a rabiscar aprendo a ... criar


   A RABISCAR APRENDO A... CRIAR !


ANO LETIVO 2019/20



À semelhança do ano letivo anterior, dar-se-á seguimento a esta atividade de escrita.
Os seus objetivos  são similares ao ano letivo anterior.
Assim: 
-   não terá como intenção formar escritores; 
-   não terá como intuito a criação de qualquer meio editorial; 
-   terá a escrita e a sua melhoria como fim; 
- será um meio dos alunos transmitirem, segundo os seus princípios, as suas ideias e sentimentos; 
-  será um meio de aprendizagem da língua portuguesa, através da constatação do erro na transmissão de mensagens individuais; 
-  será um espaço de troca de experiências em que o gosto pela escrita e pela leitura seja bem marcado.
 As produções aqui divulgadas expressam, por conseguinte, de forma lúdica e imaginativa, temas livres, passando por diferentes etapas de aperfeiçoamento, cumprindo-se, assim, os objetivos que também vão de encontro ao programa, aprendizagens essenciais, perfil do aluno e metas curriculares da disciplina de Português.


   ________________________________________________________________________________



Os Fortes nunca desistem!


Mónica Alexandra Ferreira Lopes é uma jovem com uma coragem sobrenatural. Ela nasceu dia 24 de maio de 1999 e sempre foi uma criança muito sorridente e determinada.
Quando eu nasci, ela tinha 7 anos e, pouco tempo depois, teve de se mudar para França, adaptando-se ao francês de uma maneira extraordinária. Ela sempre veio a Portugal no Natal. Era espectacular contar sempre com a sua presença nesta época especial. Mas tudo mudou este ano. Ela veio nas férias de verão e queixava-se muito de dores de cabeça. Quando regressou a França, foi ao médico, tendo-lhe sido diagnosticado um tumor no cérebro. Quando soube disso, só me apetecia chorar. Todos os dias ela passava por uma cirurgia e todos os dias eu rezava para que Deus a ajudasse. Era um desespero diário. Até que fez uma operação para remover todo o tumor, mas corria imensos riscos, pois a sua localização exigia um “trabalho” muito, muito minucioso. Porém, mesmo assim, ela arriscou, e eu estou tão orgulhosa dela, pois a sua coragem, bravura e determinação são admiráveis.
A minha prima Mónica, agora, está a recuperar gradualmente. Ela é uma guerreira, sempre batalhou, nunca desistiu. DESISTIR é uma palavra que nunca se viu no seu dicionário. E é, por isso, que eu Adoro a minha Moniquinha.



Ana Rodrigues- Nº3 8ºB



" DESISTIR é uma palavra que nunca se viu no seu dicionário. E é, por isso, que eu Adoro a minha Moniquinha".


         ___________________________________________________________________________



A importância da família

Nasci numa família onde nunca me faltou nada.  
Sempre tive roupa para vestir, comida para me alimentar, teto para viver, mas, acima de tudo, nunca que faltou carinho.
Se me perguntarem, “Como é o teu dia da criança?”, eu, provavelmente, responderei que é como um dia normal, pois nunca senti necessidade de o comemorar como se fosse um dia verdadeiramente especial, como um aniversário ou um Natal.
Segundo o Google, esse amigo sempre à mão,  o dia mundial da criança é especialmente comemorado para as crianças brincarem e terem um dia feliz, passado junto da família e dos seus amigos... Porém, um dia com essa descrição é normal na minha vida.
Por isso é que, por essas e muitas outras razões, adoro a minha família mais do que tudo. Ela pode ser ótima, mas fundamentalmente  é  ainda  a melhor amiga!


                                                                
                                                                 Ana Luísa Gomes, Nº5- 8ºB

"Por isso é que, por essas e muitas outras razões, adoro a minha família mais do que tudo".

             _____________________________________________________________________________________

Preciosidades!

         A minha família é o bem mais precioso que tenho.
O meu lar é o lugar onde me sinto bem, pois lá moram as pessoas que mais amo no mundo, o meu pai e a minha mãe.  São os amores da minha vida e da minha felicidade. Eles cuidam de mim, preocupam-se e dão-me todo o amor do mundo.
Não há felicidade maior no mundo do que ter uma família como os meus pais, porque me dão  amor, confiam em mim, tentam dar-me todas as oportunidades que podem, para que eu tenha um bom futuro. Ensinaram-me a ser uma criança respeitadora e educada.
Tudo aquilo que eu sou devo-o aos meus pais porque são pessoas que se preocupam com que um dia venha a ser uma boa pessoa.


                                                                   Lara Oliveira Nº: 6 8ºE

 "A minha família é o bem mais precioso que tenho".


           ____________________________________________________



A Minha admiração pelo meu Avô

A pessoa de quem vou falar é do meu avô materno, ele chama-se Tomé, tem 73 anos de idade, foi motorista de pesados e, neste momento, está reformado.
Dedica-se à criação de ovelhas, galinhas, coelhos e ainda à plantações de legumes para uso doméstico.
Ele marcou a minha vida porque, desde muito pequeno, ele ia buscar-me à Pré-escola todos os dias. Ia buscar-me mais cedo para, de seguida, levar-me a passear, a visitar os animais e a brincar com os cães e gatos lá de casa.  
Durante a minha frequência no primeiro ciclo, ele continuou a ir buscar-me todos os dias, a preparar-me o lanche. O meu avô é um exemplo para mim em muitos sentidos: ensinou-me a ser sincero, honesto, educado e carinhoso (à sua maneira)! Ele leva-me muitas vezes ao café, ao restaurante, a ver futebol…
Até hoje, ele é que me prepara o almoço e o lanche nos dias em que não tenho aulas de tarde e, sempre que pode, leva-me a passear, oferece-me presentes (dinheiro), dá-me chocolates... Já me deu duas bicicletas, uma moto quatro e um jipe.
Mas não é só por isso que eu o admiro e gosto muito dele, mas sim porque ele é meigo comigo, dá-me bons conselhos, é simpático, brinca comigo, faz-me rir…
Por tudo isto a minha admiração e amor pelo meu avô é grande e espero que continue a ser durante muito tempo.

                                                                                           Jorge Faria, Nº 8 - 8º A
 
"(... )a minha admiração e amor pelo meu avô é grande e espero que continue a ser durante muito tempo".


       _________________________________________________________________________

    
"Não é a carne e o sangue, e sim o coração, que nos faz pais e filhos".  Friedrich Schiller
 
A coisa mais importante, para mim, é a minha família, pois é o bem mais precioso que eu tenho. A minha família é constituída por seis pessoas: eu, os meus três primos, dois rapazes e uma rapariga, sem contar comigo.
Sem eles, a minha vida não tinha sentido, e eu estou muito grata por isso. Eles dão-me sempre apoio, quando preciso. A minha tia, que é a principal, ajuda-me sempre em tudo, nas boas e más coisas. É a minha maior protetora! O meu tio também me ajuda, mas não tanto como a minha tia. Os meus primos brincam comigo e fazem-me muita companhia, quando os meus tios estão a trabalhar. Mas, às vezes, aos domingos, os meus avós da parte da minha tia vão lá a casa comer e também brincam connosco e ajudam-nos em algumas tarefas.
Eu sinto-me feliz e aconchegada no seio desta família maravilhosa!

                                              Liliana Patrícia Gomes Fonte- Nº10 - 8ºA

"Sem eles, a minha vida não tinha sentido, e eu estou muito grata por isso".
   _____________________________________________________________________________________________________

 
A MINHA AVÓ
Quando me foi proposto fazer este texto, eu fiquei logo com a certeza de quem ia falar, porque é uma pessoa que me acolhe, conforta e me ensina todos os dias. Dito por outras palavras, vou falar da melhor pessoa do mundo, a minha avó.
         Eu e a minha avó podíamos contar tantas histórias e aprendizagens que fazemos os dois juntos. É uma pessoa muito trabalhadora e lutadora, porque tudo o que tem foi conquistado com muito esforço e é, por isso, que, em todas as férias de verão, eu vou ajudá-la para o campo e tratar dos animais, ela quer que esses “genes” passem para a família. Nós também temos tempo para as nossas brincadeiras, como ir fazer as compras juntos, levar-me à piscina e muitas outras coisas que me fazem gostar muito dela.
 Nas épocas escolares, quando tenho tarde livre, vou lá almoçar e, de vez em quando, à noite dou lá um saltinho, porque não me canso de lá ir. É muito preocupada com o nosso bem-estar e tem muito interesse no nosso desempenho e competências escolares.
 Idolatro muito à minha avó, porque sempre lutou e trabalhou por aquilo que quis e agora quer dar essa mística aos netos. É por isso que gosto muito dela.   

                                                                                              Afonso, nº 1, 8º A

" Nós também temos tempo para as nossas brincadeiras, como ir fazer as compras juntos..."


 _________________________________________________________________

 
Preocupada com as alterações climáticas, a aluna Letícia Seara, nº 9, do 8º ano de escolaridade, turma C, por iniciativa própria, redigiu este "texto poético" com a intenção de sensibilizar os seus colegas e toda a comunidade escolar para  a urgência em inverter comportamentos a nível de sustentabilidade. 
     O nosso Planeta precisa que tomemos  urgentemente as medidas que ela aqui nos aponta...




A TERRA

O ambiente é uma máquina delicada
Basta apenas um descuido
E a Natureza fica toda destroçada!

O ser humano é perito em destruir
Quando é para reparar,
Só se limita a fugir!

O aquecimento global não vai parar
Se nós não fizermos nada
Para isso mudar!

Se o ser humano não se aperceber
Da destruição que está a fazer
Muito se vai arrepender!

PDD resume a raça humana
-       Poluição
-       Destruição
-       Desflorestação!

Estão a tentar remediar,
Mas é tarde demais...
A destruição esta feita
É só não a fazer aumentar!

Já paraste para pensar...
Se tu fosses a Terra,
Estarias a gostar, ou a detestar?

Recebemos um planeta tão bom
Só o estamos a estragar,
Só depois de milhões de anos
É que se puseram a pensar!

Não há médicos para planetas
Cada um tem de mudar,
Para todos juntos
Conseguirmos recuperar!

Uns a deixar de comer animais
Outros o lixo recolher
Temos de começar por um lado
Para a mudança acontecer!

Uso sustentável da água e reflorestação
São outras medidas a tomar
Para parar a destruição!

A Natureza é muito original
Temos de pensar que não há outra IGUAL!




Letícia Seara- nº9-8ºC


" O ser humano é perito em destruir"
  ________________________________________________________________________________
                         


                         14 de outubro de 2019
             Querido diário,

            Hoje, foi um dia normal. Como todos os dias, fui de autocarro para a escola. É sempre um bom começo de dia, pois as nossas conversas são sempre muito interessantes! Estava a chover e fiquei toda molhada. Como eu odeio este tempo!... Não gosto nada de sair de casa, quando está a chover! Havia uma fila enorme à entrada... Finalmente, consegui entrar... Consigo sempre ouvir, ao longe, a música que os meus amigos escolhem!!! Convivemos um pouco, cantamos e ouve-se o som da campainha!... Numa pilha de nervos, fui para a sala, pois tivemos uma questão aula de matemática, que me correu bem.
Antes da hora de almoço, tivemos EMRC... Estávamos todos cheios de fome, mas, como é uma aula mais descontraída, podemos opinar sobre aquilo que ouvimos. Chegada a hora de almoço, foi toda turma almoçar... É sempre divertido almoçar com a turma! Afinal, aproveitamos o tempo para descontrair. Acabamos de comer e fomos andar pelo recreio da escola, que é bonito, espaçoso, com jardins bem arranjados e árvores muito bonitas, desde plátanos aos carvalhos... Enquanto punhamos a conversa em dia, também fui até à biblioteca e tive aulas outra vez. Foi inglês, uma disciplina que  acho bastante importante para o nosso futuro.
           Quando Acabaram as aulas, fui para casa com a minha  mãe.  Mal cheguei, fui logo estudar, adiantar a tarefa de casa e preparar tudo para mais um dia de escola. Depois fui treinar. Ah!... E como eu gosto de o fazer!!! Adoro desporto e encontrei um que me apaixona, querido diário, a luta! Senti-me bem, no final do treino! Senti que me esforcei e que consegui fazer aquilo que era esperado, pois tenho uma competição próxima... Fico muita nervosa, sempre que há torneios... Tenho medo de desapontar o meu treinador!
            Voltei a casa e estava toda suada e despenteada! Fui logo para o banho! Em seguida, jantei, acabei de preparar as coisas para o dia seguinte e, como estava cansada, fui dormir.
            E esta foi mais uma segunda-feira de aulas, querido diário, em breve volto com novas histórias e desabafos... hoje foi um dia bem simples, até porque acordei muito positiva!!!
                                                                                                             A tua Letícia!


Letícia Loureiro nº 10/ 8ºE


"fomos andar pelo recreio da escola, que é bonito, espaçoso, com jardins bem arranjados e árvores muito bonitas, desde plátanos aos carvalhos"...



________________________________________________________________________



                                                                              Segunda-feira 28 Janeiro 2019
  Querido Diário

      Hoje acordei às 7 horas da manhã para tomar o pequeno-almoço. Normalmente, costumo chegar à escola às 8 horas, por isso, tenho algum tempo para estar com os meus colegas, porque as aulas só começam às 8h 25m.
    Toca! Nós, ainda cheios de sono, vamos para a aula, mas nós sabemos que, nas aulas, devemos estar sempre atentos, apesar de, por vezes, não o fazermos.
      Hoje, a minha primeira disciplina foi matemática. É a disciplina que eu mais gosto! Adoro fazer todos aqueles cálculos! Depois, tive Ciências e História. Gosto muito das professoras! Elas são muito simpáticas, mas também muito exigentes. Depois, tive português. A professora parece que gosta de nos ver a escrever! Em cada aula,  enchemos duas folhas do caderno!  Ela é muito exigente, mas também muito engraçada! Muitas vezes, diz piadas, para nos animar e incentivar!
      Finalmente, chegou a hora de almoçar e rir um pouco. Passo o tempo livre com as minhas amigas a ouvir música e a conversar. São 2h 15m e corremos para o bloco A, pois vamos ter aula de inglês. Gosto muito de falar Inglês e a professora é muito simpática. A segunda aula, da parte da tarde, foi Tecnológica. É uma das disciplinas muito descontraída, a professora é divertida e espetacular! E, já cansados, por fim, chega a hora da última aula- Geografia! Fizemos vários exercícios, porque estamos a fazer revisões para o teste.
      Ai, querido Diário, nem imaginas como o toque final da campainha soou como música aos nossos ouvidos, depois de um dia tão preenchido e cansativo! É que, como sabes, não é lá muito fácil, nesta fase da adolescência, estar cem por cento atenta e concentrada em todas as aulas! Nas nossas cabeças, há outros mundos que, pelo que percebi, os professores não sabem, mas imaginam! Eles dizem que também já foram adolescentes e estiveram no nosso lugar! Será que eles leem os nossos pensamentos, quando estamos distraídos?
      Bem, são horas de dormir, porque amanhã a rotina repete-se e eu tenho de dar sempre o meu melhor!
      Beijos da tua Lara!

                                                                         Lara Oliveira N: 6   8ºE
  
 "Será que eles leem o que está na nossa cabeça, quando estamos distraídos?"
________________________________________________________________________________
             
A importância do Amor

           
As coisas mais importantes para mim são a família e a amizade. A minha família é constituída pela minha mãe, pelo meu pai e o meu irmão. Todos são importantes.  A minha mãe ajuda-me sempre que eu preciso, mesmo que eu nem sempre mereça. O meu pai é muito engraçado e conta-nos piadas ou histórias hilariantes sempre que a família está reunida. O meu irmão, que só tem quatro anos, é fundamental na minha vida. É, com ele,  que eu brinco todos os dias.
A minha família é muito grande. O meu pai tem seis irmãos e a minha mãe tem dois. Da parte da minha mãe, tenho uma prima. Ela é muito importante para mim, porque é a minha confidente de todos os meus momentos maus e bons.
     Nem só a minha família completa a minha vida. Também são as minhas amigas, principalmente a Clara, a Liliana, a Linda e a Raquel. Como elas estão sempre dispostas a ajudar-me, também estou sempre pronta a apoiá-las. Há muitas pessoas que fazem parte do meu dia-a-dia, mas estas são as mais importantes e principais.


                                                               Maria Beatriz Gonçalves Borges, Nº 15- 8ºA

        __________________________________________________________________________

   
 
     No exercício de Expressão Escrita, na 1ª Prova de Avaliação de Português, e na sequência do estudo do Diário de Anne Frank, a propósito das preocupações de seus pais, em relação às notas das filhas,  Anne  refere que não é uma excelente aluna como a irmã, todavia, não quer ser má aluna.  “Eu sou precisamente o oposto, mas não quero ser má aluna”. 
     Neste contexto, foi sugerido aos alunos  que elaborassem um texto de opinião, acerca do que consideravam ser um "bom aluno" e do papel que os Pais/Encarregados de Educação desempenham, ou devem desempenhar, para que os seus educandos cumpram os seus deveres de estudantes. 
     Eis um dos textos apresentado pela Letícia do 8º E.
           

Ser bom aluno, o que é?

        Cada vez mais, existem alunos desinteressados da escola, desinteressados em saber como será o seu futuro, alunos que não se esforçam para ter boas notas e aprender, mesmo tendo professores que os ensinam, os ajudam e  estão sempre disponíveis para lhes tirar as dúvidas. E, na minha opinião, este desinteresse, esta demissão, irá afetar e comprometer muito o futuro do país em que vivem, pois um país é tanto mais desenvolvido, quanto mais cultos e ativos forem os seus cidadãos.
            Considero que é urgente e necessário que voltem a existir bons alunos, alunos estudiosos, empenhados, curiosos e com vontade de aprender cada vez mais, para serem bem sucedidos e para dar um melhor futuro ao seu país, pois é necessário mudar muita coisa, quer a nível social, ambiental, económico...
É um facto que existem pais muito desinteressados com o rendimento escolar dos filhos e, então, surgem as perguntas: Mas o que é que os pais ou encarregados de educação podem fazer para que os seus educandos melhorem as suas notas, aumentem a sua cultura e o seu conhecimento? No meu ponto de vista, os encarregados de educação podem fazer muita coisa, desde incentivá-los, a certificarem-se que estudam, a valorizarem mais a cultura e o conhecimento ( armas poderosas que combatem a ignorância e ajudam a dignificar as pessoas, os cidadãos). Os pais têm, sem dúvida, um papel importantíssimo, pois devem estimular os filhos a estudar, alertando-os de como está o atual mercado de trabalho, devem acompanhar a vida dos filhos, certificando-se de que estudam e não que passam o dia no telemóvel ou a jogar, devem motivá-los para tal e também dar-lhes a educação necessária para que cresçam  a aprender a respeitar os outros, o ambiente, sendo cidadãos cultos e com um bom sentido crítico.
            É necessário que todos acatem os seus deveres para ser possível mudar o mundo para melhor, visto que todos temos direitos, mas também temos muitos deveres. 

Letícia Loureiro nº10/ 8ºE






" É necessário que todos acatem os seus deveres para ser possível mudar o mundo para melhor, visto que todos temos direitos, mas também temos muitos deveres".


    _____________________________________________________________________________


       No 1º teste de avaliação de Português do 2º Período, no domínio da Escrita (Grupo IV),  solicitou-se aos alunos que escrevessem um texto de opinião, que pudesse ser publicado num blogue escolar, no qual apresentassem normas que considerassem importantes para promover uma boa  convivência na escola, fundamentando os seus pontos de vista.
O Afonso, nº1, do 8º A, redigiu o seguinte texto, ao qual atribuiu o título, « Um futuro próximo risonho ou degradado»?


Um futuro próximo risonho, ou degradado?


Na minha perspectiva, devemos ter um grande respeito e civismo para com os outros, porque a inteligência não é só o conhecimento que adquirimos, mas sim uma grande parte do saber estar e saber ser. É muito difícil vermos  pessoas bem sucedidas, sem civismo ou com comportamentos anormais, pois foi com essa educação que conseguiram aprender e mostrar que aprenderam.
Para uma boa convivência na escola, devemos respeitar os outros, não partir para a violência, mas sim «discutir-se» os dois pontos de vista e saber estar. Com estas regras, tudo melhoraria, tanto na convivênciana escola, como na sociedade. Nós, jovens, somos a próxima sociedade e devemos fazer essa transição com respeito, porque nós é que vamos ter de dinamizar o país e não o degradar. A nossa sociedade tem de evoluir, porque, depois, o exemplo vamos ser nós e, ao termos esta educação e respeito pelos outros, vamos, com certeza, mantê-lo para a vida toda.
Sei que todos temos de contribuir um pouco, mas é para o nosso bem, porque, às vezes, vemos cada disparate, erros e crimes que acontecem que não nos orgulham nada. É, por isso, que a educação deve ser dada logo no início, porque « árvore que cresce torta, morre torta»

                                                                     Afonso, nº1, 8º A

 
(...) nós é que vamos ter de dinamizar o país e não o degradar. (...)

É, por isso, que a educação deve ser dada logo no início, porque...                     «árvore que cresce torta, morre torta"

__________________________________________________________________________________



A Convite do Altis Forum, em Braga, os alunos dos 5º e 6º anos, deslocaram-se ao recinto, “recuarem” no tempo, "vivendo" uma "Dinosauria Experience”.
O André Magalhães do 5º B expressa aqui a sua opinião crítica da exposição, referindo os aspetos positivos e os menos positivos.
Esperemos que  a sua atitude crítica e pertinente seja útil para melhorar o que  é conveniente.
A escola ensina também o sentido crítico e o André já demonstra essa lucidez.



”Dinosauria Experience“


Sexta-feira, 21 de fevereiro, 9h30. 

O dia está radiante. O céu muito azul e cheio de luz.
Enquanto nos preparamos para subir no autocarro revejo mentalmente o filme ”Jurassic World“ e o famoso Idominus Rex.
Ok, já sei que não vou encontrar híbridos geneticamente modificados de diferentes espécies de dinossauros, mas sinto-me entusiasmado por poder ver ao vivo as réplicas robotizadas dos répteis gigantes! 

"O dia está radiante. O céu muito azul e cheio de luz."




Quando chegamos ao Altice Forum, avistamos uma grande fila. Estavam ali concentradas algumas centenas de crianças.
Após transpormos a entrada com a grande cabeça de T-Rex, começamos a nossa aventura no ”Dinossaurus Experience“. Dentro da grande tenda, pudemos ver as muitas réplicas de várias espécies de dinossauros. Os meus preferidos: os raptors, os triceratops e os tiranossauros que, infelizmente, com tanta gente, não consegui ver!

"Dentro da grande tenda, pudemos ver as muitas réplicas de várias espécies de dinossauros."

Achei interessante ver os dinossauros mas fiquei desiludido com o cenário envolvente, pois estes não estavam no seu habitat e, assim, perdeu-se o realismo e a magia.
No geral, gostei da exposição, mas fiquei  com a sensação de que faltava algo…

"... mas fiquei desiludido (...) pois estes não estavam no seu habitat e, assim, perdeu-se o realismo e a magia."

"(...) mas fiquei  com a sensação de que faltava algo…"



                                                            André Magalhães, 5º B

 ___________________________________________________________________________________



Dezoito de Março de 2020

Comentário à expressão retirada da obra, «O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá», de Jorge Amado.

Enviado pela aluna Íris Andrade, nº5 da Turma E, 8º Ano.

“(…) temos olhos de ver e olhos de não ver, dependendo do estado do coração (…)”

Considero que o objetivo do narrador da obra, cujo autor é Jorge Amado, é  transmitir a nossa fragilidade racional, quando a nossa emoção é mais forte do que a razão, deixando-se à merce do sentimento, não vendo os erros que a pessoa provoca, ou a que se submete. 
A confirmar esta minha opinião,  temos o  provérbio, “o amor é cego”, muito utilizado, pois, quantas vezes, após o término de uma relação amorosa, ou de amizade (abusiva ou não), é que, realmente, conseguimos aceitar e encarar os erros que, na altura, eram negados, provocados pelos impulsos em relação à pessoa “desejada”.
Esta expressão também nos pode levar  para a maneira como observamos algo e  não o conseguimos ver da forma como realmente é, acabando por o interpretar com subjetividade, parcialidade, dependendo do nosso estado de espírito.
 
“(…) temos olhos de ver e olhos de não ver, dependendo do estado do coração (…)”


___________________________________________________________________________________

Vinte de março 2020


Comentário da expressão “ …temos olhos de ver e olhos de não ver, depende do estado do coração…” de Jorge Amado

Letícia Loureiro, nº10-8ºE

         Eu considero que, com esta expressão, o narrador desta belíssima história de amor, cujo  autor é brasileiro, Jorge Amado,  pretende fazer referência ao quão frágil pode ser o SER humano.
 Há, na verdade, exemplos dessa fragilidade. Senão vejamos: quando estamos apaixonadas e não queremos, ou não conseguimos ver os erros cometidos pela pessoa “amada”, escondendo a verdade de nós mesmos, esses erros, nalguns casos, transformam o relacionamento em “algo abusivo”, que não é AMOR, com toda a certeza! E segundo o provérbio, “o amor é cego”, o facto de estarmos  “cegos” faz com que perdoemos tudo, mesmo que nos tentem alertar.
 Sendo assim, acabamos por nos prejudicar, ficando psicologicamente magoadas. Só após o término desse relacionamento é que conseguimos VER tudo aquilo que a outra pessoa nos fez.

"Se eu pudesse, pegava na dor, colocava-a dentro de um envelope e devolvia-a ao remetente"
Mário Quintana


_____________________________________________________________________________________

Vinte de março de 2020


Em dias difíceis, mas demonstrativos de uma enorme solidariedade e união, os nossos alunos estão a corresponder  brilhantemente a este “novo desafio” revelando-se cidadãos inteligentes, criativos e dotados de grande carácter!
Eis aqui um texto de um aluno do 7ºD,  João Gonçalo, que correspondeu criativamente ao desafio da professora Alice Alves.

Quarentena

Ficar em quarentena…
Mas que pena!
Sem poder passear,
O que nos resta é rezar
Para o Coronavírus passar.

Ficar em quarentena…
Ficar preso dentro de casa
Ficar sem poder fazer nada
Temos de arranjar alternativa
Para seguir com a nossa vida.

Ficar em quarentena…
É uma situação complicada
Que o país está a atravessar
Ver as ruas desertas
E as lojas a fechar.

Ficar em quarentena…
E assim o Covid-19
vai acabar por passar.
 

"...Temos de arranjar alternativa
Para seguir com a nossa vida." (...)

_____________________________________________________________________________________

25 de março de 2020


No âmbito, do estudo do conto, “O homem do chapéu de chuva”, de Roald Dahl, e na sequência de uma sugestão da ficha formativa deste conto, proposta do manual, o aluno Adriano, nº1, do 8º Ano, da turma B,  crou um texto com um diálogo, marcado pelo inesperado e pelo insólito como lhe era pedido.
Aqui fica então o texto do Adriano que a equipa da Biblioteca achou pertinente publicar.

Confiar, desconfiando!

Já que não tenho nada para fazer, vou contar-vos aquela vez em que eu e o meu pai fomos surpreendidos por algo.
Certo dia solarengo, pensava eu, depois de ver a meteorologia, fui com o meu pai até à oficina do Senhor José levar o carro do meu pai para arranjar, pois tinha uma pequena avaria no pára-brisas. Tudo começou, quando eu estava a brincar com a minha prima, a Marlene, e atiramos a bola contra o pára-brisas e começou a deitar água por todos os cantos. Obviamente, fugimos, pois não queríamos ser incriminados por tal acidente. Claro que a culpa foi dela, mas não iria deixá-la sozinha.
Bem, como já sabem, a história do pára-brisas, vamos continuar... Lá estávamos nós com o carro face à oficina, quando começou a chuviscar.  Meu pai, como queria deixar esta tarefa já arrumada, tomou a decisão de irmos à minha loja de brinquedos favorita e disse:
— Como te tens portado tão bem, mereces um miminho! Vai escolher um brinquedo, enquanto eu vou ao café do lado - afirmou o meu pai. Lá fui eu procurar o tão aclamado brinquedo. Acabei por escolher o carrinho que eu tanto gostei na Casa do Tomás, outro amigo meu.
Tardiamente, como eu sou um rapaz crescido, fui pagar e, ao sair, vi o meu pai na esplanada a falar com um homenzinho estranho. Tinha cara de velho, mas um velho elegante, como o do jogo do “Monopoly”, bigode e sobrancelhas brancas e fartas, de estatura média, alta, para sua época, mas um pouco baixa nos dias de hoje... E lá fui perguntar ao meu pai quem era aquele senhor. O meu pai, com ar desconfiado, disse:
— Eu não sei quem é este senhor, mas tenho um pensamento na consciência que me diz que isto não vai correr nada bem. — Sabes filho, ele está a tentar vender-me este casaco — disse o meu pai. Olhando para o casaco disse-lhe:
— Pai, este casaco é lindo, mas acho que é caro. Podes perguntar?- interroguei eu. O meu pai, com ar de quem não quer nada, pergunta-lhe:
— Meu caro senhor, quanto custa este casaco?—interroga o meu pai mais uma vez desconfiado.
— São 30 libras, meu excelentíssimo senhor, — afirmou o homenzinho cavalheiro. O meu pai vira-se para mim e, no exato momento, os chuviscos transformaram-se em chuva pesada. Meu pai,  perante este obstáculo, cede e acaba por comprar o casaco.
O homenzinho, ao saber desta notícia, desata a fazer um sorriso um pouco estranho. O meu pai deu-lhe o dinheiro, mas, antes, com ar de questionador pergunta o seguinte:
— O que você irá fazer com esse dinheiro? O homenzinho começa a ficar nervoso e desata a fugir. O meu pai, ao ver essa cena, corre também, mas, sem levantar suspeitas, eu, confuso, também começo a correr até que o meu pai me manda parar. Curioso, perguntei:
— Por que paramos, pai? Onde é que ele está? Meu pai, ao vê-lo entrar num pub, fica com um ar chocado e, tardiamente, olhamos pela vitrine e vimos o homenzinho sentado num banco a beber num copo pequeno, mas cheio de um líquido castanho claro. O meu pai, ao olhar mais de perto, apercebe-se que é Uísque e dirige-se a mim:
— Fomos enganados! Que isto te sirva de exemplo, para não falares com pessoas desconhecidas, pois nunca se  sabe quais são as suas intenções. 

Adriano, nº1, 8ºano, Turma B


"... atiramos a bola contra o pára-brisas."
"vimos o homenzinho sentado num banco a beber num copo pequeno, mas cheio, um líquido castanho claro".
____________________________________________________________________________________

27 de março de 2020


No âmbito do estudo do conto, “ O homem do chapéu de chuva”, de Roald Dahl, foi sugerido aos alunos que imaginassem um diálogo entre o homem do chapéu de chuva e o homem alto e magro que não  tinha chapéu nem casaco.
Eis aqui mais um texto da aluna, nº8, Carolina Gonçalves, do 8ºB.


Há dependências que são doenças!


O homem do chapéu-de-chuva, quando saiu do pub tinha um novo chapéu de chuva que, certamente, tinha roubado a alguém. Ao sair, ele viu um homem alto e magro e que não tinha casaco nem chapéu. Então, foi ter com ele.
— Desculpe! O Senhor está todo molhado! Juntam-se e os dois dirigem-se para debaixo de um toldo de um café.
— Quem é o senhor? E  por que  é que me chamou?— o homem magro e alto estava com um ar desconfiado.
— Desculpe estar a incomodá-lo, mas preciso da sua ajuda. Preciso de uma libra para apanhar o autocarro, pois já é tarde e hoje é o aniversário da minha mulher e eu só tenho trocos. O motorista só aceita uma nota de libra.
— Está bem, mas eu não o conheço e o senhor pode ser um vigarista.
— Não sou não! Em troca dessa libra, eu ofereço-lhe este novo guarda-chuva, que vale uma nota de libra.
— Então, em troca desta libra eu fico com o seu chapéu de chuva, visto que está a chover e como  o chapéu é novo, e o senhor vai de autocarro e não precisa dele, pode ser— respondeu o homem alto e magro.
— Muito bem, acordo feito! — Respondeu o homem do chapéu de chuva, entregando o chapéu de chuva ao homem alto, que lhe entregou a nota.
—Muito obrigado, senhor, já não há muitos homens assim, hoje em dia,  tenha um resto de um bom dia!
— Obrigado— respondeu o homem alto que já tinha o chapéu de chuva aberto.
E lá foi o homenzinho a correr, para mais um pub, após ter enganado mais outra vítima!  Certamente, aquela não ia ser a sua última.
O vício do álcool e de qualquer outra substância é, sem dúvida, uma dependência muito triste, pois as pessoas que sofrem destas doenças muitas vezes não olham a meios para atingir os fins! Elas precisam de encarar estas dependências como sérias doenças e procurar ajuda específica.
Carolina,nº1, 8ºB
"Elas precisam de encarar estas dependências como sérias doenças e procurar ajuda específica".

   
___________________________________________________________________________________

15 de abril de 2020 ( Em tempos de Pandemia)


Ainda no âmbito, do estudo do conto, “O homem do chapéu de chuva”, de Roald Dahl, e na sequência de uma sugestão da ficha formativa deste conto, proposta do manual, ao aluna Ana Rodrigues, nº3, 8º Ano, da turma B,  criou um texto com um diálogo, marcado pelo inesperado e pelo insólito como lhe era pedido.
Aqui fica então o texto da Ana que a equipa da Biblioteca achou pertinente publicar.




Seguimo-lo até à rua principal, onde o tínhamos encontrado da primeira vez, e ficámos a observá-lo, enquanto ele, sem qualquer dificuldade, tratava de trocar o seu novo chapéu de chuva noutra nota de libra. Desta vez, era um homem alto e magro que não tinha chapéu de chuva, nem casaco.
- Dá-me licença, se faz favor…- Começava o mesmo diálogo – Desculpe, mas estou com um grande problema.
- Sim senhor, como posso ajudar? – Dizia gentilmente. Parecia um homem muito bem-educado e simpático, mas depois do que o velho do guarda-chuva fez, comecei a desconfiar mais nesse tipo de pessoas.
- Gostava de lhe pedir um favor se não o incomodasse.
- Claro que não incomoda. Faço tudo ao meu alcance para ajudar um velhinho.
E assim o velho do chapéu de chuva continuava o diálogo com o senhor alto, até  convencê-lo a trocar uma libra por um guarda-chuva roubado no pub.
- É que eu preciso muito de uma libra, pois só tenho trocos. Porque o meu filho chegou neste momento a França. E eu estou muito preocupado, é por isso que precisava de fazer um telefonema, mas o problema é que eu não tenho dinheiro. Em troca, ofereço este guarda chuva, muito valioso. 
- Ó meu Deus! É claro que ajudo e não precisa de me dar o seu guarda chuva! – Exclamava, enquanto tirava uma nota de uma libra da carteira.
- Não eu insisto.
A minha mãe indignada com o que observava, foi a correr ao seu encontro.
- Com que então foi procurar um táxi? E agora já tem outro guarda-chuva?! Seu Cobarde!
- Desculpe, minha senhora, mas esse comportamento não é adequado para tratar um velhinho em apuros. – Dizia o senhor alto, incomodado com a agressividade com  que a minha mãe tratava o velho.
- Você está muito enganado! Ainda há pouco tempo ele fez o mesmo comigo, dizendo que precisava de uma libra para apanhar um táxi, pois estava muito cansado. Até que eu e a minha filha seguimo-lo e ele foi parar num pub para pedir um Uísque. E agora quer fazer o mesmo consigo! – exclamava a mãe muito furiosa.
- Isso é verdade?! É verdade que anda a abusar da gentilidade das pessoas, para se embebedar nos pubs?! Que pouca vergonha!!
Enquanto o senhor alto e a minha mãe pregavam um sermão, o velhinho do guarda chuva pegou na libra do senhor, e desatou a correr.
Correu para o meio da rua, até o perdermos de vista no meio da multidão. Agora, ninguém sabe nada sobre ele, provavelmente estará a enganar mais pessoas, neste preciso momento, para ter a oportunidade pode ir a um pub, beber um copo de Uísque e roubar um guarda-chuva.

________________________________________________________________________________________________

24 de abril ( Tempo de pandemia...)
Ainda no âmbito, do estudo do conto, “O homem do chapéu de chuva”, de Roald Dahl, e na sequência de uma sugestão da ficha formativa deste conto, proposta do manual, a aluna Carolina Gonçalves, nº 8 , 8º Ano, da turma B,  criou um texto com um diálogo, marcado pelo inesperado e pelo insólito, como lhe fora pedido.
Aqui fica então o texto da Carolina.



                " Quem faz um cesto faz um cento"


O homem do chapéu-de-chuva, quando saiu do pub, tinha um novo chapéu de chuva que certamente tinha roubado a alguém. Então, ao sair, ele viu um homem alto e magro, que não tinha casaco nem chapéu. Então, foi ter até ele:
— Desculpe! O Senhor está todo molhado! Cheguem-se mais para a beira-os dois homens foram para debaixo de um toldo de um café.
— Quem é o senhor? E porque é que me chamou? — o homem magro e alto estava com um ar desconfiado.
— Desculpe estar a incomodá-lo, mas preciso da sua ajuda. Preciso de uma nota de libra para apanhar o autocarro, pois já é tarde, hoje é o aniversário da minha mulher e eu só tenho trocos. O motorista só aceita uma nota de libra.
— Está bem, mas eu não o conheço e o senhor pode ser um vigarista.
— Não sou não! Em troca dessa libra, eu ofereço-lhe este novo guarda-chuva, que vale uma nota de libra.
— Então, em troca desta libra, eu fico com o seu chapéu de chuva visto que está a chover, o chapéu é novo e o senhor vai de autocarro e não precisa deste.
— Muito bem, acordo feito! O homem entregou o chapéu de chuva e o homem alto entregou-lhe a nota.
— Muito obrigado, senhor!  Já não há muitos homens assim, hoje em dia. Tenha um resto de um bom dia.
—Obrigado.— respondeu o homem alto que já tinha o chapéu de chuva aberto.
E lá foi o homenzinho a correr para mais um pub, após ter enganado mais outra vítima e, certamente, aquela não ia ser a sua última.


   

Carolina Gonçalves


"E lá foi o homenzinho a correr para mais um pub, após ter enganado mais outra vítima e, certamente, aquela não ia ser a sua última".
 


   


——————————————————————————————————————————

2 de Junho de 2020


Na aula televisiva do dia 12 de Maio, foi abordada a obra de Luís de Sepúlveda, « A história de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar».
Podemos considerar esta obra um texto fabulístico, que valoriza os princípios básicos da convivência humana. Nela, estão presentes os valores como a honra dos compromissos assumidos; o espírito de grupo e amizade; a integração entre a teoria e a ação; a preservação do ambiente; o respeito pela diferença e pela vontade da maioria; o saber, a harmonia entre as espécies e os direitos dos animais.
Como vês, são vários os temas  que podemos abordar a partir desta obra:
·      amor e amizade;
·      companheirismo e cooperação;
·      proteção, coragem e responsabilidade;
·      lealdade e confiança;
·      racismo (igualdade);
·      Poluição (defesa do ambiente)

Eis aqui o trabalho da Ana Mota, aluna nº2 do 8ºB, que considera pertinente que os valores da Proteção, Coragem e Responsabilidade se devem aplicar urgentemente à defesa do Meio Ambiente.



Proteção, Responsabilidade, Coragem

Proteção! Mas o que é proteção?!
Proteção é o ato ou efeito de proteger algo ou alguém, e isso é coisa que nós não estamos a fazer em relação ao planeta Terra. Nós, a espécie humana, a espécie “civilizada”, estamos a destruir o nosso habitat. A maior parte da população mundial não faz reciclagem, usamos os recursos naturais em excesso e para coisas desnecessárias. A população usa demasiado plástico.  Vocês sabem que cerca de 13 milhões de toneladas de plástico vão para o mar, e que, para evitar isso, nós podemos utilizar plástico biodegradável, utilizar menos plástico e tentar recolher o máximo de plástico que conseguirmos. São só apenas três medidas que podemos adotar. Parte da população está  a indiferente à questões ambientais do nosso planeta, infelizmente!  Eu ainda tenho esperança que, um dia, toda a população vai estar mentalizada e de mangas arregaçadas para fazer a mudança.
Responsabilidade, responsabilidade é a obrigação de responder pelas suas ações.  O ser humano não o está a fazer, “como se isso fosse novidade”, o ser humano, na minha opinião, está a destruir o nosso habitat e ele não assume a sua responsabilidade.
Coragem é a firmeza, ousadia de estar na frente, sem receio ou medo. Lamentavelmente, estou convicta de que algumas pessoas têm medo e receio que algo ou alguém as julgue, mas o que é bom é que ainda há pessoas com alguma coragem, como a Greta Thumberg, uma grande guerreira que luta pela proteção do planeta. Ela é uma verdadeira heroína que nos torna mais conscientes e atentos à preservação do ambiente. Luís de Sepúlveda, através da sua obra, “ A história da andorinha e do gato que a ensinou a voar”, também nos chama à atenção para sermos mais humanos e responsáveis.
Ana Mota, nº2, 8ºB

O Ser humano tem de perceber que é apenas mais um ser vivo que habita o Planeta Terra...
 "Eu ainda tenho esperança que, um dia, toda a população vai estar mentalizada e de mangas arregaçadas para fazer a mudança". 
_________________________________________________________________________________________

3 de Junho de 2020


Eis aqui o trabalho do Adriano Afonso, aluno nº1, do 8ºB, que considera pertinente que os valores da Proteção, Coragem e Responsabilidade se devem aplicar urgentemente à defesa do Meio Ambiente.





Proteção, coragem e responsabilidade


Em momentos difíceis da nossa vida, traumas vividos anteriormente, e também a situação que vivemos neste momento, acabam por surgir pequenas palavras que definem, na minha opinião, os tempos difíceis vividos hoje e, consequentemente, no nosso futuro. Exemplos dessas mesmas palavras são a proteção, a coragem e a responsabilidade.
Começando pela palavra “proteção”. Esta tem um significado que nos leva a refletir e interioriza-la. Significa ação ou efeito de proteger, dar apoio, ajuda, socorro. Também significa o zelo, em relação a alguém ou algo mais frágil que o próprio. A palavra “coragem” significa a ausência de medo diante dos riscos ou do perigo, ou seja, uma pessoa com bravura, valentia. Reflete-se na capacidade de enfrentar algo moralmente árduo e de ultrapassar uma circunstância difícil. Quanto à palavra “responsabilidade”, esta significa o dever de se responsabilizar por si próprio, ou  o outro pelas suas ações, assumindo as suas obrigações.  Também significa o comportamento de uma pessoa sensata,  a sensatez.
Palavras como as referidas anteriormente, refletem, efetivamente, algo que acontece de facto atualmente. Muitos já mudaram as suas atitudes em relação ao ambiente. Na minha opinião, a palavra proteção remete para as inúmeras pessoas que procuram diminuir o aquecimento global e também o efeito de estufa. Estes que são responsáveis pelas alterações climáticas, além de proteger o ambiente, estão a proteger-se a si próprios. A palavra coragem retrata milhares de pessoas que mudaram o seu estilo de vida e os seus hábitos, para tornar o nosso planeta num lugar habitável. Por fim, a palavra responsabilidade, na minha opinião, é verdadeiramente a mais profunda e importante, pois, definitivamente, retrata as ações de muita gente que contribuiu para as mudanças no nosso planeta, porém, ainda há inúmeros sinais que remetem para a irresponsabilidade de muitos seres humanos que não contribuíram com a sua parte.
A obra, “ A História de uma Gaivota e do Gato que a ensinou a Voar”, de Luís de Sepúlveda, onde, na minha opinião, apesar de ser uma fábula fictícia, estas três palavras, de um certo modo, demonstram de uma forma clara as ações do gato, ao cuidar tanto da gaivota, que estava coberta de um material escuro e pegajoso, devido à poluição dos oceanos. Cuidou também do seu ovo, como a gaivota lhe pediu antes de morrer e, inclusivamente, ensinou a gaivotinha a voar, coisa muito difícil para um gato. Gostaria que estas três palavras entrassem no interior de cada um do nós, e que, posteriormente, pensassemos e agíssemos, de forma mais responsável, protetora e corajosa, estes tempos difíceis que se vivem atualmente.

 Adriano Afonso, nº1, 8ºB 

Gostaria que estas três palavras entrassem no interior de cada um do nós, e que, posteriormente, pensassemos e agíssemos, de forma mais responsável, protetora e corajosa, estes tempos difíceis que se vivem atualmente.
__________________________________________________________________________________________













































































































































































































A Rabiscar,  Aprendo… a Criar!

  Ano letivo 2018/19

Enquanto atividade a ser desenvolvida com os alunos da Escola EB 2/3 de Cabreiros, esta pautar-se-á pela obediência a alguns princípios: 
-   não terá como intenção formar escritores; 
-   não terá como intuito a criação de qualquer meio editorial; 
-   terá a escrita e a sua melhoria como fim; 
- será um meio dos alunos transmitirem, segundo os seus princípios, as suas ideias e sentimentos; 
-  será um meio de aprendizagem da língua portuguesa, através da constatação do erro na transmissão de mensagens individuais; 
-  será um espaço de troca de experiências em que o gosto pela escrita e pela leitura seja bem marcado.

Neste ano letivo, a dinamização desta atividade é da responsabilidade das professoras, Ana Maria Dias da Cunha e Rosa Caldas, que integram a equipa da Biblioteca Escolar Mário Cláudio.


As produções aqui divulgadas expressam, por conseguinte, de forma lúdica e imaginativa, temas livres bem como temas proposto mensalmente, passando por diferentes etapas de aperfeiçoamento, cumprindo-se, assim, os objetivos que também vão de encontro ao programa e metas curriculares da disciplina de Português.




 OUTONO



__________________________________________________________

    
Nostalgia daqueles outonos...

Ultimamente, passo dias a olhar pela janela sem saber o porquê das folhas a cair. Porquê? Mas porquê?
Uma brisa fria passa por mim, mas aquelas cores, o vermelho, o amarelo, o laranja e o castanho, provocam-me saudades da minha infância. Parece que foi ontem, parece mesmo! Eu a brincar no meio das folhas, a atirar-me para o chão fofo e colorido, a ouvir a minha mãe a chamar-me para ir comer a melhor comida do outono, as castanhas salgadinhas... 

Às escondidas da minha mãe, às vezes, colocava as castanhas na lareira, sem corte, e, vê-las explodir, dava-me uma enorme felicidade! Divertia-me imenso com esta pequena maldade... 
Mas que saudade, que nostalgia, daqueles dias de outono!




                                                  Inês Oliveira Machado
                                                                       Nº 17- 7º B

" saudades da minha infância..."
___________________________________________________________________________________


A estação que me deu à Luz...


   
Eu nasci no outono, a estação do ano que faz lindos tapetes coloridos, quando as árvores de folha caduca deixam cair docemente as suas folhas.
Fico triste, sempre que as primeiras chuvas  chegam, deixando as folhas meladas e escorregadias... Gosto mais de vê-las, logo de manhãzinha, a caminho da escola, cobertas com um leve e frágil manto branco, trazido pelo frio que transporta com ele as primeiras geadas. 
Esta estação do ano não é das minhas preferidas, pois ela, às vezes, zanga-se, e as leves brisas transformam-se em ventos muito fortes, que arrastam os tapetes de folhas coloridas para os canos que transportam a água... Então, fica tudo entupido e, com as chuvas intensas, se não se limparem, podem causar grandes inundações.
Eu amo mesmo é o verão, que me deixa dar grandes mergulhos na praia, na piscina, no rio... que me permite jogar futebol, sempre que quero e me apetece, sem me molhar e sentir frio... É, acima de tudo, a estação das férias grandes de que tanto gosto!



Alexandre Silva - nº1- 6º A


"... quando as árvores de folha caduca deixam cair docemente as suas folhas."

  ____________________________________________________
   
Um outono diferente....


     O melhor que o outono me traz é a comemoração dos meus anos e os da minha mãe! As suas folhas coloridas enfeitam de luz este dia tão especial.
    O tempo, normalmente, começa a ficar carrancudo, pois a chuva regressa e, às vezes, traz com ela grandes trovões que iluminam a freguesia de Cabreiros, como uma lâmpada gigante. A chuva até é benéfica, pois rega os campos ressequidos, contribui para a sobrevivência da terra e para a purificação do ar.
     O que me dá mais felicidade no outono é o regresso às aulas, pois gosto muito da escola. Só fico triste, porque anoitece mais cedo e eu já não posso andar de bicicleta, quando terminam as aulas.
Este ano o outono está muito sorridente, pois o sol teima em espalhar os seus raios dourados. O céu veste-se de um azul esplêndido.
Este outono de 2018 é, sem dúvida, especial!
      
Daniel Gonçalves

6º A

.... Só fico triste, porque anoitece mais cedo e eu já ão posso andar de bicicleta.

____________________________________________________________________________________


              
Outono?! 

Gosto do outono!
É uma estação calma, fresca e agradável.
Quando brinco e corro, transpiro menos e respiro melhor.
A agitação e o calor do verão obrigam-me a transpirar mais, mas não há nada que uns mergulhos na piscina, ou no rio, não resolvam...
Nos últimos anos, o outono tem aparecido mais quente que o normal... Confunde-se muito com o verão! Apenas o colorido das folhas das videiras nos mostram a sua chegada!
Serão os efeitos do Aquecimento Global?



Pedro Micael - 7º A



Apenas o colorido das folhas das videira nos mostram a sua chegada!






«Borboletas» a voar!






No outono,
caem muitas folhas,
batem fortes chuvas
e apanham-se as uvas!


Com os ventos fortes
são borboletas a voar,
assamos castanhas,
um fruto espetacular!




Já tenho saudades
de brincar com as fohas,
amarelas, esverdeadas,
castanhas e encarnadas...


Foram belos momentos
a brincar com meus amigos
atirávamos para o ar
e elas caíam a balançar!

Ana Beatriz
Nº2 -7º B



Já tenho saudades / de brincar com as folhas,/ amarelas, esverdeadas, castanhas e encarnadas...









 S. MARTINHO, NATAL,

ESTÓRIAS E HISTÓRIAS, e OUTRAS TEMÁTICAS AO 

GOSTO  DOS ALUNOS

O novembro traz o S. Martinho, e o dezembro transporta com ele a 

brancura da neve,  a magia das estórias e histórias de Natal... e todas

 as temáticas que os alunos acharem pertinentes...






S. Martinho na Escola de Cabreiros



A nossa escola, todos os anos letivos, abre as portas a toda a comunidade, para se festejar o dia de S. MartinhoAs Diretoras de Turma e todas as turmas de todos os anos de escolaridade, desde o Jardim de Infância ao 9º ano, andam num rodopio a preparar esta festa grandiosa!

A nossa turma, este ano, tinha uma banca com inúmeros produtos: vegetais, bolos, bolachas, flores, compotas... Vendemos tudo! Tivemos de fazer cinco turnos de quatro pessoas. Eu fiz parte do segundo turno e gostei muito de negociar os nossos produtos.

Apesar do mau tempo, havia muitas pessoas e notou-se muita alegria no ar.

Quando tudo terminou, arrumamos tudo e fomos para casa muito felizes.
Foi, sem dúvida, um dia muito gratificante, pois verificou-se muita interação social.

Gonçalo Araújo nº 8 – 6º A

 
Um pequeno exemplo  de uma banca das muitas bancas existentes.





Estórias de mim e do meu quarto

O meu quarto todos os dias passa por situações diferentes, coitado! Nos dias em que estou contente, ele é um conto de fadas, que me leva para o mundo da fantasia, e tudo é paz e equilíbrio.  Quando estou triste, ele parece o oceano Atlântico, de tantas lágrimas que caem do meu rosto.
Raramente fico furiosa, mas, quando fico, pareço o furacão Leslie que leva tudo a frente! Nesses dias, o meu quarto transforma-se num caos, desarrumado como eu!
No meu quarto, eu sinto-me bem! Nele, sinto um terno aconchego, porque me reencontro com os meus pequenos bens que me fazem feliz. Ele tem a cor das nuvens e do céu, tem prateleiras onde organizo os meus Natais, com fotos e recordações, uma cama onde eu posso descansar, uma secretária, às vezes desorganizada como eu, onde posso estudar! O melhor bem é  a televisão onde eu vejo os meus filmes de Natal, que são todos tão lindos e com mensagens de amor e solidariedade que me enternecem muitíssimo!
O meu quarto é o meu reflexo, pois mostra a minha forma de ser, de pensar, de estar e de sentir.

Matilde   7ºE
"Ele tem a cor das nuvens e do céu"...



Nota:
Preocupados com o Aquecimento Global, os alunos do 7º ano, das turmas A, B e E, escrevem uma carta ao Ministro do Ambiente.
Esta produção escrita resultou de um diálogo interativo com os alunos que, orientados pela professora de português,  iam tirando conclusões,  registando-as no quadro.
Deste modo, consolidaram conteúdos relacionados com esta tipologia textual.



                                             Cabreiros, 20 de novembro de 2018

Exmo Srº
Ministro do Ambiente,

Antes de mais, os nossos respeitosos cumprimentos.
Somos alunos da Escola EB 2,3 de Cabreiros, frequentamos o 7º Ano e integramos a turma B.
O que nos traz junto de Vª Exª é a nossa grande preocupação com o aquecimento global. Como Vª Exª sabe, este é um problema enorme que afeta toda a biodiversidade. Na Antártida, há grandes blocos de gelo que se desintegram a um ritmo alarmante. Os ursos polares estão a ficar sem habitat. O degelo causa grandes inundações e, provavelmente, os oceanos aumentarão e as consequências poderão ser fatais para muitos humanos que também ficarão sem casa.
Com este exemplo, vimos junto de Vª Exª pedir que, como Ministro do Ambiente, reforce as leis que se prendem com a reutilização, reciclagem e renovação de materiais. É importante, também, reforçar a lei do reflorestamento e, se possível, com árvores autóctones como o carvalho e o castanheiro que fazem florestas lindíssimas.
Nós queremos deixar um mundo melhor aos nossos filhos. Queremos, também, que eles tenham a oportunidade de observar a beleza da natureza: rios de água límpida, florestas de árvores autóctones, animais selvagens e saudáveis, ar puro e respirável...
Como Vª Exª  pode observar através dos exemplos atrás referidos, o mundo está cada vez pior e precisa imenso da colaboração de todos os Ministros do Ambiente que, junto dos seus governos, arranjem medidas para reverter esta tragédia.
Contamos com a ajuda de Vª Exª e temos a certeza que, todos juntos, faremos a mudança.
Não tendo mais nada a acrescentar, despedimo-nos de Vª Exª com toda a consideração e estima. 

Gratos pela compreensão.
Atenciosamente
A turma B do 7ºano

(...) reforçar a lei do reflorestamento e, se possível, com árvores autóctones...
como o carvalho e o castanheiro que fazem as florestas lindíssimas.
  

Não há nada como...



PORTUGAL!





A sério que ousam comparar

Um país qualquer

Com o meu querido Portugal?



Não há cá comparações,

Mas sim grandes distinções!



Somos pequenos, mas grandiosos

Sentados à beira mar,

sonhamos longos horizontes!



Somos um cantinho,

« à beira mar plantado»,

muito antigo e bem sustentado!



A nossa língua, difícil mas bonita,

Deriva da língua do povo Romano,

Chama-se Latim e é de uma  beleza sem fim!



O nosso clima é muito agradável,

E faz ciúmes a toda a gente...

Por não terem um país comparável...




Inês Oliveira
7ºB



TORRE DE BELÉM... Em LISBOA....
( foto tirada da net)





Natal



É dia de Natal

O nascimento de Jesus

É um dia especial,

Porque Maria deu à Luz.



Fazemos o pinheirinho

Bola alí, bola acolá

Bem enfeitadinho

Melhor que isto não ficará.



Vem aí o Pai Natal

Com um saco de prendinhas

Barrigudo e bem disposto

Para alegrar as criancinhas.


O Natal também é bom

Para unir as pessoas

As famílias separadas

E amizades destruídas.



Ana Mota nº2 -7ºB


( Foto tirada da Net) 


                                                                                                                 Veneza, 5 de abril de 1457





 
Meu Caro amigo Averardo

Antes de mais, os meus sinceros cumprimentos.
Sou o teu amigo mercador de Veneza e venho, por este meio, apresentar-te o homem que te entrega esta carta, pois preciso da tua colaboração, para que ele consiga cumprir o seu  grande objetivo: chegar à sua casa, se possível, na véspera de Natal.
Ele é um cavaleiro dinamarquês, que eu tive o privilégio de conhecer numa peregrinação à Terra Santa. Ele passou a noite de Natal a rezar na gruta onde Jesus nasceu. No regresso à sua terra, depois de um contratempo, convidei-o  a ficar em Veneza. Hospedei-o na minha casa com todo o gosto. É quase impossível não reparar nele. É um homem muito curioso, destemido, muito generoso, respeitador, simpático, cumpridor da sua palavra e um homem cheio de fé e esperança. O cavalo que lhe ofereci também precisa de descansar, e uma paragem em Florença é o ideal para ambos.
Peço-te, por favor, que o recebas na tua casa e que lhe proporciones o descanso merecido. Tenho a certeza que vais ficar surpreendido com a sua sede de sabedoria. A tua casa é o local ideal para ele satisfazer essa sede.
Despeço-me com toda a consideração e estima e prometo que, logo que possa, irei fazer-te uma visita para matar as grandes saudades.
Um grande abraço do teu sempre amigo.

                                                                                                      Mercador de Veneza

Post-Scriptum (P.S.)   Por favor, ajuda o meu amigo a cumprir com a sua palavra ( Passar o Natal com a sua família, na sua clareira de bétulas, na Dinamarca!)

-->
" ....Ajuda-o a passar o Natal na sua clareira de bétulas, na Dinamarca"



João Loureiro e Raquel - 7º A








Flühli ( Suíça)

Fluhli, um lugar montanhoso e vivo, com o apito dos combóios de manhã, os pássaros a chilrear e os esquilos a trepar árvores e em luta por uma deliciosa avelã.

Vivi lá quatro anos! Não percebia o que os vizinhos falavam. Os meus únicos amigos eram os meus pais e o Flávio que brincava comigo.

Aquele lugar, no inverno, ficava coberto de neve, mas eu não ligava nada. De manhã, aos fins de semana, viam-se as cranças a sair das suas casas  para esquiar, fazer bonecos de neve e tentar acertar com avelãs nos esquilos.

Na primavera, ficava tudo verdinho. As flores, os morangos e as groselhas cresciam, e nós íamos apanhá-los e comíamos sempre, mesmo durante o verão. Até que o outono chegava e estragava tudo. Mas não era tão mau assim. Ele trazia também coisas boas, como ficar em casa a comer bolachas e a beber chocolate quente. Fora de casa, era tudo laranja, amarelo, vermelho e castanho.

Depois, voltava o cinzento, o frio e o branco da neve que enfeitava o  inverno.

Ai! Que saudades tenho daqueles tempos!



João Loureiro 7º A
 


"... Depois voltava o cinzento , o frio e o branco da neve que enfeitava o inverno"


  


 O Natal está a chegar!



Falta  pouco p´ró Natal
É a hora do pinheiro montar
Ouvir o sino tocar
E ver os gatos com as bolas brincar!

Estes quinze dias
São antecedentes à festa
Uma festa para as famílias
Não há nenhuma como Esta!

Lourenço, nº16- 6º A

foto retirada da Net.



 O dia de Natal

É Natal 
Sinos a tocar
Famílias a festejar
E os coros a cantar!


Os doces vamos comer
E os presentes abrir
Memórias fazer
E ver crianças sorrir!


 Lourenço, nº16- 6º A 
 
Foto retirada da Net.



2019

Ano Novo vida Nova...


2018 já passou 
mais um ano vem aí
toda a família se juntou
para nos fazer sorrir!

Agora vão voltar as aulas
as férias estão a acabar
vamo-nos preparar
para mais um ano enfrentar!

Lourenço, nº16- 6º A 





 Numa aula de substituição, a Maria Carvalho, nº18, do 6º A, rentabilizou o tempo, deu «largas» ao seu sentir e abriu o coração ao seu amigo e confidente Diário.

Eis a página que ela registou nesse dia, nessa hora...












                       Sala do aluno, 9 de janeiro de 2019

              

         Querido Diário,
     
Hoje, preciso de falar-te da minha irmã, das suas forças e das suas fraquezas...
Ela é muito especial, não só por ser minha irmã, mas porque é das raras pessoas que nunca desistem. Mesmo que não se note, eu adoro-a!
Para ti que não a conheces bem, querido Diário, pode parecer que ela não tem fraquezas, mas, se tu a conheceres melhor, como eu,  descobrirás que tem, pelo menos, três fragilidades. Só te vou revelar uma delas: ela coloca muita maquilhagem, quando sai.
O que mais me espanta, meu amigo diário, é que ela tem tantas qualidades que não se conseguem contar. Ela aguenta estudar das 11horas até às tantas da noite! Consegue escolher as melhores prendas, de acordo com a personalidade da pessoa... Bem... é uma infinidade de capacidades que não chega esta página para te falar delas!
Para mim, ela é uma pessoa maravilhosa e muito amiga. Mesmo discutindo muito, às vezes, eu adoro-a e sei que ela também me adora. Nós passávamos muito tempo juntas, víamos filmes juntas, íamos ao centro juntas...
Eu amo-o e, se ela tiver a oportunidade de ler esta página, diz-lhe que é verdade... tenho saudades dela, da minha mana Cátia, divertida e sempre disponível para mim... Mas ela «escondeu-se» por causa da Universidade e eu compreendo-a...
Querido diário, diz-lhe que eu estou à espera de voltar a ter uns momentos especiais na sua companhia, porque eu adoro-a!



           Um beijinho, querido diário.

            A tua amiga... Maria!







           

No âmbito do PNL, 1º Concurso Interno e em articulção com a Biblioteca Escolar, foi trabalhado o conto, " O Cavaleiro da Dinamarca", de Sofhia de Mello Breyner.  Os alunos do 7º ano «viveram» grandes aventuras ao lado deste cavaleiro que se deslocou da Dinamarca à Terra Santa, para cumprir uma promessa.

A viagem de regresso foi emocionante, porém, com alguns contratempos. 
               
Por pouco, não conseguia chegar a tempo a casa, no Natal seguinte, como tinha prometido à sua mulher, filhos e empregados. 
 
  O que é certo é que, com muita pesistência, coragem e um « milagre», conseguiu...

 O narrador não «mostrou» o reencontro com a família, todavia os alunos imaginaram-no...
Eis aqui um possível reencontro, imaginado pelo Adriano, nº1, da turma B.





Tudo acaba bem, quando há persistência!


 
        Quando o cavaleiro chega a casa, vê a sua esposa derretida em lágrimas de alegria, os empregados com um sorriso enorme e os filhos a saltar de emoção.  Entre lágrimas e soluços, a sua esposa,  finalmente, consegue articular algumas palavras: 
      - Até que enfim, chegaste, meu cavaleiro, meu marido! Depois de tanto tempo à tua espera, rezando e chorando, te encontro novamente. Por fora, podes estar diferente, mas o teu interior está o mesmo, querido e bondoso.
      - Os teus filhos caíram em lágrimas, pensando que nunca mais irias voltar. Além disso,  os teus empregados rezaram dia e noite, pensando que virias de boa saúde. Até colocaram na tua poltrona favorita um belíssimo ramo de flores.
      O cavaleiro, quase a cair em lágrimas, sentou-se à mesa com todos os seus familiares reunidos, jantou as suas tradicionais comidas e contou histórias e estórias da sua viagem.
      Assim foi a sua ceia, cheia de emoções, presentes e sobretudo muito  amor.



 Adriano, nº 1- 7º B

"Porque os Anjos do Natal a tinham enfeitadocom dezenas de pequeninas estrelas para guiar o Cavaleiro"







Finalmente a chegada a casa...

O cavaleiro, finalmente, chegou a casa. Estava com lágrimas nos olhos, e a sua família, os seus amigos e os seus criados, depois do espanto inicial, ficaram felicíssimos, quando o viram.. Eles já tinham começado a ceia de Natal. Estava a ser triste, pois não tinham notícias, absolutamente nenhumas, dele e pensavam que ele tinha morrido. Mas, com o milagre de Natal que o guiou, este, agora, seria um Natal especial.
Já à mesa, o cavaleiro começou a contar as histórias que lhe contaram, a de Vanina e Guidobaldo, Dante e Beatriz,  Tristão e Isolda e a trágica história de Pêro Dias.
Também contou os pormenores das paisagens da Palestina, , Veneza, Florença, Génova, Flandres, Antuépia...
Durou dias e dias a contar.
Finalmente, tudo estava bem, devido ao espírito e magia de Natal.



Carolina Gonçalves 7B Nº7


           
A Viagem de regresso do Cavaleiro



   


A Alegria do Reencontro

O “nosso” amigo cavaleiro, depois de ter enfrentado ursos, lobos e uma enorme quantidade de neve que cobria  a sua floresta, graças a um milagre,  chegou à sua casa. Lá, encontrou a sua família triste que, infelizmente, já pensava que ele tinha morrido. Quando o viram, os seus corações saltaram do peito e abraçaram-no demoradamente... A seguir, o cavaleiro tomou um banho bem quente e vestiu-se a rigor para festejar o Natal com a sua família. Comeram todas as iguarias típicas desta época natalícia e beberam cerveja com mel.
No final,  com os seus corações a saltar de afeto e de alegria, dançaram e cantaram com os seus criados e amigos. Foi uma festa iluminada como um pôr-do-sol!
Nunca o cavaleiro se sentira tão acolhido e aconchegado como nessa ceia.
No final da festa, pôs-se a contar a suas grandes aventuras, cuja narração durou  até ao nascer do dia.

Ana Beatriz , nº2, 7º B

"Então a treva encheu-se de pequenos pontos avermelhados e vivos. Eram os olhos dos lobos".
"Mais adiante ouviu-se o ronco de um urso".





Ainda no âmbito do PNL, com o estudo  da obra, " O Cavaleiro da Dinamarca", de Sophia de Mello Breyner, eis aqui um possível desfecho, imaginado pelo Francisco do 7º B, dado que a ação, quanto à delimitação, é aberta...





Enquanto há vida, há Esperança!

Quando o cavaleiro já não tinha esperança de sobreviver naquela floresta, pálida e gelada, avistou uma pequena claridade que achou ser a fogueira de um lenhador que também se havia perdido. Cavalgou, cavalgou, sempre a seguir a claridade. Quando estava perto da luz, reparou que não era uma fogueira, mas sim o grande abeto escuro, iluminado pelos anjos. Então, o cavaleiro ficou feliz e soube que podia voltar a relembrar os bons e belos Natais em família que eram cheios de amor.
A sua família, já sentada à mesa, rezava a Deus para que não acontecesse nada de mal ao cavaleiro, pois todos gostavam muito dele.
— Pai nosso que estais no céu, santificado seja o vosso nome... — rezava toda a família.
Então, o cavaleiro abriu a porta e juntou-se a eles rezando:
— Assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido... — continuava ele.
Com estas palavras, todos pararam de rezar olharam pasmados para ele, não acreditando que o mesmo estava ali.
— Família!!!—dizia o cavaleiro a correr de braços abertos pronto para os abraçar.
— Não acredito, és mesmo tu?! Tu chegaste a tempo!!!— dizia a mulher do cavaleiro que, até ali, achava que tudo era um sonho.
O cavaleiro olhou à volta e reparou que estava tudo polido, encerado, enfeitado e, na mesa, até havia um lugar para ele.
—Vejo que não se esqueceram de mim! declarou o cavaleiro, sorrindo...
   — Vocês são a melhor família que alguém pode ter. 
  — Vem, junta-te a nós, pai, queremos recordar os bons Natais e, talvez, possas contar-nos a viagem— pediam os filhos, arrastando a cadeira do cavaleiro para trás.
  E, assim, a noite mais longa de todas, cumpriu seu destino!  Já o sol se levantava, naquele dia gélido, mas cheio de calor humano, quando o cavaleiro acabou de contar as suas aventuras.
É caso para dizer... A Esperança é mesmo o último sentimento que morre!


 
Francisco, 7º B

(...) reparou que não era uma fogueira, mas sim o grande abeto escuro, iluminado pelos anjos.
 

      



Depois de trabalhadas as características do Diário, nas turmas do 7º Ano, pediu-se aos alunos que elaborassem uma página...
 Eis aqui uma da Leonor do 7º E.



                                                             25 de Novembro de 2018

           Querido diário,


Todos os dias me aturas com diferentes dramas - desgostos de amor, chatices na escola... enfim...
 Também carregas contigo muitas das minhas felicidades, mas, hoje, não sei se estou bem ou se estou mal, se hei de chorar ou se rir...  Na verdade, neste momento, estou a escrever-te deitada numa cama de hospital, sem saber o que fazer....
O meu sonho está cada vez mais longe de se realizar! Vou dar-te  uma pista - o meu sonho, sim, são os cavalos!... Foi, com eles,  que passei parte da minha vida, mas também foi um deles que me pôs aqui, sem poder andar e preocupada, se vou conseguir ter uma vida normal, como todos os outros, e se vou continuar a poder praticar o desporto que eu mais gosto, hipismo!... Mas, uma coisa é certa,  nunca vou desistir... por causa de  uma só queda!  Sou um ser humano, nasci para ter dias bons e dias  maus, por isso vou lutar sempre e vou cair as vezes que forem precisas para  me tornar mais forte...
Fica com esta minha Esperança e continua a dar-me forças!
Beijos da tua Leonor


Leonor  da Silva Araújo, nº12,  7ºE.
" o meu sonho, sim, são os cavalos!.."

 



A Magia da Música

A música é uma paixão
Que faz bem à alma
Traz harmonia ao coração
E nos proporcina calma.


A música traz ritmo
À  nossa canção
Traz alegria para dentro de nós
E também muita emoção.

Às vezes faz sorrir
Outras faz chorar
Também nos faz rir
E estimula-nos a dançar.


A música toca-me
No fundo do coração
Liberta-me dos medos
É a minha grande paixão.


De « Dancing Quee»
A « Mamma Mia»
Os ABBA dão-me alegria
E animam noite e dia.
 
-->


Mariana Teles
6º A nº 19
Foto tirada na Net

Foto tirada em Trinidad - CUBA


O Mundo é tão Belo!...


Se o mundo é tão belo, custa imenso acreditar
que, com guerra e sangue, a PAZ irá reinar!

Se o mundo é tão belo, é assim tão difícil «crescer»?

Saber que, por entre terras e ilhas,
há crianças a morrer...

Se o mundo é tão belo,
Por que razão o dinheiro faz enlouquecer?

Será por medo de não se conseguir sobreviver?

O mundo é belo, sim!
Quem não é belo é quem o torna ruim!


Íris Andrade, nº7
Turma:7ºE

" A beleza é a única coisa preciosa na vida...

É difícil encontrá-la - mas quem consegue descobre tudo".
Charles Chaplin
                                                                                                        
                                         29 de janeiro de 2019
 


       Querido Diário,

            Hoje, gostaria de te falar de um assunto que me deixou e deixa muito triste!...
            Há dias, em que está tudo bem, mas há outros que são um tormento!
            Vou falar-te do que aconteceu... Hoje, fiquei muito triste, quando soube que uma das minhas melhores amigas me excluiu de um grupo que fizemos para um trabalho, e essa atitude deixou-me super revoltada!...
            Por vezes, tratam-me como se eu fosse uma desconhecida!... Essa indiferança causa-me uma profunda tristeza, porque somos todos colegas da mesma escola e devemos ser mais solidários e amigos.
            Também entendo que, com as minhas atitudes, elas não compreendam a minha forma de pensar!... Por essa razão, a culpa não será só delas e acho que até poderemos ser grandes amigas...
           Para que a nossa camaradagem seja boa e se transforme numa sólida amizade, vou tentar falar com elas e explicar-lhes a minha maneira de ser e de sentir....
            Todos sabemos que somos diferentes, mas, no fundo, somos iguais naquilo que todos buscamos nesta vida: paz, amizade, amor, afeto, saúde, felicidade... enfim....
             Por hoje é tudo, meu querido amigo.
            Um grande beijo da tua Raquel!

 Raquel Cardoso, nº20, 7º A
         


... um beijo da tua... Raquel!




FRATERNIDADE


A irmã e a pedra


Numa casa totalmente normal, um rapaz e sua irmã viviam uma vida especial.
O rapaz podia voar e tinha um arco com uma espada na ponta. A irmã não tinha nada de especial, e isso enervava-a, porém amava-o como irmão, independentemente desse pequeno ciúme.
Num dia de primavera, eles sairam de casa, e a irmã encontrou uma pedra bonita, que fez questão de  guardar.
Cada dia que passava,  a pedra exercia na irmã um poder tão estranho que a controlava, ao ponto de ela ficar com a ideia parva de que o irmão lha ia roubar. Essa ideia depressa se tornou numa obsessão, que a levou ao extremo de não comer, nem beber. Os pais também disseram que aquele objeto mágico não deixava qualquer pessoa se aproximar de quem era controlado por ele.
Um dia, o seu herói, o irmão,  foi ao quarto da  irmã, todavia, quando ele entrou, ela já tinha escapado de casa. Ele foi à sua procura, percorrendo todos os ceús e encontrou uma gruta. Dentro, estava a sua irmã, com a pedra na mão esquerda, mas também com uma faca na outra mão, expressando um ar de assassina.
Então, saltou sobre o seu irmão, com a finalidade de o matar. Ele combateu, sem a intenção de a matar, pois só lhe queria mesmo destruir a pedra malvada.
No momento mais importante da luta, ele atirou-lhe uma flecha, primeiro na faca e, depois, na pedra.
Depois de atirar a pedra ao mar, o irmão levou a irmã para casa, para a curar e acabar com o sofrimento de toda a família, especialmente do sofrimento do seu herói, o irmão.
Tudo voltou à normalidade, e estes dois irmãos nunca mais tiveram «pedras tentadoras» a criar obstáculos nos seus caminhos! Tudo voltou a ser especial, felizmente.

David Carvalho Barbosa, nº4- 7º C

 Depois de atirar a pedra ao mar o irmão levou a irmã para casa (...) e acabar com o sofrimento de toda a família, especialmente do seu herói, o irmão.








Um comentário  do conto de Teolinda Gersão, "Avó e neto contra vento e areia".


LAÇOS DE TERNURA

Ao longo da leitura deste simples e belíssimo conto, para além do grande amor e ternura que une as personagens principais, reparei que o neto respeita imenso a avó, sobretudo os seus medos, facto que fortalece ainda mais a relação entre eles.
Fiquei triste, quando a avó, angustiada e aflita, devido à confusão gerada pelo vento e areia que, de repente, se levantou e os desorientou, relembra um episódio muito triste, passado num hospital labiríntico, a perda de uma criança. Neste momento, parei nesse tempo a pensar na dor que ela terá sentido.
Mal o narrador volta ao presente, fiquei feliz novamente, quando o cão do Sr. Lourenço aparece subitamente. O neto, que até ali não conseguia caminhar, porque lhe doía o pé, começou a correr como um louco em direção a ele.  A avó ficou mais calma e sorridente, pois sabia que o animal salvador os levaria ao café do Sr. Lourenço.
Já no café, enquanto tomavam bebidas quentes, olhavam pela janela a praia deserta, cujo vento, causador de toda a instabilidade, estava agora a serenar. 
     Com este conto vivi emoções e, em certos momentos da ação, tentei ser um anjo protetor do neto e da avó, personagens merecedoras de um final feliz.

Lara  Martins, 7ºB

" Tinham ido à praia, porque estava uma manhã bonita (...) ir à praia com a avó era uma das melhores coisas que lhe podiam acontecer nos dias livres (...)"

  

Um grande sonho




Xande e seu  melhor amigo tinham o sonho de ser tornarem pintores e escritores: Alexandre escrevia e Snoop pintava, mas havia um pequeno problema: eles tinham apenas sete anos e seus sonhos eram maiores do que eles próprios! Sonhavam a todo o tempo, até no meio das aulas, o que fazia com que a professora Ana Bela ficasse estrondosamente brava e berrava o mais alto possível:
—Meninos, prestem atenção!!!
Eles assustavam-se e ficavam com medo da professora, porém, depois,  começavam a sonhar novamente. Quando acabavam as aulas, nem se lembravam qual era o trabalho de casa, porque estavam sempre no mundo da lua! A mãe de Snoop dizia sempre aos dois e o pai de Xande concordava:
— Vocês já são bem crescidinhos, deviam prestar mais atenção! Da próxima vez que esquecerem o trabalho de casa, não ligo à mãe de Mariza!
O Pai de Snoop, tranquilo, dizia:
— Deixem os meninos, deixem-nos sonhar! Além disso, a imaginação é para isso!
No dia seguinte, os dois não se lembravam do trabalho de casa mais uma vez! A mãe de Snoop e o pai de Alexandre ficaram furiosos. A mãe de Snoop não ligou para a mãe de Mariza, mas o pai de Snoop ligou e responderam-lhe que não havia nenhum trabalho de casa. Então, o pai de Snoop teve uma brilhante ideia, dizendo:
— Já sei! Meninos, o que me dizem de pensarem no vosso futuro... sei que vocês têm um grande sonho e sei que esse sonho é importante para vocês. Pensei em ajudar-vos em tornarem-se bons pintores e escritores, mas, para isso, vocês têm de prestar mais atenção às aulas, pois elas podem ajudar-vos bastante. Os meninos, felizes e animados com o que ouviram, disseram:
         —  Viva! Viva! Viva!
A partir daquele dia, eles começaram a prestar mais atenção às aulas e, sempre que não havia trabalho de casa, ou TPC, como gostavam de chamar, iam sempre ao encontro do Srº Claúdio, o pai de Snoop e, lá, eles colocavam as suas ideias a funcionar, escreviam e ilustravam muitas histórias que eram levadas, no dia seguinte, para a professora, que se espantava com a imaginação e a criatividade dos dois.
Quando as férias do Natal chegaram, a professora pediu ao Alexandre que escrevesse uma boa história e Snoop a ilustrasse, para um concurso de criatividade. Disse-lhes que, se eles quisessem, os iria ajudar a publicar essa história. Os meninos ficaram muito alegres, pois seria a realização de um dos seus sonhos.
No primeiro dia de férias, eles já haviam começado a imaginar o que iriam colocar na história e sabiam que o nome da personagem principal seria Gigi, que viveria com a irmã e a sua querida mãe. A ação iria decorrer na época natalícia e o título da história seria « O Natal de Gigi».
Após três dias, a história ficou pronta e havia ficado assim:

« Gigi acreditava que era órfã de mãe e pai. Ela vivia com a sua tia, irmã de sua mãe. Sua tia era muito boa para com ela, mas o seu marido não gostava nem um pouco de crianças.
Gigi descobriu que seu tio tinha alguma coisa a ver com a repentina morte de seus pais, pois ele era um homem muito ganancioso e queria ficar com todas as riquezas de sua família.
Quando Gigi olhava para o céu, via uma estrela cadente e, imediatamente, fazia um pedido com todo o seu coração:
— Desejo que os meus pais voltem, pois e amo-os muito e sinto muita falta deles.
Alguns dias depois, era véspera de Natal e Gigi estava muito triste. De repente, ela ouve barulhos e logo batidas na porta. Ouvindo, sua tia abre-a e elas quase caem de costas, devido ao susto que apanharam! Estavam ali os seus pais, junto dos polícias que os resgataram do cativeiro onde eles estavam trancados há três anos.
Gigi sai correndo ao encontro deles e dá-lhes um grande abraço, dizendo:
— Que saudades!!! Senti tanta falte de vocês! Amo-os tanto!
A sua tia também foi dar um grande abraço na sua querida irmã e disse:
— Estou tão feliz por saber que estão vivos e bem.
Seu tio, assustado, tenta fugir pela portas dos fundos, mas é apanhado por um polícia que estava à sua espera nos fundos.
Ele é preso por ter sido o mandante do sequestro do casal Tait e ficou preso por muitos anos.
Gigi e a tia ligaram as luzes de Natal e, felizes, juntaram-se à mesa de jantar.
A partir daí, foram todos muito felizes!»


Depois das férias, eles participaram no concurso e, espantadas com os resultados, a professora ajudou-os a publicar o livro que vendeu um milhão de exemplares.
E, até hoje, não se acredita que essa linda história foi escrita e ilustrada por crianças de apenas sete anos.



Maria Luíza, nº12 e Soraia Cruz, nº 18- 6º D


-->
 





" E, até hoje, não se acredita que essa linda história foi escrita e ilustrada por crianças de apenas sete anos".





segunda-feira, 25 de março de 2019

 


"A tarefa do professor é preparar motivações para atividades culturais, num ambiente previamente organizado, e depois abster -se de interferir“ 

  Maria Montessori







Visita de Estudo ao Porto- 6º D


 Olá, sou a Sara Carvalho do 6º D, da Escola Básica de Braga Oeste, e vou contar-vos como decorreu a nossa visita de estudo, no dia 20 de fevereiro de 2019. Então, aqui vai!   
 No dia anterior da nossa grande visita de estudo, toda a nossa turma já estava muito ansiosa pois: «Aleluia... temos uma folga da nossa escola na semana!»


 Quando eu cheguei a casa, depois de um longo dia, comecei a preparar tudo o que era necessário. No grande dia, ou seja, 20 de fevereiro, entrámos na camioneta perto das 8:45 e logo partimos para o Porto. A viagem não foi tão longa como pensava, e eu sempre a ouvir música que ficava no ouvido.

 Mais tarde, chegámos no planetário e tivemos de esperar, mas logo, logo fomos.
 Na primeira palestra, estivemos a falar sobre o sol, ou seja, da grande importância da nossa "luz". Já noutra sala, conversamos mais sobre o que nos rodeia, e preenchemos algumas das fichas que exigiam. Algum tempo depois, todo o 6º ano se deitou naquelas confortáveis cadeiras, numa espécie de círculo, onde vimos a projeção de várias coisas como por exemplo: a poluição luminosa (que está a retirar a verdadeira escuridão) – e, quando as imagens em 3D aumentavam naquela estranha e redonda sala dava alguma aflição. Depois de tão cativante sessão, saímos e fomos diretos para a camioneta e eu, claro, como sempre ao lado da Mafalda.

Na primeira palestra, estivemos a falar sobre o sol, ou seja, da grande importância da nossa "luz" .







 Já noutra sala, conversamos mais sobre o que nos rodeia...



e preenchemos algumas das fichas que nos exigiam. 




Cerca das 12:30 já estávamos a comer as nossas doçuras e demais delícias no Parque da Cidade do Porto. Na mesa em que eu estava tudo se partilhou: batatas fritas, rissóis, panados, enfim...
Depois de apreciarmos o almoço, a nossa turma foi para o campo de futebol, mas não durou muito tempo. Já quase na saída deste frondoso parque, tentei comprar um gelado, mas eram um pouco caros, e já estava tudo pronto para irmos ter à próxima paragem, o teatro. 

Às 15:00 horas entrámos no teatro de Sá da Bandeira. A peça «As aventuras de Ulisses» foi bastante engraçada e o bom era que eu conseguia ver bastante bem para o palco. Apesar de ser um pouco diferente da peça que lemos, nas aulas de Português, até foi bem interessante.


Às 15:00 horas entrámos no teatro de Sá da Bandeira.

No final, não sei se deram um " kiss, kiss", mas ... Foi uma confusão para sair, pois eram imensos alunos, de inúmeras escolas, e depois de um minuto ou outro finalmente conseguimos. A nossa última paragem era Braga Cabreiros, a nossa terra.

Em conclusão, a nossa visita de estudo foi muito divertida e pedagógica, apesar de eu não apreciar a 1ª parte do planetário, tudo correu muito bem! Foi um dia memorável!



Sara Oliveira carvalho-6º D





29 de abril de 2019



No âmbito da leitura orientada do poema, “ Urgentemente”, de Eugénio de Andrade, na aula de Reforço Curricular de Português, a professora responsável, Ana Maria Cunha, propôs aos alunos que lembrassem outras urgências, para além do Amor. Todos deram as suas sugestões, tendo a maioria optado pela urgência do ato de ESTUDAR, tendo-se concluído que só através do conhecimento é que o Ser humano se “Liberta”…



"Recriando" o poema de Eugénio de Andrade, inventando novas urgências...


Sonhando e estudando!


É urgente estudar.
É urgente os livros abraçar.


É urgente destruir certas palavras,
preguiça, malandrice e "online", 
alguns pensamentos 
muitas distrações.


É urgente aumentar o sonho
multiplicar a concentração, a atenção,
é urgente descobrir mais sabedoria
e aumentar o conhecimento.


Cai o silêncio na sala de aula e os alunos 
bocejam, até doer.
É urgente estudar, é urgente 
aprender!

-->
Dinis, Eva, Diana, Diana 
Rodrigues, Helena 

Alunos - do 7º B

Na aula de Reforço Curricular



É urgente os livros abraçar!

Foto retirada da Net.





Há alunos que gostam de poesia... 😊😊😊💖💗





Que arma odiosa!


Arma tão usada,
arma desgastada.
Uma arma tão maldosa,
e tão, mas tão odiosa!



Ninguém nota,
mas todos a vemos, 
está a mudar a "rota"
e é nisto que vivemos!



Todos o sentem,
muitos o praticam
e é nele que se insiste
embora muitos o critiquem...



Muitos o lastimam
e lhe escrevem canções...
É este  ódio destruidor
que rasga e separa corações! 


Íris Andrade, nº7 -  7º E
Fotos retiradas da net.
  
  
É  este  ódio destruidor  que rasga e separa corações!

É Preciso mudar a Rota...
________________________________________________________________________________

Eis mais uma urgência, desta vez relacionada com o Meio Ambiente...


                           Urgentemente

É urgente reciclar.
É urgente com o plástico acabar.

É urgente destruir certas palavras
desflorestação, incêndios, marés negras
alguns descuidos
muitas maldades!

É urgente parar a poluição,
multiplicar ambientes saudáveis, águas limpas
é urgente limpar  praias,  rios e matas
e reflorestar áreas ardidas.
O dia acorda, o fumo sai das fábricas
e contamina o ar, até doer.
É urgente MUDAR o mundo, é urgente
algo fazer!

Letícia, 7º E






"É urgente MUDAR o mundo,"!

"É urgente algo fazer"!
__________________________________________________________________________________


O João Miguel Dias do 6º D presta homenagem ao valor dos livros...

O meu livro amigo

Os livros têm informação
Trazem-nos diversão
Têm muitas imagens
Que podem ser paisagens
Também várias cores
Que podem representar dores e amores...

Dão-nos outra perspetiva, mais imaginativa
E podem ser de romance
Ou de muito suspense
São bastante interessantes
Mas podem ser entediantes!

João Miguel Silva Dias- 6º D




"São bastante interessantes"
"Mas podem se entediantes"!


_______________________________________________________________________________________________________



No âmbito do estudo do texto dramático, « Leandro, rei da Helíria», de Alice Vieira, foi sugerido aos alunos do 7º B que se colocassem no lugar do Bobo e imaginassem uma carta que ele escreveu aos pais, no dia em que o Rei teve um sonho premonitório...
Eis, então, uma das cartas...
Esta é do Adriano, nº1-7ºB

                      
 
                     Helíria, 20 de maio de 1743
      Queridos pais, 

     Queria desabafar um pouco convosco, pois o stress, o choro, o riso, as punições... Já é demais para mim!
Acho melhor demitir-me e tornar-me no pobre camponês que ninguém conhece! Mas, por outro lado, passo bons momentos aqui no castelo do reino da Helíria... jantares, banquetes... Resumindo, aqui, vive a mais bela, encantadora, simpática e amável princesa... a Violeta! Ela é um doce em pessoa! Quem me dera ser como ela... sonhar, ser respeitada, viver a vida ao máximo, comer como se fosse um rei, ouvir histórias e estórias, não ser torturado, espancado e andar de um lado para o outro: ou é porque uma chora, porque não dormiu o sono da beleza, ou é porque não sabe o que vestir.
Ando mesmo muito desorientado, e o Rei Leandro dá-me muitas preocupações! Está a ficar velhinho e as suas filhas, Hortênsia e Amarílis, são malvadas. Preparam-se para o tramar... Eu sou Bobo, mas não sou burro...
Amo-vos muito, meus pais, e obrigado por me apoiarem nos bons e maus momentos.
Espero uma resposta.
Beijinhos e abraços do vosso filho 
  Narciso                                 




________________________________________________________________________________
 
Ainda no âmbito do estudo do texto dramático, « Leandro, rei da Helíria», de Alice Vieira, sugeriu-se aos alunos do 9ºE que imaginassem um pequeno texto dramático, decorrente do texto estudado, cujas personagens, Bobo e Brites, dialogam na cozinha do castelo do rei, no único momento em que o Bobo pode desabafar e descansar um pouco.... Os alunos tinham de dar um nome ao Bobo. 

Eis aqui um «pequeno texto dramático». Uma "mistura" do texto do Bruno Gonçalves, nº 4, e do Hugo Pinto nº5, da turma E -7º Ano. 
________________________________________________________________

 ( Na cozinha do palácio, numa pequena pausa, o Bobo Jeremias conversa com a cozinheira Brites )

Brites- (contente) Então, Bobo Jeremias, está tudo bem contigo? 

Bobo Jeremias - ( cabisbaixo e triste) Está tudo bem... e contigo? 

Brites - Sim! Eu cá, com estes manjares todos que me animam, só posso estar feliz!! Mas tu não pareces estar bem! Pareces muito triste!... 

Bobo Jeremias – Tens razão, Brites amiga! Contigo, nem que queira disfarçar, eu não consigo! Tu já me conheces muito bem, eu sei! É que...é que... o rei Leandro, nosso amo, não para de me chatear com um tal sonho que teve. Um sonho muito estranho!.. 

Brites - Um sonho muito estranho?! Que tipo de sonho? 

Bobo Jeremias - Um sonho onde ele perde a coroa o cetro e o manto... Ele diz que este sonho é um recado dos deuses, vê lá tu!! 

Brites - Mas por que razão os deuses se lembrariam de lhe mandar recados?! 

Bobo Jeremias - Eu também gostava de saber! É que, ainda por cima, ele acredita que é uma premonição...
( Brites interrompe o bobo de uma forma agitada)

Brites - Será que o rei está com medo?! Com medo de perder o reino?!

Bobo Jeremias- Eu nem quero imaginar! Se os deuses sabem que o rei tem medo... 

( Na plateia há um silêncio enorme...) 

Brites - Eu nem quero falar mais disto! Imagina se ele sabe que eu e tu estamos a falar do seu sonho, dos seus medos?

Bobo Jeremias – Se ele souber, lá vêm as chibatadas e o sangue a correr das costas... Não me apetece nada ter de ir para o pelourinho... Tu safas-te, porque és uma excelente cozinheira, mas eu...

Brites - Não falamos mais sobre este assunto, então! Combinado?! 

Bobo Jeremias - Combinado! 

(O Bobo, em silêncio, termina de comer aquela sopa deliciosa e, depois, dirige-se à plateia...)

Bobo Jeremias - O que será de mim, digam-me, se o sonho do rei se tornar realidade?! Que vai ser de mim?! A Hortênsia e a Amarílis são cá umas malvadas que eu tenho mesmo medo que elas tramem alguma contra o rei Leandro...

( As luzes começam a apagar-se e o Bobo abandona o palco cabisbaixo e muito pensativo)


 Gonçalo, nº4, e Hugo, nº 5- Turma E 


"O que será de mim, digam-me, se o sonho do rei se tornar realidade?!"

Sem comentários:

Publicar um comentário