quarta-feira, 20 de maio de 2020

“A competição é a lei da selva, a cooperação é a lei da civilização”. Piotr Kropotkin

Ainda no âmbito do «Estudo em Casa», dirigida aos alunos do 7º e 8º anos, e a propósito de  um excerto da obra, «A história de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar», de Luís de Sepúlveda,  a professora titular de Português, neste ensino à distância, considerou importante o aprofundamento das técnicas de escrita do texto de opinião, tendo lançado este desafio a todas as suas turmas do 8º ano, relativamente aos muitos temas/valores subjacentes à obra abordada na aula televisiva.

Assim, ao desafio proposto à turma do 8ºE,  a aluna nº10, Letícia Loureiro, respondeu da seguinte maneira ao tema «Companheirismo e Cooperação». Aqui vai, então, o texto com as devidas correções  e um pequeníssimo aperfeiçoamento.

 

Companheirismo e Cooperação

 

         O companheirismo e a cooperação resumem-se no ato de saber viver em grupo com pessoas bastante diferentes, aceitar diferentes opiniões, ouvir novas ideias, ser bondoso, leal, fiel, compreensivo e transmitir igualdade entre as pessoas, dar auxilio e contributo sempre que possível, mas, acima de tudo, saber respeitar a diferença visto que, mesmo que não gostemos de algo, isso não nos dá o direito de desrespeitar ou desrespeitar quem gosta.

         Na minha maneira de ver, saber ser companheiro e cooperar é algo ótimo que pode até fazer-nos sentir bem connosco próprios, pois o facto de termos uma boa atitude, uma atitude solidária é, de certa forma, gratificante. Aquilo que tenho vindo a reparar é que diminuiu este tipo de pessoas. Hoje,  o que eu reparo é que as pessoas “olham apenas para o seu próprio umbigo”, achando sempre que têm razão, que sabem tudo e que são as melhores, mas não… Ninguém sabe tudo e ninguém é melhor que os outros.  É necessário transmitir a igualdade e quebrar esse egocentrismo para que as pessoas oiçam mais do que aquilo que falam e partilhem os seus conhecimentos, as suas opiniões e os ideais que têm formados, pois, assim, estão a ensinar e, ao mesmo tempo, a aprender, pois todos temos algo a ensinar, mas muito mais para aprender.

         Pessoalmente, eu adoro fazer essa partilha de conhecimentos e opiniões, pois assim aprendo sempre algo novo a cada dia, enriquecendo o meu conhecimento abordando novos assuntos. Eu gosto e respeito muito aquilo que é diferente pois, quanto mais diferente, mais diversas coisas e lições de vida tem para partilhar. Então, é por todas estas razões que eu penso que o companheirismo e a cooperação são valores ótimos.

 

Letícia Loureiro, nº10- 8ºE

 "... o facto de termos uma boa atitude, uma atitude solidária é, de certa forma, gratificante".


"... eu adoro fazer essa partilha de conhecimentos e opiniões, pois assim aprendo sempre algo novo a cada dia, enriquecendo o meu conhecimento abordando novos assuntos".


terça-feira, 19 de maio de 2020

Coloque a lealdade e a confiança acima de qualquer coisa; não te alies aos moralmente inferiores; não receies corrigir teus erros. Confúcio

Ainda no âmbito do «Estudo em Casa», dirigida aos alunos do 7º e 8º anos, e a propósito de  um excerto da obra, «A história de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar», de Luís de Sepúlveda,  a professora titular de Português, neste ensino à distância, considerou importante o aprofundamento das técnicas de escrita do texto de opinião, tendo lançado este desafio a todas as suas turmas do 8º ano, relativamente aos muitos temas/valores subjacentes à obra abordada na aula televisiva.

Assim, ao desafio proposto à turma do 8ºA,  o aluno nº1, Afonso Silva, respondeu da seguinte maneira ao tema «Lealdade e Confiança». Aqui vai, então, o texto com as devidas correções  e um ligeiro aperfeiçoamento.

 

 

Lealdade e Confiança

 

Lealdade e confiança são palavras muito sábias e profundas. A palavra lealdade, inicialmente, designava alguém em quem era possível confiar e que cumpria as suas obrigações legais, ou seja, alguém que não falha com os seus compromissos, demonstrando responsabilidade, honestidade, retidão, honra e decência. A confiança, na minha opinião, vem naturalmente com a lealdade, ou seja, quem é leal também é de confiança, porque confia em si mesmo, quando cumpre os seus compromissos e, a partir da autoconfiança, passa também a confiar em outra pessoa.

     Na sociedade temos vários exemplos destes nobres valores, como os profissionais de saúde que estão a cumprir a sua missão da melhor forma possível, sendo leais com o país, cujo povo português, na minha perspetiva, também está a ser leal com eles. Este é um dos exemplos mais atuais, mas também temos exemplos, já bem antigos, como os marinheiros que foram em busca de terras, com pouca orientação e, mesmo assim, aventuraram-se, porque tinham a confiança de que o país estava com eles e não queriam ser desleais com ele. No meu ponto de vista, estes  valores nobres e intemporais devem ser aplicados em atitudes práticas da vida. Penso que, primeiramente, devemos ser honestos connosco, para lidarmos sempre com a verdade, assumindo os nossos erros. Devemos apenas prometer o que podemos cumprir, e ter atitudes corretas às quais não damos muita importância, mas não passam despercebidas, porque a forma como atuamos é a forma como pensamos.

     Pediram-me para falar apenas destes dois valores, mas, os que devemos respeitar e guardar para a vida, são muitos mais. Não existe ninguém perfeito, mas podemos ser cada vez melhores, basta “trabalhar” e “investir” em nós próprios.

 

Afonso Ricardo Ferreira Silva - Nº1 - 8A


"Não existe ninguém perfeito, mas podemos ser cada vez melhores, basta “trabalhar” e “investir” em nós próprios".



"A confiança, na minha opinião, vem naturalmente com a lealdade..."


 

domingo, 17 de maio de 2020

ESTAMOS ON - As bibliotecas escolares do Agrupamento de Escolas de Braga Oeste têm uma nova página digital criada para, neste momento de distanciamento físico e social, dar apoio a alunos, professores e encarregados de educação. Contém links para recursos pedagógicos/lúdicos, horário de atendimento síncrono e assíncrono e endereço de contacto. 

  BIBLIOTEC@S BRAGA OESTE



sexta-feira, 15 de maio de 2020

" O próximo grande salto evolutivo da humanidade será a descoberta de que cooperar é melhor que competir". Pietro Ubaldi


Numa das aulas de « Estudo em Casa», dirigida aos alunos do 7º e 8º anos, foi abordado um excerto da obra, « A história de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar», de Luís de Sepúlveda.
Como é do conhecimento de todos os docentes que lecionam português, mas também dos leitores que admiram a escrita de Luís de Sepúlveda, este conto fabulístico, valoriza os princípios básicos da convivência humana. Nele, estão presentes os valores como a honra dos compromissos assumidos; o espírito de grupo e amizade; a integração entre a teoria e a ação; a preservação do ambiente; o respeito pela diferença e pela vontade da maioria; o saber, a harmonia entre as espécies e os direitos dos animais.
A professora de Português, neste ensino à distância, a propósito desta aula a que os alunos têm de assistir,  considerou importante o aprofundamento das técnicas de escrita do texto de opinião e lançou este desafio a todas as suas turmas do 8º ano.
Dos muitos temas/valores subjacentes à obra, a professora fez as seguintes sugestões:
A turma A abordaria o tema « Lealdade e Confiança».  A turma B debruçar-se-ia sobre o tema «Proteção, Coragem e Responsabilidade»  e a turma E, trabalharia o tema « Companheirismo e Cooperação».
Eis aqui um trabalho da aluna nº8, Lara Costa, aluna do 8ºE.

Companheirismo e Cooperação        

O tema “companheirismo e cooperação” é um tema muito pertinente, pois está relacionado com muitos problemas da sociedade atual. O companheirismo é um vínculo que existe entre pessoas próximas, amigos ou familiares. A cooperação é a expressão utilizada para a atuação conjunta dum determinado grupo de pessoas para alcançar um objetivo.
Na minha opinião, o companheirismo e a cooperação são, na verdade, valores importantíssimos para uma vida social, no trabalho, na escola, ou mesmo no ambiente familiar. Hoje em dia, infelizmente, esses valores são cada vez mais escassos na sociedade. As pessoas são cada vez mais por si e somente por si, isto é, gostam cada vez menos de ajudar os outros. A falta de companheirismo e a cooperação é visível, cada vez mais, no trabalho. As pessoas esqueceram o que é trabalho em grupo e espírito de equipa. o seu principal foco, nos dias de hoje, é conseguir ser melhor do que o colega e chegar mais longe, querendo ter todo o mérito só para si. Por esse motivo, o companheirismo vai sendo cada vez mais raro, pois as pessoas vão deixando de gostar umas das outras, e a falta de confiança vai aparecendo, criando, assim, um espírito de rivalidade. A cooperação também começa a desaparecer, pois a ausência de companheirismo começa a fazer com que cada um seja por si próprio, e isto, leva a que o grupo acabe por não querer alcançar os objetivos em conjunto, mas sim  individualmente. Nas escolas, a ausência de companheirismo e cooperação também e visível, principalmente aos olhos de muitos alunos. Nos trabalhos de grupo, por exemplo, o desentendimento entre alunos é muito comum, pois todos querem ficar com o mérito, independentemente se colaboraram ou não na realização do trabalho. Nas avaliações, a comparação de notas, e a vontade de ser melhor do que o colega do lado leva, muitas vezes, à rivalidade. Durante as aulas, o mesmo também acontece, principalmente no que diz respeito à resolução de exercícios propostos pelos professores, ou seja, a competitividade obsessiva de quem acaba primeiro o exercício torna-se doentia.
Concluindo, estes são valores muito importantes e necessários para as pessoas dos tempos atuais. Transmitem muitas lições e a principal é a constatação de que é impossível viver sem o companheirismo e a cooperação. Penso que a sociedade de hoje em dia não tem essa preocupação o que, na minha opinião, é de lamentar. As pessoas estão a tornar-se muito egoístas e ainda não se aperceberam que é muito difícil alcançar um objetivo sozinho. Tudo o que é feito com companheirismo é muito mais fácil.

Lara Pinheiro Costa - 8E  Nº8