conhecimentos e opiniões, pois assim aprendo sempre algo novo a cada dia, enriquecendo o meu conhecimento abordando novos assuntos. Eu gosto e respeito muito aquilo que é diferente pois, quanto mais diferente, mais diversas coisas e lições de vida tem para partilhar. Então, é por todas estas razões que eu penso que o companheirismo e a cooperação são valores ótimos.

 

Letícia Loureiro, nº10- 8ºE

 "... o facto de termos uma boa atitude, uma atitude solidária é, de certa forma, gratificante".


"... eu adoro fazer essa partilha de conhecimentos e opiniões, pois assim aprendo sempre algo novo a cada dia, enriquecendo o meu conhecimento abordando novos assuntos".


terça-feira, 19 de maio de 2020

Coloque a lealdade e a confiança acima de qualquer coisa; não te alies aos moralmente inferiores; não receies corrigir teus erros. Confúcio

Ainda no âmbito do «Estudo em Casa», dirigida aos alunos do 7º e 8º anos, e a propósito de  um excerto da obra, «A história de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar», de Luís de Sepúlveda,  a professora titular de Português, neste ensino à distância, considerou importante o aprofundamento das técnicas de escrita do texto de opinião, tendo lançado este desafio a todas as suas turmas do 8º ano, relativamente aos muitos temas/valores subjacentes à obra abordada na aula televisiva.

Assim, ao desafio proposto à turma do 8ºA,  o aluno nº1, Afonso Silva, respondeu da seguinte maneira ao tema «Lealdade e Confiança». Aqui vai, então, o texto com as devidas correções  e um ligeiro aperfeiçoamento.

 

 

Lealdade e Confiança

 

Lealdade e confiança são palavras muito sábias e profundas. A palavra lealdade, inicialmente, designava alguém em quem era possível confiar e que cumpria as suas obrigações legais, ou seja, alguém que não falha com os seus compromissos, demonstrando responsabilidade, honestidade, retidão, honra e decência. A confiança, na minha opinião, vem naturalmente com a lealdade, ou seja, quem é leal também é de confiança, porque confia em si mesmo, quando cumpre os seus compromissos e, a partir da autoconfiança, passa também a confiar em outra pessoa.

     Na sociedade temos vários exemplos destes nobres valores, como os profissionais de saúde que estão a cumprir a sua missão da melhor forma possível, sendo leais com o país, cujo povo português, na minha perspetiva, também está a ser leal com eles. Este é um dos exemplos mais atuais, mas também temos exemplos, já bem antigos, como os marinheiros que foram em busca de terras, com pouca orientação e, mesmo assim, aventuraram-se, porque tinham a confiança de que o país estava com eles e não queriam ser desleais com ele. No meu ponto de vista, estes  valores nobres e intemporais devem ser aplicados em atitudes práticas da vida. Penso que, primeiramente, devemos ser honestos connosco, para lidarmos sempre com a verdade, assumindo os nossos erros. Devemos apenas prometer o que podemos cumprir, e ter atitudes corretas às quais não damos muita importância, mas não passam despercebidas, porque a forma como atuamos é a forma como pensamos.

     Pediram-me para falar apenas destes dois valores, mas, os que devemos respeitar e guardar para a vida, são muitos mais. Não existe ninguém perfeito, mas podemos ser cada vez melhores, basta “trabalhar” e “investir” em nós próprios.

 

Afonso Ricardo Ferreira Silva - Nº1 - 8A


"Não existe ninguém perfeito, mas podemos ser cada vez melhores, basta “trabalhar” e “investir” em nós próprios".



"A confiança, na minha opinião, vem naturalmente com a lealdade..."


 

domingo, 17 de maio de 2020

ESTAMOS ON - As bibliotecas escolares do Agrupamento de Escolas de Braga Oeste têm uma nova página digital criada para, neste momento de distanciamento físico e social, dar apoio a alunos, professores e encarregados de educação. Contém links para recursos pedagógicos/lúdicos, horário de atendimento síncrono e assíncrono e endereço de contacto. 

  BIBLIOTEC@S BRAGA OESTE



sexta-feira, 15 de maio de 2020

" O próximo grande salto evolutivo da humanidade será a descoberta de que cooperar é melhor que competir". Pietro Ubaldi


Numa das aulas de « Estudo em Casa», dirigida aos alunos do 7º e 8º anos, foi abordado um excerto da obra, « A história de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar», de Luís de Sepúlveda.
Como é do conhecimento de todos os docentes que lecionam português, mas também dos leitores que admiram a escrita de Luís de Sepúlveda, este conto fabulístico, valoriza os princípios básicos da convivência humana. Nele, estão presentes os valores como a honra dos compromissos assumidos; o espírito de grupo e amizade; a integração entre a teoria e a ação; a preservação do ambiente; o respeito pela diferença e pela vontade da maioria; o saber, a harmonia entre as espécies e os direitos dos animais.
A professora de Português, neste ensino à distância, a propósito desta aula a que os alunos têm de assistir,  considerou importante o aprofundamento das técnicas de escrita do texto de opinião e lançou este desafio a todas as suas turmas do 8º ano.
Dos muitos temas/valores subjacentes à obra, a professora fez as seguintes sugestões:
A turma A abordaria o tema « Lealdade e Confiança».  A turma B debruçar-se-ia sobre o tema «Proteção, Coragem e Responsabilidade»  e a turma E, trabalharia o tema « Companheirismo e Cooperação».
Eis aqui um trabalho da aluna nº8, Lara Costa, aluna do 8ºE.

Companheirismo e Cooperação        

O tema “companheirismo e cooperação” é um tema muito pertinente, pois está relacionado com muitos problemas da sociedade atual. O companheirismo é um vínculo que existe entre pessoas próximas, amigos ou familiares. A cooperação é a expressão utilizada para a atuação conjunta dum determinado grupo de pessoas para alcançar um objetivo.
Na minha opinião, o companheirismo e a cooperação são, na verdade, valores importantíssimos para uma vida social, no trabalho, na escola, ou mesmo no ambiente familiar. Hoje em dia, infelizmente, esses valores são cada vez mais escassos na sociedade. As pessoas são cada vez mais por si e somente por si, isto é, gostam cada vez menos de ajudar os outros. A falta de companheirismo e a cooperação é visível, cada vez mais, no trabalho. As pessoas esqueceram o que é trabalho em grupo e espírito de equipa. o seu principal foco, nos dias de hoje, é conseguir ser melhor do que o colega e chegar mais longe, querendo ter todo o mérito só para si. Por esse motivo, o companheirismo vai sendo cada vez mais raro, pois as pessoas vão deixando de gostar umas das outras, e a falta de confiança vai aparecendo, criando, assim, um espírito de rivalidade. A cooperação também começa a desaparecer, pois a ausência de companheirismo começa a fazer com que cada um seja por si próprio, e isto, leva a que o grupo acabe por não querer alcançar os objetivos em conjunto, mas sim  individualmente. Nas escolas, a ausência de companheirismo e cooperação também e visível, principalmente aos olhos de muitos alunos. Nos trabalhos de grupo, por exemplo, o desentendimento entre alunos é muito comum, pois todos querem ficar com o mérito, independentemente se colaboraram ou não na realização do trabalho. Nas avaliações, a comparação de notas, e a vontade de ser melhor do que o colega do lado leva, muitas vezes, à rivalidade. Durante as aulas, o mesmo também acontece, principalmente no que diz respeito à resolução de exercícios propostos pelos professores, ou seja, a competitividade obsessiva de quem acaba primeiro o exercício torna-se doentia.
Concluindo, estes são valores muito importantes e necessários para as pessoas dos tempos atuais. Transmitem muitas lições e a principal é a constatação de que é impossível viver sem o companheirismo e a cooperação. Penso que a sociedade de hoje em dia não tem essa preocupação o que, na minha opinião, é de lamentar. As pessoas estão a tornar-se muito egoístas e ainda não se aperceberam que é muito difícil alcançar um objetivo sozinho. Tudo o que é feito com companheirismo é muito mais fácil.

Lara Pinheiro Costa - 8E  Nº8



quarta-feira, 6 de maio de 2020

Dia Mundial da Língua Portuguesa - Padre António Vieira

Foi ontem, dia 5, mas ainda vamos a tempo de celebrar este dia!
Padre António Vieira foi, de facto, um grande Imperador da Língua Portuguesa, como muito bem o designou Fernando Pessoa, grande escritor português que, um dia, disse com muita convicção: " A minha pátria é a língua Portuguesa"!!

Falemos, então, um pouco deste Imperador da Língua Portuguesa!

Padre António Vieira pode ser ainda qualificado como o defensor dos judeus e dos índios, missionário, agente secreto e escritor genial.
Nasceu em Lisboa (1608-1697). Aos sete anos, António partiu com a família para o Brasil, onde o pai, da baixa nobreza, foi ocupar o cargo de secretário da Governação. Estudou no colégio jesuíta da Baía, entrou para a Companhia de Jesus em 1623 e foi ordenado pa­dre em 1634, com 26 anos.
Os seus dotes oratórios já tinham começado a dar nas vistas quan­do, perante a ameaça de um ata­que holandês, em 1640, pregou na Baía um sermão aguerrido: ‘Pela vitória das nossas armas’.
Reconhecido como aquilo a que hoje se chamaria um especialista em comunicação, o jesuíta foi escolhido para fazer parte da delegação que, em 1641 veio a Portugal manifestar a D. João IV o apoio do Brasil à Restauração.
Em Lisboa, foi um êxito. Os seus sermões em linguagem clara, cheios de metáforas para melhor ilustrarem o que pretendia comu­nicar, comoveram o rei, que o nomeou pregador da capela real.

Padre António Vieira," reconhecido como aquilo a que hoje se chamaria um especialista em comunicação"
                      
                 

terça-feira, 5 de maio de 2020

“ O ignorante afirma, o sábio duvida, o sensato reflete”. Aristóteles (Filósofo grego)




Neste ensino à distância, há alunos que são mais rápidos que outros na resolução de tarefas e, então, estão sempre dispostos a aceitar outros desafios mais criativos. Este desafio consistiu na passagem de um texto dramático, de António Gedeão, “ A história breve da Lua”, para um texto narrativo. Eis aqui a proposta da Íris Andrade, aluna do 8ºE. Obviamente que este texto foi aperfeiçoado, no que diz respeito aos aspetos da pontuação e algumas construções frásicas sintaticamente menos corretas. Porém, o que contou mesmo, foi o trabalho de criação e o confronto com o desafio! Parabéns à Íris Andrade do 8º E.



A Ignorância é triste!


Vou contar-vos uma história que espero que vos agrade. A história não tem idade, vem de tempos muito antigos! Era eu ainda muito pequena, mas recordo-me muito bem!
 Numa noite muito serena, ao colo da minha mãe, olhávamos pela janela, o firmamento. No profundo céu estrelado, via-se a Lua! Estava tão cheia que parecia um balão prateado! A Lua estava manchada e eu, na minha inocência de criança, perguntei à minha mãe:
— Mãe, já viste a Lua como está suja? Parece que tem uma coruja, uma vaca... Gostava de a ver ao perto. — A minha mãe ri docemente!
  De que te ris, mãe?
  Rio-me do que te passa pela cabeça!
  Não é nada do que estás a pensar- diz-me a minha mãe que sabia e sabe tudo!
Então, sempre bondosa e amiga, começou a contar-me a história da lua. Disse-me que, há muitos, muitos, muitos anos, a Lua se apresentava sempre  polida, branquinha, macia e nua. Mas, um dia, tudo mudou, quando um pobre camponês foi apanhado pelo Senhor do Mundo, num domingo, a apanhar lenha. Caminhava curvado, devido ao peso do molho de lenha, e lamentava-se da sua vida triste e miserável. O Senhor do Mundo, sem piedade, amedrontou-o  e ameaçou-o, dizendo-lhe que tinha a semana toda para trabalhar e que o domingo era para descansar. O pobre homem implorou ao Senhor do Mundo que tivesse compaixão dele, porém, o Senhor do Mundo foi implacável e castigou-o severamente, colocando-o eternamente na Lua, para lembrar que toda a gente  deveria respeitar o dia de descanso, o domingo.
A minha mãe segredou-me, depois, que tudo aquilo foi inventado e que só acreditava nessa história quem fosse ingénuo e inculto. Disse-me que, já no seu tempo, na sua aldeia, havia quem acreditasse cegamente nessa história. Havia, porém, dois senhores que entravam em discussões acesas a propósito dessa história: o Srº Agapito a quem o Srº Jerónimo, que era muito casmurro, tentava convencer.
Um dia, um sábio, ao ouvir uma brutal discussão entre o Srº Agapito e o Srº Jerónimo, riu-se e resolveu acalmar os ânimos:
  Ora vivam, meus senhores! Pareceu-me que discutiam qualquer coisa sobre a lua... O Sr Jerónimo, com um olhar parvo, respondeu:
  É Verdade! O meu vizinho Agapito é tão burro que até me enerva!
Nesta altura, em que cada um estava metido na sua casmurrice, o sábio, sensato, sempre duvidoso e astrónomo, achou por bem acabar com aquele dilema:
— Bem, eu conheço muito bem o mundo celeste, mesmo havendo sempre coisas novas a descobrir! Por isso, vou acalmar-vos com a minha pouca sabedoria. Montou o seu óculo num tripé, com lentes de feitios especiais.  Depois de tudo preparado, sempre com o Srº Agapito e o Srº Jerónimo espantados com tamanha tecnologia,  dispôs-se a fazer demonstrações, colocando a sua sabedoria em prática. De repente exclama:
— Cá está ela! Cá está ela! A Lua dos meus amores! Venham vê-las, meus senhores, e digam-me se não é bela! Convidou, então, o Srº Jerónimo a espreitar pelo óculo, porém, ele não aguentou de emoção e  quase desmaiou! Passou, então,  o óculo ao Srº Agapito que,  espantado, observava a Lua. O Sr Jerónimo, impaciente, pergunta-lhe se consegue ver o tal homem. O Srº Agapito dá-lhe o óculo e manda-o procurar. Incrédulo, o Srº Jerónimo diz que só vê covas e mais covas.
Perante a constatação do Srº Jerónimo, o astrónomo resolveu partilhar o seu conhecimento com os senhores campestres. Disse ao Srº Jerónimo que, na verdade, a opinião daquilo que ele via não estava longe da verdade. Disse-lhe que, realmente, a superfície da lua era imensa e estava cheia de altos e baixos com montanhas e crateras. Então, o Sr Jerónimo, parvamente,  pergunta-lhe, então, se, por acaso, lá tem uvas aos cachos e feras nos buracos.  O astrónomo, sabiamente, compara a lua a uma barca perdida nos espaços siderais,  dizendo-lhe que a Lua não tem água nem tem ar, só tem rochas. O Srº Jerónimo, então,  como quem já sabia tudo, perguntou ao astrónomo se tinha luar. O astrónomo uma vez mais, pacientemente e rasgando um sorriso, responde-lhe que a Luz da Lua vem do sol, quando bate nela, como se a luz incidisse, batesse e se refletisse nos vidros de uma janela. Acrescentou que essa luz que o Sol lhe dá, quando bate nas montanhas e nas crateras tamanhas e não notamos de cá, ganham formas que parecem formas de homem, mas que não passam de coisas inventadas.
O Srº Agapito, vaidoso, dirige-se ao Srº Jerónimo e pergunta-lhe quem tinha razão afinal. Jerónimo, abanando a cabeça e torcendo o nariz ainda duvidoso e teimoso, responde a Agapito que tudo não passam de mentiras, patranhas. Perante tanta casmurrice e insistência na ignorância, o astrónomo fez uma exemplificação usando um casaco, suspendendo-o pela gola. Simulou que o casaco era uma montanha banhada pelo Sol. Desta simulação, provou que se viam sombras que eram as deles, mas que, na verdade, eram as da montanha representada pelo casaco.
O Srº Jerónimo, mesmo perante esta demonstração, continuou casmurro e desconfiado, não por não acreditar, mas sim por não querer perder a razão. O Sr Agapito, porém, elogiou a sabedoria do astrónomo, dizendo-lhe que gostaria de saber o que ele sabia. O astrónomo, humildemente, respondeu-lhe:
  Todo o tempo é de aprender desde a hora do nascer até que a vida se acabe.
Deu, assim, uma grande lição de humildade a todos aqueles que acham que já sabem tudo, disse-me a minha mãe, tentando ensinar-me que a humildade é uma atitude nobre que nos leva a querer aprender mais e mais. Assim, ainda hoje e para sempre, carrego comigo esta lição!

Íris Andrade- 8ºE


sábado, 25 de abril de 2020

25 de Abril - Dia da Liberdade







                                    Esta é a madrugada que eu esperava
                                    O dia inicial inteiro e limpo
                                    Onde emergimos da noite e do silêncio
                                    E livres habitamos a substância do tempo

                                                               Sophia de Mello Breyner Andresen

quarta-feira, 22 de abril de 2020

“Só aquilo que somos realmente tem o poder de nos curar”. Carl Jung


Mais um texto de opinião, resposta a um desafio do Grupo IV,  Expressão Escrita, do teste de avaliação que decorreu do estudo do conto, de José Gomes Ferreira, « Parece impossível, mas sou uma nuvem», abordado ainda em aulas presenciais.
Fica aqui a opinião da Letícia Loureiro, aluna nº10, do 8ºE.


Agradar aos Outros... Eis a questão!


         Agradar aos outros pode ser visto como algo bom, ou algo mau que não devemos fazer.
         Eu considero que não devemos obrigar-nos a agradar aos outros, pois isso não está certo e significa que não conseguimos aceitar quem somos, como somos, com os nossos defeitos e qualidades. Sabemos que esta aceitação  demora tempo a fazer, porém, na minha opinião, devemos aceitarmo-nos e não nos compararmos aos outros, pois cada um é um ser diferente, único e especial.
         É certo que, nem sempre, nos conseguimos aceitar e gostar de nós mesmos, pois a sociedade impõe padrões nos quais, muitas vezes, não encaixamos. Mas, independentemente disso, não devemos tentar agradar aos outros, visto que nunca conseguimos agradar a todos. Então, no meu ponto de vista, devemos agradar primeiro a nós próprios, tal como somos, sem mudar por nada, nem por ninguém pois,  se não formos nós a gostar de nós mesmos, quem será?
         É certo que existem vantagens e desvantagens nesta atitude de agradar aos outros. Algumas das vantagens relacionam-se com o facto de sermos aceites, com mais facilidade, não sofrendo, por exemplo, de bullying, ou, então, será mais fácil arranjar amigos e enquadrarmo-nos num grupo. No entanto, existem também muitas desvantagens, pois, ao termos amigos que não conhecem realmente quem somos, vamos rodear-nos de pessoas que não conhecem verdadeiramente o nosso «eu» e, provavelmente, não iriam gostar de quem realmente somos. Então, iremos sofrer de baixa autoestima e vamos estar sempre a compararmo-nos a outros e a  desiludirmo-nos constantemente.
         Para concluir, penso que não devemos agradar aos outros. Em vez disso, agradar a nós mesmos, aceitarmo-nos como somos, pois todos temos defeitos e qualidades. Devemo-nos orgulhar das nossas conquistas, aperfeiçoar sempre os nossos defeitos, mas, acima de tudo, sermos que efetivamente somos.

Letícia Loureiro- 8ºE



" devemos ser quem efetivamente somos"




sexta-feira, 17 de abril de 2020

Quando o homem aprender a respeitar até o menor ser da criação, seja animal ou vegetal, ninguém precisará ensiná-lo a amar seus semelhantes. Albert Schweitzer

Numa altura difícil em que as aulas são «lecionadas» à distância, devido à pandemia do COVID 19, é pertinente refletirmos sobre o papel de toda a comunidade escolar. No último teste de avaliação ainda presencial, no 2º Período, foi sugerido aos alunos, no Grupo IV, que elaborassem um artigo de opinião relacionado com normas para promover uma boa convivência na escola.
Fica aqui mais um texto, do aluno nº7, João Loureiro, do 8º A, que se pronuncia desta forma.

O Respeito é TUDO!


Na comunicação social, temos ouvido notícias de algumas escolas que, no nosso país, atravessam momentos difíceis, relacionados com a agressões a professores.
Na minha opinião, estes atos lamentáveis devem-se à grande falta de respeito que alguns alunos e alguns encarregados de educação demonstram por quem exerce um papel muito importante na formação e educação de futuros cidadãos.
Também assistimos, frequentemente, a atitudes entre colegas da mesma escola que, no meu ponto de vista, são desprezíveis. Estou a falar do «Bullying» que, em muitos casos, leva a situações limites. Há crianças/adolescentes que se matam, devido ao gozo que sofrem, por parte de colegas. O «Bullying» consiste na pressão que um, ou vários alunos, exercem num aluno mais fraco, mais tímido, que não tem capacidades para se defender. Essa pressão gera muito sofrimento, muitos problemas psicológicos, e traz grandes traumas  a quem é vítima.
Vemos, também, muitas vezes, um grande desrespeito pelos funcionários, a quem alguns alunos tratam como meros empregados, que estão ali para satisfazer as suas «birras». Este tratamento, penso, é lamentável.
Penso que é tempo de se repensar estes casos que, felizmente, são uma pequena minoria, e valorizar ainda mais o papel da escola. A escola, na minha opinião,  deveria ser o local onde o RESPEITO seria a palavra de ordem.  Respeitar todos os membros da comunidade escolar e cumprir as regras de uma boa convivência, baseadas no respeito mútuo, é o IDEAL!

João Loureiro



quarta-feira, 15 de abril de 2020

O difícil não é imitar a grandeza com a desmesura. O difícil é que a alma não seja anã. Vergílio Ferreira


Hoje, deixa-se aqui uma opinião da Matilde Silva, aluna nº12, do 8ºE.
Esta reflexão resulta de um desafio de escrita, ( Será que dar opiniões nas quais não se acredita terá vantagens? Será que viver para agradar aos outros é positivo, ou trará desvantagens?) colocado no Grupo IV, do último teste de avaliação, decorrente do estudo do conto «Parece impossível, mas sou uma nuvem», de José Gomes Ferreira.
Então, aqui vai o texto. Em tempos difíceis, precisamos de ser firmes, convictos e ouvir a voz do Bom Senso.



Devemos Ser quem somos


Há atitudes que sempre me fizeram muita confusão. É o facto de se querer agradar a todos.
Na minha opinião, isso é ridículo. Uma pessoa deve ser o que é e dizer o que pensa. Não devemos dizer coisas com as quais não concordamos, apenas para agradar aos outros. Todos nós temos o direito de dizer o que pensamos e o que somos, sem medos do que vão pensar e achar. Desde que o façamos com educação, não vejo mal nenhum em se discordar.
Penso que as vantagens em agradar aos outros são poucas e óbvias. As pessoas poderão ficar felizes, pois dizem o que os outros querem ouvir. Ficarão, provavelmente, com a ideia de que comunhamos da mesma opinião, mas, secretamente, atrevo-me a pensar que se ficam a rir daquilo que nos leva a concordar, apenas  para as fazer felizes.
Quanto às desvantagens, estas são enormes. Ficamos tristes, por não dizer aquilo que verdadeiramente pensamos, pois, assim, os outros nunca chegarão a conhecer a nossa verdadeira essência, como seres humanos. Sou de opinião que são as diferenças que nos enriquecem e as partilhas de ideias são muito saudáveis.
Para concluir, penso que devemos ser quem somos, não ter medo, não valorizar o que vão dizer de nós. Se não formos nós prórios, ninguém o será por nós. Os verdadeiros amigos aceitam-nos tal como somos, com os nossos defeitos e virtudes, e até nos ajudam a corrigir alguns defeitos. Entre amigos, é assim que as coisas acontecem.

Matilde Silva, 8ºE