A RABISCAR APRENDO A... CRIAR !
ANO LETIVO 2019/20
À semelhança do ano letivo anterior, dar-se-á seguimento a esta
atividade de escrita.
Os seus objetivos são similares ao ano letivo anterior.
Assim:
- não terá como intenção formar escritores;
- não terá como intuito a criação de qualquer meio
editorial;
- terá a escrita e a sua melhoria como fim;
- será um meio dos alunos transmitirem, segundo os seus
princípios, as suas ideias e sentimentos;
- será um meio de aprendizagem da língua portuguesa, através
da constatação do erro na transmissão de mensagens individuais;
- será um espaço de troca de experiências em que o gosto
pela escrita e pela leitura seja bem marcado.
As produções aqui divulgadas expressam, por conseguinte, de
forma lúdica e imaginativa, temas livres, passando por diferentes etapas de
aperfeiçoamento, cumprindo-se, assim, os objetivos que também vão de encontro
ao programa, aprendizagens essenciais, perfil do aluno e metas curriculares da
disciplina de Português.
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Os
Fortes nunca desistem!
Mónica Alexandra Ferreira Lopes é uma jovem com uma
coragem sobrenatural.
Ela nasceu dia 24 de maio de 1999 e sempre foi uma criança muito sorridente e
determinada.
Quando eu nasci, ela tinha 7 anos e, pouco tempo depois,
teve de se mudar para França, adaptando-se ao francês de uma maneira
extraordinária. Ela sempre veio a Portugal no Natal. Era espectacular contar
sempre com a sua presença nesta época especial. Mas tudo mudou este ano. Ela
veio nas férias de verão e queixava-se muito de dores de cabeça. Quando
regressou a França, foi ao médico, tendo-lhe sido diagnosticado um tumor no
cérebro. Quando soube disso, só me apetecia chorar. Todos os dias ela passava
por uma cirurgia e todos os dias eu rezava para que Deus a ajudasse. Era um
desespero diário. Até que fez uma operação para remover todo o tumor, mas
corria imensos riscos, pois a sua localização exigia um “trabalho” muito, muito
minucioso. Porém, mesmo assim, ela arriscou, e eu estou tão orgulhosa dela,
pois a sua coragem, bravura e determinação são admiráveis.
A minha prima Mónica, agora, está a recuperar
gradualmente. Ela é uma guerreira, sempre batalhou, nunca desistiu. DESISTIR é
uma palavra que nunca se viu no seu dicionário. E é, por isso, que eu Adoro a
minha Moniquinha.
Ana Rodrigues- Nº3 8ºB
" DESISTIR é uma palavra que nunca se viu no seu dicionário. E é, por isso, que eu Adoro a minha Moniquinha".
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A importância da família
Ana Luísa Gomes, Nº5- 8ºB
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A importância da família
Nasci numa família onde nunca me faltou nada.
Sempre tive roupa para vestir, comida para me alimentar,
teto para viver, mas, acima de tudo, nunca que faltou carinho.
Se me perguntarem, “Como é o teu dia da criança?”, eu,
provavelmente, responderei que é como um dia normal, pois nunca senti
necessidade de o comemorar como se fosse um dia verdadeiramente especial, como
um aniversário ou um Natal.
Segundo o Google, esse amigo sempre à mão, o dia
mundial da criança é especialmente comemorado para as crianças brincarem e
terem um dia feliz, passado junto da família e dos seus amigos... Porém, um dia
com essa descrição é normal na minha vida.
Por isso é que, por essas e muitas outras razões, adoro a
minha família mais do que tudo. Ela pode ser ótima, mas fundamentalmente é
ainda a melhor amiga!
Ana Luísa Gomes, Nº5- 8ºB
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| "Por isso é que, por essas e muitas outras razões, adoro a minha família mais do que tudo". |
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Preciosidades!
A minha família é o bem mais precioso que
tenho.
O meu lar é o lugar onde me sinto bem,
pois lá moram as pessoas que mais amo no mundo, o meu pai e a minha mãe.
São os amores da minha vida e da minha felicidade. Eles cuidam de mim,
preocupam-se e dão-me todo o amor do mundo.
Não há felicidade maior no mundo do que
ter uma família como os meus pais, porque me dão amor, confiam em mim,
tentam dar-me todas as oportunidades que podem, para que eu tenha um bom
futuro. Ensinaram-me a ser uma criança respeitadora e educada.
Tudo aquilo que eu sou devo-o aos meus
pais porque são pessoas que se preocupam com que um dia venha a ser uma boa
pessoa.
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| "A minha família é o bem mais precioso que tenho". |
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A Minha admiração pelo meu Avô
A pessoa de quem vou falar é do meu avô
materno, ele chama-se Tomé, tem 73 anos de idade, foi motorista de pesados e,
neste momento, está reformado.
Dedica-se à criação de ovelhas,
galinhas, coelhos e ainda à plantações de legumes para uso doméstico.
Ele marcou a minha vida porque, desde
muito pequeno, ele ia buscar-me à Pré-escola todos os dias. Ia buscar-me mais
cedo para, de seguida, levar-me a passear, a visitar os animais e a brincar com
os cães e gatos lá de casa.
Durante a minha frequência no primeiro
ciclo, ele continuou a ir buscar-me todos os dias, a preparar-me o lanche. O
meu avô é um exemplo para mim em muitos sentidos: ensinou-me a ser sincero,
honesto, educado e carinhoso (à sua maneira)! Ele leva-me muitas vezes ao café,
ao restaurante, a ver futebol…
Até hoje, ele é que me prepara o almoço
e o lanche nos dias em que não tenho aulas de tarde e, sempre que pode, leva-me
a passear, oferece-me presentes (dinheiro), dá-me chocolates... Já me deu duas
bicicletas, uma moto quatro e um jipe.
Mas não é só por isso que eu o admiro e
gosto muito dele, mas sim porque ele é meigo comigo, dá-me bons conselhos, é
simpático, brinca comigo, faz-me rir…
Por tudo isto a
minha admiração e amor pelo meu avô é grande e espero que continue a ser durante muito tempo.
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| "(... )a minha admiração e amor pelo meu avô é grande e espero que continue a ser durante muito tempo". |
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"Não é a carne e o sangue, e sim o coração, que nos faz pais e filhos". Friedrich Schiller
A coisa mais
importante, para mim, é a minha família, pois é o bem mais precioso que eu
tenho. A minha família é constituída por seis pessoas: eu, os meus três primos,
dois rapazes e uma rapariga, sem contar comigo.
Sem eles, a
minha vida não tinha sentido, e eu estou muito grata por isso. Eles dão-me
sempre apoio, quando preciso. A minha tia, que é a principal, ajuda-me sempre
em tudo, nas boas e más coisas. É a minha maior protetora! O meu tio também me
ajuda, mas não tanto como a minha tia. Os meus primos brincam comigo e fazem-me
muita companhia, quando os meus tios estão a trabalhar. Mas, às vezes, aos
domingos, os meus avós da parte da minha tia vão lá a casa comer e também
brincam connosco e ajudam-nos em algumas tarefas.
Eu sinto-me
feliz e aconchegada no seio desta família maravilhosa!
Liliana Patrícia Gomes Fonte- Nº10
- 8ºA
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| "Sem eles, a minha vida não tinha sentido, e eu estou muito grata por isso". |
A
MINHA AVÓ
Quando me foi proposto fazer este texto, eu fiquei logo com a certeza de
quem ia falar, porque é uma pessoa que me acolhe, conforta e me ensina todos os
dias. Dito por outras palavras, vou falar da melhor pessoa do mundo, a minha
avó.
Eu
e a minha avó podíamos contar tantas histórias e aprendizagens que fazemos os
dois juntos. É uma pessoa muito trabalhadora e lutadora, porque tudo o que tem
foi conquistado com muito esforço e é, por isso, que, em todas as férias de
verão, eu vou ajudá-la para o campo e tratar dos animais, ela quer que esses “genes”
passem para a família. Nós também temos tempo para as nossas brincadeiras, como
ir fazer as compras juntos, levar-me à piscina e muitas outras coisas que me
fazem gostar muito dela.
Nas épocas escolares, quando tenho
tarde livre, vou lá almoçar e, de vez em quando, à noite dou lá um saltinho,
porque não me canso de lá ir. É muito preocupada com o nosso bem-estar e tem
muito interesse no nosso desempenho e competências escolares.
Idolatro muito à minha avó, porque
sempre lutou e trabalhou por aquilo que quis e agora quer dar essa mística aos
netos. É por isso que gosto muito dela.
Afonso, nº 1, 8º A
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| " Nós também temos tempo para as nossas brincadeiras, como ir fazer as compras juntos..." |
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A TERRA
O ambiente é uma máquina delicada
Basta apenas um descuido
E a Natureza fica toda destroçada!
O ser humano é perito em destruir
Quando é para reparar,
Só se limita a fugir!
O aquecimento global não vai parar
Se nós não fizermos nada
Para isso mudar!
Se o ser humano não se aperceber
Da destruição que está a fazer
Muito se vai arrepender!
PDD resume a raça humana
- Poluição
- Destruição
- Desflorestação!
Estão a tentar remediar,
Mas é tarde demais...
A destruição esta feita
É só não a fazer aumentar!
Já paraste para pensar...
Se tu fosses a Terra,
Estarias a gostar, ou a detestar?
Recebemos um planeta tão bom
Só o estamos a estragar,
Só depois de milhões de anos
É que se puseram a pensar!
Não há médicos para planetas
Cada um tem de mudar,
Para todos juntos
Conseguirmos recuperar!
Uns a deixar de comer animais
Outros o lixo recolher
Temos de começar por um lado
Para a mudança acontecer!
Uso sustentável da água e reflorestação
São outras medidas a tomar
Para parar a destruição!
A Natureza é muito original
Temos de pensar que não há outra IGUAL!
Letícia Seara- nº9-8ºC
![]() |
| " O ser humano é perito em destruir" |
14 de outubro de 2019
Querido diário,
Hoje,
foi um dia normal. Como todos os dias, fui de autocarro para a escola. É sempre
um bom começo de dia, pois as nossas conversas são sempre muito interessantes!
Estava a chover e fiquei toda molhada. Como eu odeio este tempo!... Não gosto
nada de sair de casa, quando está a chover! Havia uma fila enorme à entrada...
Finalmente, consegui entrar... Consigo sempre ouvir, ao longe, a música que os
meus amigos escolhem!!! Convivemos um pouco, cantamos e ouve-se o som da
campainha!... Numa pilha de nervos, fui para a sala, pois tivemos uma questão
aula de matemática, que me correu bem.
Antes da hora de almoço, tivemos EMRC... Estávamos todos
cheios de fome, mas, como é uma aula mais descontraída, podemos opinar sobre
aquilo que ouvimos. Chegada a hora de almoço, foi toda turma almoçar... É
sempre divertido almoçar com a turma! Afinal, aproveitamos o tempo para
descontrair. Acabamos de comer e fomos andar pelo recreio da escola, que é
bonito, espaçoso, com jardins bem arranjados e árvores muito bonitas, desde
plátanos aos carvalhos... Enquanto punhamos a conversa em dia, também fui até à
biblioteca e tive aulas outra vez. Foi inglês, uma disciplina que acho
bastante importante para o nosso futuro.
Quando
Acabaram as aulas, fui para casa com a minha mãe. Mal cheguei, fui
logo estudar, adiantar a tarefa de casa e preparar tudo para mais um dia de escola.
Depois fui treinar. Ah!... E como eu gosto de o fazer!!! Adoro desporto e
encontrei um que me apaixona, querido diário, a luta! Senti-me bem, no final do
treino! Senti que me esforcei e que consegui fazer aquilo que era esperado,
pois tenho uma competição próxima... Fico muita nervosa, sempre que há
torneios... Tenho medo de desapontar o meu treinador!
Voltei a
casa e estava toda suada e despenteada! Fui logo para o banho! Em seguida,
jantei, acabei de preparar as coisas para o dia seguinte e, como estava
cansada, fui dormir.
E esta
foi mais uma segunda-feira de aulas, querido diário, em breve volto com novas
histórias e desabafos... hoje foi um dia bem simples, até porque acordei muito
positiva!!!
A tua Letícia!
Letícia Loureiro nº 10/ 8ºE
![]() |
| "fomos andar pelo
recreio da escola, que é bonito, espaçoso, com jardins bem arranjados e árvores
muito bonitas, desde plátanos aos carvalhos"... |
Segunda-feira
28 Janeiro 2019
Querido Diário
Hoje acordei às 7 horas da manhã para tomar o pequeno-almoço. Normalmente, costumo chegar à escola às 8 horas, por isso, tenho algum tempo para estar com os meus colegas, porque as aulas só começam às 8h 25m.
Toca! Nós, ainda cheios de sono, vamos para a aula, mas nós sabemos que, nas aulas, devemos estar sempre atentos, apesar de, por vezes, não o fazermos.
Hoje, a minha primeira disciplina foi matemática. É a disciplina que eu mais gosto! Adoro fazer todos aqueles cálculos! Depois, tive Ciências e História. Gosto muito das professoras! Elas são muito simpáticas, mas também muito exigentes. Depois, tive português. A professora parece que gosta de nos ver a escrever! Em cada aula, enchemos duas folhas do caderno! Ela é muito exigente, mas também muito engraçada! Muitas vezes, diz piadas, para nos animar e incentivar!
Finalmente, chegou a hora de almoçar e rir um pouco. Passo o tempo livre com as minhas amigas a ouvir música e a conversar. São 2h 15m e corremos para o bloco A, pois vamos ter aula de inglês. Gosto muito de falar Inglês e a professora é muito simpática. A segunda aula, da parte da tarde, foi Tecnológica. É uma das disciplinas muito descontraída, a professora é divertida e espetacular! E, já cansados, por fim, chega a hora da última aula- Geografia! Fizemos vários exercícios, porque estamos a fazer revisões para o teste.
Ai, querido Diário, nem imaginas como o toque final da campainha soou como música aos nossos ouvidos, depois de um dia tão preenchido e cansativo! É que, como sabes, não é lá muito fácil, nesta fase da adolescência, estar cem por cento atenta e concentrada em todas as aulas! Nas nossas cabeças, há outros mundos que, pelo que percebi, os professores não sabem, mas imaginam! Eles dizem que também já foram adolescentes e estiveram no nosso lugar! Será que eles leem os nossos pensamentos, quando estamos distraídos?
Bem, são horas de dormir, porque amanhã a rotina repete-se e eu tenho de dar sempre o meu melhor!
Beijos da tua Lara!
Hoje acordei às 7 horas da manhã para tomar o pequeno-almoço. Normalmente, costumo chegar à escola às 8 horas, por isso, tenho algum tempo para estar com os meus colegas, porque as aulas só começam às 8h 25m.
Toca! Nós, ainda cheios de sono, vamos para a aula, mas nós sabemos que, nas aulas, devemos estar sempre atentos, apesar de, por vezes, não o fazermos.
Hoje, a minha primeira disciplina foi matemática. É a disciplina que eu mais gosto! Adoro fazer todos aqueles cálculos! Depois, tive Ciências e História. Gosto muito das professoras! Elas são muito simpáticas, mas também muito exigentes. Depois, tive português. A professora parece que gosta de nos ver a escrever! Em cada aula, enchemos duas folhas do caderno! Ela é muito exigente, mas também muito engraçada! Muitas vezes, diz piadas, para nos animar e incentivar!
Finalmente, chegou a hora de almoçar e rir um pouco. Passo o tempo livre com as minhas amigas a ouvir música e a conversar. São 2h 15m e corremos para o bloco A, pois vamos ter aula de inglês. Gosto muito de falar Inglês e a professora é muito simpática. A segunda aula, da parte da tarde, foi Tecnológica. É uma das disciplinas muito descontraída, a professora é divertida e espetacular! E, já cansados, por fim, chega a hora da última aula- Geografia! Fizemos vários exercícios, porque estamos a fazer revisões para o teste.
Ai, querido Diário, nem imaginas como o toque final da campainha soou como música aos nossos ouvidos, depois de um dia tão preenchido e cansativo! É que, como sabes, não é lá muito fácil, nesta fase da adolescência, estar cem por cento atenta e concentrada em todas as aulas! Nas nossas cabeças, há outros mundos que, pelo que percebi, os professores não sabem, mas imaginam! Eles dizem que também já foram adolescentes e estiveram no nosso lugar! Será que eles leem os nossos pensamentos, quando estamos distraídos?
Bem, são horas de dormir, porque amanhã a rotina repete-se e eu tenho de dar sempre o meu melhor!
Beijos da tua Lara!
Lara Oliveira N: 6 8ºE
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| "Será que eles leem o que está na nossa cabeça, quando estamos distraídos?" |
A importância do Amor
As coisas mais importantes para mim são a família e a
amizade. A minha família é constituída pela minha mãe, pelo meu pai e o meu
irmão. Todos são importantes. A minha mãe ajuda-me sempre que eu preciso,
mesmo que eu nem sempre mereça. O meu pai é muito engraçado e conta-nos piadas
ou histórias hilariantes sempre que a família está reunida. O meu irmão, que só
tem quatro anos, é fundamental na minha vida. É, com ele, que eu brinco
todos os dias.
A minha família é muito grande. O meu pai tem seis irmãos
e a minha mãe tem dois. Da parte da minha mãe, tenho uma prima. Ela é muito
importante para mim, porque é a minha confidente de todos os meus momentos maus
e bons.
Nem só a minha família completa a minha vida.
Também são as minhas amigas, principalmente a Clara, a Liliana, a Linda e a
Raquel. Como elas estão sempre dispostas a ajudar-me, também estou sempre
pronta a apoiá-las. Há muitas pessoas que fazem parte do meu dia-a-dia, mas
estas são as mais importantes e principais.
Maria
Beatriz Gonçalves Borges, Nº
15- 8ºA
No
exercício de Expressão Escrita, na 1ª Prova de Avaliação de Português, e na
sequência do estudo do Diário de Anne Frank, a propósito das preocupações de
seus pais, em relação às notas das filhas, Anne refere que não é
uma excelente aluna como a irmã, todavia, não quer ser má aluna. “Eu sou
precisamente o oposto, mas não quero ser má aluna”.
Neste contexto, foi sugerido aos alunos que elaborassem um texto de
opinião, acerca do que consideravam ser um "bom aluno" e do papel que os
Pais/Encarregados de Educação desempenham, ou devem desempenhar, para que os
seus educandos cumpram os seus deveres de estudantes.
Eis um dos textos apresentado pela Letícia do 8º E.
Ser bom
aluno, o que é?
Cada vez
mais, existem alunos desinteressados da escola, desinteressados em saber como
será o seu futuro, alunos que não se esforçam para ter boas notas e aprender,
mesmo tendo professores que os ensinam, os ajudam e estão sempre
disponíveis para lhes tirar as dúvidas. E, na minha opinião, este desinteresse,
esta demissão, irá afetar e comprometer muito o futuro do país em que vivem,
pois um país é tanto mais desenvolvido, quanto mais cultos e ativos forem os
seus cidadãos.
Considero que é urgente e necessário que voltem a existir bons alunos, alunos
estudiosos, empenhados, curiosos e com vontade de aprender cada vez mais, para
serem bem sucedidos e para dar um melhor futuro ao seu país, pois é necessário
mudar muita coisa, quer a nível social, ambiental, económico...
É um facto que existem pais muito desinteressados com o
rendimento escolar dos filhos e, então, surgem as perguntas: Mas o que é que os
pais ou encarregados de educação podem fazer para que os seus educandos
melhorem as suas notas, aumentem a sua cultura e o seu conhecimento? No meu
ponto de vista, os encarregados de educação podem fazer muita coisa, desde
incentivá-los, a certificarem-se que estudam, a valorizarem mais a cultura e o
conhecimento ( armas poderosas que combatem a ignorância e ajudam a dignificar
as pessoas, os cidadãos). Os pais têm, sem dúvida, um papel importantíssimo,
pois devem estimular os filhos a estudar, alertando-os de como está o atual
mercado de trabalho, devem acompanhar a vida dos filhos, certificando-se de que
estudam e não que passam o dia no telemóvel ou a jogar, devem motivá-los para
tal e também dar-lhes a educação necessária para que cresçam a aprender a
respeitar os outros, o ambiente, sendo cidadãos cultos e com um bom sentido
crítico.
É
necessário que todos acatem os seus deveres para ser possível mudar o mundo
para melhor, visto que todos temos direitos, mas também temos muitos
deveres.
Letícia
Loureiro nº10/ 8ºE
![]() |
" É necessário que todos acatem os seus deveres para ser possível mudar o mundo para melhor, visto que todos temos direitos, mas também temos muitos deveres". |
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No 1º teste de avaliação de Português do 2º Período, no domínio da Escrita (Grupo IV), solicitou-se aos alunos que escrevessem um texto de opinião, que pudesse ser publicado num blogue escolar, no qual apresentassem normas que considerassem importantes para promover uma boa convivência na escola, fundamentando os seus pontos de vista.
O Afonso, nº1, do 8º A, redigiu o seguinte texto, ao qual atribuiu o título, « Um futuro próximo
risonho ou degradado»?
Um futuro próximo risonho, ou
degradado?
Na minha perspectiva, devemos ter um grande respeito e civismo
para com os outros, porque a inteligência não é só o conhecimento que
adquirimos, mas sim uma grande parte do saber estar e saber ser. É muito
difícil vermos pessoas bem sucedidas, sem civismo ou com comportamentos
anormais, pois foi com essa educação que conseguiram aprender e mostrar que
aprenderam.
Para uma boa convivência na escola, devemos respeitar os
outros, não partir para a violência, mas sim «discutir-se» os dois pontos de
vista e saber estar. Com estas regras, tudo melhoraria, tanto na convivênciana
escola, como na sociedade. Nós, jovens, somos a próxima sociedade e devemos fazer
essa transição com respeito, porque nós é que vamos ter de dinamizar o país e
não o degradar. A nossa sociedade tem de evoluir, porque, depois, o exemplo vamos
ser nós e, ao termos esta educação e respeito pelos outros, vamos, com certeza,
mantê-lo para a vida toda.
Sei que todos temos de contribuir um pouco, mas é para o
nosso bem, porque, às vezes, vemos cada disparate, erros e crimes que acontecem
que não nos orgulham nada. É, por isso, que a educação deve ser dada logo no
início, porque « árvore que cresce torta, morre torta»
Afonso, nº1, 8º A
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| É, por isso, que a educação deve ser dada logo no início, porque... «árvore que cresce torta, morre torta" |
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A Convite do Altis Forum, em Braga, os alunos dos 5º e 6º
anos, deslocaram-se ao recinto, “recuarem” no tempo, "vivendo" uma "Dinosauria Experience”.
O André Magalhães do 5º B expressa aqui a sua opinião
crítica da exposição, referindo os aspetos positivos e os menos positivos.
Esperemos que a sua atitude crítica e pertinente
seja útil para melhorar o que é
conveniente.
A escola ensina também o sentido crítico e o André já
demonstra essa lucidez.
”Dinosauria
Experience“
Sexta-feira, 21 de
fevereiro, 9h30.
O dia está radiante. O
céu muito azul e cheio de luz.
Enquanto nos preparamos
para subir no autocarro revejo mentalmente o filme ”Jurassic World“ e o famoso
Idominus Rex.
Ok, já sei que não vou
encontrar híbridos geneticamente modificados de diferentes espécies de
dinossauros, mas sinto-me entusiasmado por poder ver ao vivo as réplicas
robotizadas dos répteis gigantes!
![]() | |||
| "O dia está radiante. O céu muito azul e cheio de luz." |
Quando chegamos ao
Altice Forum, avistamos uma grande fila. Estavam ali concentradas algumas
centenas de crianças.
Após transpormos a
entrada com a grande cabeça de T-Rex, começamos a nossa aventura no
”Dinossaurus Experience“. Dentro da grande tenda, pudemos ver as muitas réplicas
de várias espécies de dinossauros. Os meus preferidos: os raptors, os triceratops
e os tiranossauros que, infelizmente, com tanta gente, não consegui ver!
![]() | |
| "Dentro da grande tenda, pudemos ver as muitas réplicas de várias espécies de dinossauros." |
Achei interessante ver
os dinossauros mas fiquei desiludido com o cenário envolvente, pois estes não
estavam no seu habitat e, assim, perdeu-se o realismo e a magia.
No geral, gostei da
exposição, mas fiquei com a sensação de
que faltava algo…
![]() |
| "... mas fiquei desiludido (...) pois estes não estavam no seu habitat e, assim, perdeu-se o realismo e a magia." |
![]() |
| "(...) mas fiquei com a sensação de que faltava algo…" |
André Magalhães, 5º B
Dezoito de Março de 2020
Comentário à
expressão retirada da obra, «O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá», de Jorge Amado.
Enviado pela aluna Íris Andrade, nº5 da
Turma E, 8º Ano.
“(…) temos olhos de ver e olhos de não
ver, dependendo do estado do coração (…)”
Considero
que o objetivo do narrador da obra, cujo autor é Jorge Amado, é transmitir a nossa fragilidade racional,
quando a nossa emoção é mais forte do que a razão, deixando-se à merce do sentimento,
não vendo os erros que a pessoa provoca, ou a que se submete.
A confirmar esta
minha opinião, temos o provérbio, “o amor é cego”, muito utilizado,
pois, quantas vezes, após o término de uma relação amorosa, ou de amizade
(abusiva ou não), é que, realmente, conseguimos aceitar e encarar os
erros que, na altura, eram negados, provocados pelos impulsos em relação à
pessoa “desejada”.
Esta
expressão também nos pode levar para a
maneira como observamos algo e não o conseguimos ver da forma como realmente
é, acabando por o interpretar com subjetividade, parcialidade, dependendo do
nosso estado de espírito.
Vinte de março 2020
Comentário da expressão “ …temos olhos de
ver e olhos de não ver, depende do estado do coração…” de Jorge Amado
Letícia Loureiro, nº10-8ºE
Eu considero que, com esta expressão, o
narrador desta belíssima história de amor, cujo autor é brasileiro, Jorge Amado, pretende fazer referência ao quão frágil pode
ser o SER humano.
Há, na verdade, exemplos dessa fragilidade.
Senão vejamos: quando estamos apaixonadas e não queremos, ou não conseguimos
ver os erros cometidos pela pessoa “amada”, escondendo a verdade de nós mesmos,
esses erros, nalguns casos, transformam o relacionamento em “algo abusivo”, que
não é AMOR, com toda a certeza! E segundo o provérbio, “o amor é cego”, o facto
de estarmos “cegos” faz com que
perdoemos tudo, mesmo que nos tentem alertar.
Sendo assim, acabamos por nos prejudicar,
ficando psicologicamente magoadas. Só após o término desse relacionamento é que
conseguimos VER tudo aquilo que a outra pessoa nos fez.
![]() | |
| "Se eu pudesse, pegava na dor, colocava-a dentro de um envelope e devolvia-a ao remetente" |
Mário Quintana
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Vinte de março de 2020
Em dias
difíceis, mas demonstrativos de uma enorme solidariedade e união, os nossos
alunos estão a corresponder brilhantemente a este “novo desafio”
revelando-se cidadãos inteligentes, criativos e dotados de grande carácter!
Eis aqui um texto
de um aluno do 7ºD, João Gonçalo, que correspondeu
criativamente ao desafio da professora Alice Alves.
Quarentena
Ficar em
quarentena…
Mas que pena!
Sem poder passear,
O que nos resta é
rezar
Para o Coronavírus
passar.
Ficar em
quarentena…
Ficar preso dentro
de casa
Ficar sem poder fazer nada
Temos de arranjar alternativa
Para seguir com a nossa vida.
Ficar em quarentena…
É uma situação complicada
Que o país está a atravessar
Ver as ruas desertas
E as lojas a fechar.
Ficar em quarentena…
E assim o Covid-19
vai acabar por passar.
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25 de março de 2020
No âmbito,
do estudo do conto, “O homem do chapéu de chuva”, de Roald Dahl, e na sequência
de uma sugestão da ficha formativa deste conto, proposta do manual, o aluno
Adriano, nº1, do 8º Ano, da turma B,
crou um texto com um diálogo, marcado pelo inesperado e pelo insólito
como lhe era pedido.
Aqui fica
então o texto do Adriano que a equipa da Biblioteca achou pertinente publicar.
Confiar, desconfiando!
Já que não
tenho nada para fazer, vou contar-vos aquela vez em que eu e o meu pai fomos
surpreendidos por algo.
Certo dia
solarengo, pensava eu, depois de ver a meteorologia, fui com o meu pai até à
oficina do Senhor José levar o carro do meu pai para arranjar, pois tinha uma
pequena avaria no pára-brisas. Tudo começou, quando eu estava a brincar com a
minha prima, a Marlene, e atiramos a bola contra o pára-brisas e começou a deitar
água por todos os cantos. Obviamente, fugimos, pois não queríamos ser
incriminados por tal acidente. Claro que a culpa foi dela, mas não iria
deixá-la sozinha.
Bem, como já
sabem, a história do pára-brisas, vamos continuar... Lá estávamos nós com o
carro face à oficina, quando começou a chuviscar. Meu pai, como queria deixar esta tarefa já
arrumada, tomou a decisão de irmos à minha loja de brinquedos favorita e disse:
— Como te
tens portado tão bem, mereces um miminho! Vai escolher um brinquedo, enquanto
eu vou ao café do lado - afirmou o meu pai. Lá fui eu procurar o tão aclamado
brinquedo. Acabei por escolher o carrinho que eu tanto gostei na Casa do
Tomás, outro amigo meu.
Tardiamente,
como eu sou um rapaz crescido, fui pagar e, ao sair, vi o meu pai na esplanada
a falar com um homenzinho estranho. Tinha cara de velho, mas um velho elegante,
como o do jogo do “Monopoly”, bigode e sobrancelhas brancas e fartas, de
estatura média, alta, para sua época, mas um pouco baixa nos dias de hoje... E
lá fui perguntar ao meu pai quem era aquele senhor. O meu pai, com ar
desconfiado, disse:
— Eu não sei
quem é este senhor, mas tenho um pensamento na consciência que me diz que isto
não vai correr nada bem. — Sabes filho, ele está a tentar vender-me este casaco
— disse o meu pai. Olhando para o casaco disse-lhe:
— Pai, este
casaco é lindo, mas acho que é caro. Podes perguntar?- interroguei eu. O meu
pai, com ar de quem não quer nada, pergunta-lhe:
— Meu caro
senhor, quanto custa este casaco?—interroga o meu pai mais uma vez desconfiado.
— São 30
libras, meu excelentíssimo senhor, — afirmou o homenzinho cavalheiro. O meu pai
vira-se para mim e, no exato momento, os chuviscos transformaram-se em chuva
pesada. Meu pai, perante este obstáculo,
cede e acaba por comprar o casaco.
O homenzinho,
ao saber desta notícia, desata a fazer um sorriso um pouco estranho. O meu pai
deu-lhe o dinheiro, mas, antes, com ar de questionador pergunta o seguinte:
— O que você
irá fazer com esse dinheiro? O homenzinho começa a ficar nervoso e desata a fugir.
O meu pai, ao ver essa cena, corre também, mas, sem levantar suspeitas, eu,
confuso, também começo a correr até que o meu pai me manda parar. Curioso,
perguntei:
— Por que
paramos, pai? Onde é que ele está? Meu pai, ao vê-lo entrar num pub, fica com
um ar chocado e, tardiamente, olhamos pela vitrine e vimos o homenzinho sentado
num banco a beber num copo pequeno, mas cheio de um líquido castanho claro. O meu
pai, ao olhar mais de perto, apercebe-se que é Uísque e dirige-se a mim:
— Fomos
enganados! Que isto te sirva de exemplo, para não falares com pessoas
desconhecidas, pois nunca se sabe quais
são as suas intenções.
Adriano, nº1, 8ºano, Turma B
Adriano, nº1, 8ºano, Turma B
![]() |
| "... atiramos a bola contra o pára-brisas." |
![]() |
| "vimos o homenzinho sentado num banco a beber num copo pequeno, mas cheio, um líquido castanho claro". |
27 de março de 2020
No âmbito do
estudo do conto, “ O homem do chapéu de chuva”, de Roald Dahl, foi sugerido aos
alunos que imaginassem um diálogo entre o homem do chapéu de chuva e o homem
alto e magro que não tinha chapéu nem
casaco.
Eis aqui
mais um texto da aluna, nº8, Carolina
Gonçalves, do 8ºB.
Há dependências que são doenças!
O homem do chapéu-de-chuva,
quando saiu do pub tinha um novo chapéu de chuva que, certamente, tinha roubado
a alguém. Ao sair, ele viu um homem alto e magro e que não tinha casaco nem
chapéu. Então, foi ter com ele.
— Desculpe! O Senhor está todo molhado!
Juntam-se e os dois dirigem-se para debaixo de um toldo de um café.
— Quem é o senhor? E por que
é que me chamou?— o homem magro e alto estava com um ar desconfiado.
— Desculpe estar a incomodá-lo,
mas preciso da sua ajuda. Preciso de uma libra para apanhar o autocarro, pois
já é tarde e hoje é o aniversário da minha mulher e eu só tenho trocos. O
motorista só aceita uma nota de libra.
— Está bem, mas eu não o conheço
e o senhor pode ser um vigarista.
— Não sou não! Em troca dessa
libra, eu ofereço-lhe este novo guarda-chuva, que vale uma nota de libra.
— Então, em troca desta libra eu
fico com o seu chapéu de chuva, visto que está a chover e como o chapéu é novo, e o senhor vai de autocarro e
não precisa dele, pode ser— respondeu o homem alto e magro.
— Muito bem, acordo feito! —
Respondeu o homem do chapéu de chuva, entregando o chapéu de chuva ao homem
alto, que lhe entregou a nota.
—Muito obrigado, senhor, já não
há muitos homens assim, hoje em dia, tenha
um resto de um bom dia!
— Obrigado— respondeu o homem
alto que já tinha o chapéu de chuva aberto.
E lá foi o homenzinho a correr,
para mais um pub, após ter enganado mais outra vítima! Certamente, aquela não ia ser a sua última.
O vício do álcool e de qualquer
outra substância é, sem dúvida, uma dependência muito triste, pois as pessoas
que sofrem destas doenças muitas vezes não olham a meios para atingir os fins!
Elas precisam de encarar estas dependências como sérias doenças e procurar ajuda
específica.
Carolina,nº1, 8ºB
15 de abril de 2020 ( Em tempos de Pandemia)
Ainda no âmbito,
do estudo do conto, “O homem do chapéu de chuva”, de Roald Dahl, e na sequência
de uma sugestão da ficha formativa deste conto, proposta do manual, ao aluna Ana Rodrigues, nº3, 8º Ano, da turma B,
criou um texto com um diálogo, marcado pelo inesperado e pelo insólito
como lhe era pedido.
Aqui fica
então o texto da Ana que a equipa da Biblioteca achou pertinente publicar.
24 de abril ( Tempo de pandemia...)
Seguimo-lo
até à rua principal, onde o tínhamos encontrado da primeira vez, e ficámos a
observá-lo, enquanto ele, sem qualquer dificuldade, tratava de trocar o seu
novo chapéu de chuva noutra nota de libra. Desta vez, era um homem alto e magro
que não tinha chapéu de chuva, nem casaco.
-
Dá-me licença, se faz favor…- Começava o mesmo diálogo – Desculpe, mas estou
com um grande problema.
-
Sim senhor, como posso ajudar? – Dizia gentilmente. Parecia um homem muito
bem-educado e simpático, mas depois do que o velho do guarda-chuva fez, comecei
a desconfiar mais nesse tipo de pessoas.
-
Gostava de lhe pedir um favor se não o incomodasse.
-
Claro que não incomoda. Faço tudo ao meu alcance para ajudar um velhinho.
E
assim o velho do chapéu de chuva continuava o diálogo com o senhor alto, até convencê-lo a trocar uma libra por um
guarda-chuva roubado no pub.
- É
que eu preciso muito de uma libra, pois só tenho trocos. Porque o meu filho
chegou neste momento a França. E eu estou muito preocupado, é por isso que
precisava de fazer um telefonema, mas o problema é que eu não tenho dinheiro.
Em troca, ofereço este guarda chuva, muito valioso.
- Ó
meu Deus! É claro que ajudo e não precisa de me dar o seu guarda chuva! –
Exclamava, enquanto tirava uma nota de uma libra da carteira.
-
Não eu insisto.
A
minha mãe indignada com o que observava, foi a correr ao seu encontro.
- Com
que então foi procurar um táxi? E agora já tem outro guarda-chuva?! Seu
Cobarde!
-
Desculpe, minha senhora, mas esse comportamento não é adequado para tratar um
velhinho em apuros. – Dizia o senhor alto, incomodado com a agressividade com que a minha mãe tratava o velho.
-
Você está muito enganado! Ainda há pouco tempo ele fez o mesmo comigo, dizendo
que precisava de uma libra para apanhar um táxi, pois estava muito cansado. Até
que eu e a minha filha seguimo-lo e ele foi parar num pub para pedir um Uísque.
E agora quer fazer o mesmo consigo! – exclamava a mãe muito furiosa.
-
Isso é verdade?! É verdade que anda a abusar da gentilidade das pessoas, para
se embebedar nos pubs?! Que pouca vergonha!!
Enquanto
o senhor alto e a minha mãe pregavam um sermão, o velhinho do guarda chuva
pegou na libra do senhor, e desatou a correr.
Correu
para o meio da rua, até o perdermos de vista no meio da multidão. Agora,
ninguém sabe nada sobre ele, provavelmente estará a enganar mais pessoas, neste
preciso momento, para ter a oportunidade pode ir a um pub, beber um copo de
Uísque e roubar um guarda-chuva.
24 de abril ( Tempo de pandemia...)
Ainda no âmbito,
do estudo do conto, “O homem do chapéu de chuva”, de Roald Dahl, e na sequência
de uma sugestão da ficha formativa deste conto, proposta do manual, a aluna Carolina Gonçalves, nº 8 , 8º Ano, da turma B,
criou um texto com um diálogo, marcado pelo inesperado e pelo insólito,
como lhe fora pedido.
Aqui fica
então o texto da Carolina.
" Quem faz um cesto faz um cento"
O homem do chapéu-de-chuva,
quando saiu do pub, tinha um novo chapéu de chuva que certamente tinha roubado
a alguém. Então, ao sair, ele viu um homem alto e magro, que não tinha casaco nem
chapéu. Então, foi ter até ele:
— Desculpe! O
Senhor está todo molhado! Cheguem-se mais para a beira-os dois homens foram
para debaixo de um toldo de um café.
— Quem é o
senhor? E porque é que me chamou? — o homem magro e alto estava com um ar
desconfiado.
— Desculpe estar
a incomodá-lo, mas preciso da sua ajuda. Preciso de uma nota de libra para
apanhar o autocarro, pois já é tarde, hoje é o aniversário da minha mulher e eu
só tenho trocos. O motorista só aceita uma nota de libra.
— Está bem, mas
eu não o conheço e o senhor pode ser um vigarista.
— Não sou não! Em
troca dessa libra, eu ofereço-lhe este novo guarda-chuva, que vale uma nota de
libra.
— Então, em troca
desta libra, eu fico com o seu chapéu de chuva visto que está a chover, o
chapéu é novo e o senhor vai de autocarro e não precisa deste.
— Muito bem,
acordo feito! O homem entregou o chapéu de chuva e o homem alto entregou-lhe a
nota.
— Muito obrigado,
senhor! Já não há muitos homens assim,
hoje em dia. Tenha um resto de um bom dia.
—Obrigado.—
respondeu o homem alto que já tinha o chapéu de chuva aberto.
E lá foi o
homenzinho a correr para mais um pub, após ter enganado mais outra vítima e,
certamente, aquela não ia ser a sua última.
Carolina Gonçalves
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| "E lá foi o homenzinho a correr para mais um pub, após ter enganado mais outra vítima e, certamente, aquela não ia ser a sua última". |
——————————————————————————————————————————
2 de Junho de 2020
Na aula televisiva do dia 12 de Maio, foi abordada a obra de
Luís de Sepúlveda, « A história de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar».
Podemos considerar esta obra um texto fabulístico, que valoriza
os princípios básicos da convivência humana. Nela, estão presentes os valores
como a honra dos compromissos assumidos; o espírito de grupo e amizade; a
integração entre a teoria e a ação; a preservação do ambiente; o respeito pela
diferença e pela vontade da maioria; o saber, a harmonia entre as espécies e os
direitos dos animais.
Como vês, são vários os temas que podemos abordar a partir desta obra:
· amor e amizade;
· companheirismo e cooperação;
· proteção, coragem e responsabilidade;
· lealdade e confiança;
· racismo (igualdade);
· Poluição (defesa do ambiente)
Eis
aqui o trabalho da Ana Mota, aluna nº2 do 8ºB, que considera pertinente que os
valores da Proteção, Coragem e Responsabilidade
se devem aplicar urgentemente à defesa do Meio Ambiente.
Proteção,
Responsabilidade, Coragem
Proteção! Mas o que é proteção?!
Proteção é o ato ou efeito de proteger algo ou alguém, e
isso é coisa que nós não estamos a fazer em relação ao planeta Terra. Nós, a
espécie humana, a espécie “civilizada”, estamos a destruir o nosso habitat. A
maior parte da população mundial não faz reciclagem, usamos os recursos
naturais em excesso e para coisas desnecessárias. A população usa demasiado
plástico. Vocês sabem que cerca de 13
milhões de toneladas de plástico vão para o mar, e que, para evitar isso, nós
podemos utilizar plástico biodegradável, utilizar menos plástico e tentar
recolher o máximo de plástico que conseguirmos. São só apenas três medidas que
podemos adotar. Parte da população está a indiferente à questões ambientais do nosso
planeta, infelizmente! Eu ainda tenho
esperança que, um dia, toda a população vai estar mentalizada e de mangas
arregaçadas para fazer a mudança.
Responsabilidade, responsabilidade é a obrigação de
responder pelas suas ações. O ser humano
não o está a fazer, “como se isso fosse novidade”, o ser humano, na minha
opinião, está a destruir o nosso habitat e ele não assume a sua
responsabilidade.
Coragem é a firmeza, ousadia de estar na frente, sem
receio ou medo. Lamentavelmente, estou convicta de que algumas pessoas têm medo
e receio que algo ou alguém as julgue, mas o que é bom é que ainda há pessoas
com alguma coragem, como a Greta Thumberg, uma grande guerreira que luta pela
proteção do planeta. Ela é uma verdadeira heroína que nos torna mais
conscientes e atentos à preservação do ambiente. Luís de Sepúlveda, através da
sua obra, “ A história da andorinha e do gato que a ensinou a voar”, também nos
chama à atenção para sermos mais humanos e responsáveis.
Ana Mota, nº2, 8ºB
![]() |
| O Ser humano tem de perceber que é apenas mais um ser vivo que habita o Planeta Terra... |
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| "Eu ainda tenho esperança que, um dia, toda a população vai estar mentalizada e de mangas arregaçadas para fazer a mudança". |
3 de Junho de 2020
Eis aqui o trabalho do Adriano Afonso, aluno nº1, do 8ºB, que considera pertinente que os valores da Proteção, Coragem e Responsabilidade se devem aplicar urgentemente à defesa do Meio Ambiente.
Proteção, coragem e responsabilidade
Em momentos difíceis da nossa vida, traumas
vividos anteriormente, e também a situação que vivemos neste momento, acabam
por surgir pequenas palavras que definem, na minha opinião, os tempos difíceis
vividos hoje e, consequentemente, no nosso futuro. Exemplos dessas mesmas
palavras são a proteção, a coragem e a responsabilidade.
Começando pela palavra “proteção”. Esta tem
um significado que nos leva a refletir e interioriza-la. Significa ação ou
efeito de proteger, dar apoio, ajuda, socorro. Também significa o zelo, em
relação a alguém ou algo mais frágil que o próprio. A palavra “coragem”
significa a ausência de medo diante dos riscos ou do perigo, ou seja, uma
pessoa com bravura, valentia. Reflete-se na capacidade de enfrentar algo
moralmente árduo e de ultrapassar uma circunstância difícil. Quanto à palavra
“responsabilidade”, esta significa o dever de se responsabilizar por si próprio,
ou o outro pelas suas ações, assumindo
as suas obrigações. Também significa o
comportamento de uma pessoa sensata, a sensatez.
Palavras como as referidas anteriormente,
refletem, efetivamente, algo que acontece de facto atualmente. Muitos já
mudaram as suas atitudes em relação ao ambiente. Na minha opinião, a palavra
proteção remete para as inúmeras pessoas que procuram diminuir o aquecimento
global e também o efeito de estufa. Estes que são responsáveis pelas alterações
climáticas, além de proteger o ambiente, estão a proteger-se a si próprios. A
palavra coragem retrata milhares de pessoas que mudaram o seu estilo de vida e
os seus hábitos, para tornar o nosso planeta num lugar habitável. Por fim, a
palavra responsabilidade, na minha opinião, é verdadeiramente a mais profunda e
importante, pois, definitivamente, retrata as ações de muita gente que
contribuiu para as mudanças no nosso planeta, porém, ainda há inúmeros sinais
que remetem para a irresponsabilidade de muitos seres humanos que não
contribuíram com a sua parte.
A obra, “ A História de uma
Gaivota e do Gato que a ensinou a Voar”, de Luís de Sepúlveda, onde, na minha
opinião, apesar de ser uma fábula fictícia, estas três palavras, de um certo
modo, demonstram de uma forma clara as ações do gato, ao cuidar tanto da gaivota,
que estava coberta de um material escuro e pegajoso, devido à poluição dos
oceanos. Cuidou também do seu ovo, como a gaivota lhe pediu antes de morrer e,
inclusivamente, ensinou a gaivotinha a voar, coisa muito difícil para um gato.
Gostaria que estas três palavras entrassem no interior de cada um do nós, e que,
posteriormente, pensassemos e agíssemos, de forma mais responsável, protetora e
corajosa,
estes tempos difíceis que se vivem atualmente.
Adriano Afonso, nº1, 8ºB
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A
Rabiscar, Aprendo… a Criar!
Ano letivo 2018/19
Enquanto atividade a ser
desenvolvida com os alunos da Escola EB 2/3 de Cabreiros, esta pautar-se-á pela
obediência a alguns princípios:
- não terá como
intenção formar escritores;
- não terá como
intuito a criação de qualquer meio editorial;
- terá a escrita e a
sua melhoria como fim;
- será um meio dos alunos
transmitirem, segundo os seus princípios, as suas ideias e sentimentos;
- será um meio de
aprendizagem da língua portuguesa, através da constatação do erro na
transmissão de mensagens individuais;
- será um espaço de troca
de experiências em que o gosto pela escrita e pela leitura seja bem marcado.
Neste ano letivo, a dinamização
desta atividade é da responsabilidade das professoras, Ana Maria Dias da Cunha
e Rosa Caldas, que integram a equipa da Biblioteca Escolar Mário Cláudio.
As produções aqui divulgadas
expressam, por conseguinte, de forma lúdica e imaginativa, temas livres bem
como temas proposto mensalmente, passando por diferentes etapas de
aperfeiçoamento, cumprindo-se, assim, os objetivos que também vão de encontro
ao programa e metas curriculares da disciplina de Português.
OUTONO
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Inês Oliveira Machado
Nostalgia daqueles outonos...
Ultimamente, passo dias a olhar pela janela sem saber
o porquê das folhas a cair. Porquê? Mas porquê?
Uma brisa fria passa por mim, mas aquelas cores, o
vermelho, o amarelo, o laranja e o castanho, provocam-me saudades da minha
infância. Parece que foi ontem, parece mesmo! Eu a brincar no meio das folhas,
a atirar-me para o chão fofo e colorido, a ouvir a minha mãe a chamar-me para
ir comer a melhor comida do outono, as castanhas salgadinhas...
Às escondidas da minha mãe, às vezes, colocava as castanhas
na lareira, sem corte, e, vê-las explodir, dava-me uma enorme felicidade!
Divertia-me imenso com esta pequena maldade...
Mas que saudade, que nostalgia, daqueles dias de
outono!
Nº 17- 7º B
A estação que me deu à Luz...
Eu
nasci no outono, a estação do ano que faz lindos tapetes coloridos, quando as
árvores de folha caduca deixam cair docemente as suas folhas.
Fico
triste, sempre que as primeiras chuvas chegam, deixando as folhas meladas
e escorregadias... Gosto mais de vê-las, logo de manhãzinha, a caminho da
escola, cobertas com um leve e frágil manto branco, trazido pelo frio que
transporta com ele as primeiras geadas.
Esta
estação do ano não é das minhas preferidas, pois ela, às vezes, zanga-se, e as
leves brisas transformam-se em ventos muito fortes, que arrastam os tapetes de
folhas coloridas para os canos que transportam a água... Então, fica tudo
entupido e, com as chuvas intensas, se não se limparem, podem causar grandes
inundações.
Eu
amo mesmo é o verão, que me deixa dar grandes mergulhos na praia, na piscina,
no rio... que me permite jogar futebol, sempre que quero e me apetece, sem me
molhar e sentir frio... É, acima de tudo, a estação das férias grandes de que
tanto gosto!
Alexandre Silva - nº1- 6º A
![]() |
| "... quando as árvores de folha caduca deixam cair docemente as suas folhas." |
____________________________________________________
Um outono diferente....
O melhor que o outono me traz é a comemoração dos meus
anos e os da minha mãe! As suas folhas coloridas enfeitam de luz este dia tão
especial.
O tempo, normalmente, começa a ficar carrancudo, pois a
chuva regressa e, às vezes, traz com ela grandes trovões que iluminam a
freguesia de Cabreiros, como uma lâmpada gigante. A chuva até é benéfica, pois
rega os campos ressequidos, contribui para a sobrevivência da terra e para a
purificação do ar.
O que me dá mais felicidade no outono é o regresso às
aulas, pois gosto muito da escola. Só fico triste, porque anoitece mais cedo e
eu já não posso andar de bicicleta, quando terminam as aulas.
Este ano o outono está muito sorridente, pois o sol teima
em espalhar os seus raios dourados. O céu veste-se de um azul esplêndido.
Este outono de 2018 é, sem dúvida, especial!
Daniel Gonçalves
6º A
![]() |
| .... Só fico triste, porque anoitece mais cedo e eu já ão posso andar de bicicleta. |
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Outono?!
Gosto do outono!
É uma estação calma,
fresca e agradável.
Quando brinco e
corro, transpiro menos e respiro melhor.
A agitação e o calor do verão
obrigam-me a transpirar mais, mas não há nada que uns mergulhos na piscina, ou
no rio, não resolvam...
Nos últimos anos, o outono tem
aparecido mais quente que o normal... Confunde-se muito com o verão! Apenas o
colorido das folhas das videiras nos mostram a sua chegada!
Serão os efeitos do Aquecimento Global?
Pedro Micael - 7º A
![]() |
| Apenas o colorido das folhas das videira nos mostram a sua chegada! |
«Borboletas» a voar!
No outono,
caem muitas folhas,
batem fortes chuvas
e apanham-se as uvas!
Com os ventos fortes
são borboletas a voar,
assamos castanhas,
um fruto espetacular!
Já tenho saudades
de brincar com as fohas,
amarelas, esverdeadas,
castanhas e encarnadas...
Foram belos momentos
a brincar com meus amigos
atirávamos para o ar
e elas caíam a balançar!
Ana Beatriz
Ana Beatriz
Nº2
-7º B
S. MARTINHO, NATAL,
ESTÓRIAS E HISTÓRIAS, e OUTRAS TEMÁTICAS AO
GOSTO DOS ALUNOS
![]() |
| O novembro traz o S. Martinho, e o dezembro
transporta com ele a brancura da neve, a magia das estórias e histórias de Natal... e todas as temáticas que os alunos acharem pertinentes... |
S. Martinho na Escola de Cabreiros
A nossa escola, todos os anos letivos, abre as portas a
toda a comunidade, para se festejar o dia de S. Martinho. As
Diretoras de Turma e todas as turmas de todos os anos de escolaridade, desde o
Jardim de Infância ao 9º ano, andam num rodopio a preparar esta festa
grandiosa!
A nossa turma, este ano, tinha uma banca com inúmeros
produtos: vegetais, bolos, bolachas, flores, compotas... Vendemos tudo! Tivemos
de fazer cinco turnos de quatro pessoas. Eu fiz parte do segundo turno e gostei
muito de negociar os nossos produtos.
Apesar do mau tempo, havia muitas pessoas e notou-se
muita alegria no ar.
Quando tudo terminou, arrumamos tudo e fomos para casa muito felizes.
Foi, sem dúvida, um dia muito gratificante, pois verificou-se muita interação social.
Foi, sem dúvida, um dia muito gratificante, pois verificou-se muita interação social.
Gonçalo Araújo nº 8 – 6º A
Estórias de mim e do meu quarto
O meu quarto todos os dias passa por situações diferentes, coitado! Nos
dias em que estou contente, ele é um conto de fadas, que me leva para o mundo
da fantasia, e tudo é paz e equilíbrio.
Quando estou triste, ele parece o oceano Atlântico, de tantas lágrimas
que caem do meu rosto.
Raramente fico furiosa, mas, quando fico, pareço o furacão Leslie que
leva tudo a frente! Nesses dias, o meu quarto transforma-se num caos,
desarrumado como eu!
No meu quarto, eu sinto-me bem! Nele, sinto um terno aconchego, porque
me reencontro com os meus pequenos bens que me fazem feliz. Ele tem a cor das
nuvens e do céu, tem prateleiras onde organizo os meus Natais, com fotos e
recordações, uma cama onde eu posso descansar, uma secretária, às vezes
desorganizada como eu, onde posso estudar! O melhor bem é a televisão onde eu vejo os meus filmes de
Natal, que são todos tão lindos e com mensagens de amor e solidariedade que me
enternecem muitíssimo!
O meu quarto é o meu reflexo, pois mostra a minha forma de ser, de
pensar, de estar e de sentir.
Matilde 7ºE
"Ele tem a cor das
nuvens e do céu"...
Nota:
Preocupados com o Aquecimento Global, os alunos do 7º ano, das turmas A, B e E, escrevem uma carta ao Ministro do Ambiente.
Esta produção escrita resultou de um diálogo interativo com os alunos que, orientados pela professora de português, iam tirando conclusões, registando-as no quadro.
Deste modo, consolidaram conteúdos relacionados com esta tipologia textual.
Cabreiros,
20 de novembro de 2018
Exmo Srº
Ministro
do Ambiente,
Antes de mais, os nossos
respeitosos cumprimentos.
Somos alunos da Escola EB 2,3 de
Cabreiros, frequentamos o 7º Ano e integramos a turma B.
O que nos traz junto de Vª Exª é a
nossa grande preocupação com o aquecimento global. Como Vª Exª sabe, este é um
problema enorme que afeta toda a biodiversidade. Na Antártida, há grandes
blocos de gelo que se desintegram a um ritmo alarmante. Os ursos polares estão
a ficar sem habitat. O degelo causa grandes inundações e, provavelmente, os
oceanos aumentarão e as consequências poderão ser fatais para muitos humanos
que também ficarão sem casa.
Com este exemplo, vimos junto de
Vª Exª pedir que, como Ministro do Ambiente, reforce as leis que se prendem com
a reutilização, reciclagem e renovação de materiais. É importante, também,
reforçar a lei do reflorestamento e, se possível, com árvores autóctones como o
carvalho e o castanheiro que fazem florestas lindíssimas.
Nós queremos deixar um mundo
melhor aos nossos filhos. Queremos, também, que eles tenham a oportunidade de
observar a beleza da natureza: rios de água límpida, florestas de árvores
autóctones, animais selvagens e saudáveis, ar puro e respirável...
Como Vª Exª pode observar
através dos exemplos atrás referidos, o mundo está cada vez pior e precisa
imenso da colaboração de todos os Ministros do Ambiente que, junto dos seus
governos, arranjem medidas para reverter esta tragédia.
Contamos com a ajuda de Vª Exª e
temos a certeza que, todos juntos, faremos a mudança.
Não tendo mais nada a acrescentar,
despedimo-nos de Vª Exª com toda a consideração e estima.
Gratos pela compreensão.
Atenciosamente
A turma B do 7ºano
![]() |
| (...) reforçar a lei do reflorestamento e, se possível, com árvores autóctones... |
![]() |
| como o carvalho e o castanheiro que fazem as florestas lindíssimas. |
Não há nada como...
PORTUGAL!
A sério
que ousam comparar
Um país
qualquer
Com o
meu querido Portugal?
Não há
cá comparações,
Mas sim
grandes distinções!
Somos
pequenos, mas grandiosos
Sentados
à beira mar,
sonhamos
longos horizontes!
Somos um
cantinho,
« à
beira mar plantado»,
muito
antigo e bem sustentado!
A nossa
língua, difícil mas bonita,
Deriva
da língua do povo Romano,
Chama-se
Latim e é de uma beleza sem fim!
O nosso
clima é muito agradável,
E faz
ciúmes a toda a gente...
Por não
terem um país comparável...
Inês Oliveira
7ºB
7ºB
( Foto tirada da Net)
Veneza, 5 de abril de 1457
Meu Caro amigo Averardo
Antes de mais, os meus sinceros cumprimentos.
Sou o teu amigo mercador de Veneza e venho, por este
meio, apresentar-te o homem que te entrega esta carta, pois preciso da tua
colaboração, para que ele consiga cumprir o seu grande objetivo: chegar à
sua casa, se possível, na véspera de Natal.
Ele é um cavaleiro dinamarquês, que eu tive o privilégio
de conhecer numa peregrinação à Terra Santa. Ele passou a noite de Natal a
rezar na gruta onde Jesus nasceu. No regresso à sua terra, depois de um
contratempo, convidei-o a ficar em Veneza. Hospedei-o na minha casa com
todo o gosto. É quase impossível não reparar nele. É um homem muito curioso,
destemido, muito generoso, respeitador, simpático, cumpridor da sua palavra e
um homem cheio de fé e esperança. O cavalo que lhe ofereci também precisa de
descansar, e uma paragem em Florença é o ideal para ambos.
Peço-te, por favor, que o recebas na tua casa e que lhe
proporciones o descanso merecido. Tenho a certeza que vais ficar surpreendido
com a sua sede de sabedoria. A tua casa é o local ideal para ele satisfazer
essa sede.
Despeço-me com toda a consideração e estima e prometo
que, logo que possa, irei fazer-te uma visita para matar as grandes saudades.
Um grande abraço do teu sempre amigo.
Mercador de Veneza
Post-Scriptum (P.S.) Por favor,
ajuda o meu amigo a cumprir com a sua palavra ( Passar o Natal com a sua
família, na sua clareira de bétulas, na Dinamarca!)
![]() | ||
| " ....Ajuda-o a passar o Natal na sua clareira de bétulas, na Dinamarca" |
João Loureiro e Raquel - 7º A
Flühli ( Suíça)
Fluhli, um lugar montanhoso
e vivo, com o apito dos combóios de manhã, os pássaros a chilrear e os esquilos
a trepar árvores e em luta por uma deliciosa avelã.
Vivi lá quatro anos! Não
percebia o que os vizinhos falavam. Os meus únicos amigos eram os meus pais e o
Flávio que brincava comigo.
Aquele lugar, no inverno,
ficava coberto de neve, mas eu não ligava nada. De manhã, aos fins de semana,
viam-se as cranças a sair das suas casas para esquiar, fazer bonecos de neve e tentar
acertar com avelãs nos esquilos.
Na primavera, ficava tudo
verdinho. As flores, os morangos e as groselhas cresciam, e nós íamos apanhá-los e comíamos sempre, mesmo durante o verão. Até que o outono chegava e
estragava tudo. Mas não era tão mau assim. Ele trazia também coisas boas, como
ficar em casa a comer bolachas e a beber chocolate quente. Fora de casa, era
tudo laranja, amarelo, vermelho e castanho.
Depois, voltava o cinzento,
o frio e o branco da neve que enfeitava o inverno.
Ai! Que saudades tenho
daqueles tempos!
João Loureiro 7º A
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| "... Depois voltava o cinzento , o frio e o branco da neve que enfeitava o inverno" |
O Natal está a chegar!
Falta pouco p´ró Natal
É a hora do pinheiro montar
Ouvir o sino tocar
E ver os gatos com as bolas brincar!
Estes quinze dias
São antecedentes à festa
Uma festa para as famílias
Não há nenhuma como Esta!
Lourenço, nº16- 6º A
Lourenço, nº16- 6º A
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| foto retirada da Net. |
O dia de Natal
É Natal
Sinos a tocar
Famílias a festejar
E os coros a cantar!
Os doces vamos comer
E os presentes abrir
Memórias fazer
E ver crianças sorrir!
2019
Ano Novo vida Nova...
2018 já passou
mais um ano vem aí
toda a família se juntou
para nos fazer sorrir!
Agora vão voltar as aulas
as férias estão a acabar
vamo-nos preparar
para mais um ano enfrentar!
Lourenço, nº16- 6º A
Lourenço, nº16- 6º A
No âmbito do PNL, 1º Concurso Interno e em articulção com a Biblioteca Escolar, foi trabalhado o conto, " O Cavaleiro da Dinamarca", de Sofhia de Mello Breyner. Os alunos do 7º ano «viveram» grandes
aventuras ao lado deste cavaleiro que se deslocou da Dinamarca à Terra Santa,
para cumprir uma promessa.
A viagem de regresso foi emocionante, porém, com alguns contratempos.
Por pouco, não conseguia chegar a tempo a casa, no Natal seguinte, como tinha prometido à sua mulher, filhos e empregados.
A viagem de regresso foi emocionante, porém, com alguns contratempos.
Por pouco, não conseguia chegar a tempo a casa, no Natal seguinte, como tinha prometido à sua mulher, filhos e empregados.
O
que é certo é que, com muita pesistência, coragem e um « milagre», conseguiu...
O
narrador não «mostrou» o reencontro com a família, todavia os alunos
imaginaram-no...
Eis
aqui um possível reencontro, imaginado pelo Adriano, nº1, da turma B.
Tudo acaba bem, quando há persistência!
Quando
o cavaleiro chega a casa, vê a sua esposa derretida em lágrimas de alegria, os
empregados com um sorriso enorme e os filhos a saltar de emoção. Entre
lágrimas e soluços, a sua esposa, finalmente, consegue articular algumas
palavras:
- Até que enfim, chegaste, meu cavaleiro, meu marido! Depois de tanto tempo à tua espera, rezando e chorando, te encontro novamente. Por fora, podes estar diferente, mas o teu interior está o mesmo, querido e bondoso.
- Os teus filhos caíram em lágrimas, pensando que nunca mais irias voltar. Além disso, os teus empregados rezaram dia e noite, pensando que virias de boa saúde. Até colocaram na tua poltrona favorita um belíssimo ramo de flores.
O cavaleiro, quase a cair em lágrimas, sentou-se à mesa com todos os seus familiares reunidos, jantou as suas tradicionais comidas e contou histórias e estórias da sua viagem.
Assim foi a sua ceia, cheia de emoções, presentes e sobretudo muito amor.
- Até que enfim, chegaste, meu cavaleiro, meu marido! Depois de tanto tempo à tua espera, rezando e chorando, te encontro novamente. Por fora, podes estar diferente, mas o teu interior está o mesmo, querido e bondoso.
- Os teus filhos caíram em lágrimas, pensando que nunca mais irias voltar. Além disso, os teus empregados rezaram dia e noite, pensando que virias de boa saúde. Até colocaram na tua poltrona favorita um belíssimo ramo de flores.
O cavaleiro, quase a cair em lágrimas, sentou-se à mesa com todos os seus familiares reunidos, jantou as suas tradicionais comidas e contou histórias e estórias da sua viagem.
Assim foi a sua ceia, cheia de emoções, presentes e sobretudo muito amor.
Adriano, nº 1- 7º B
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| "Porque os Anjos do Natal a tinham enfeitadocom dezenas de pequeninas estrelas para guiar o Cavaleiro" |
Finalmente a chegada a casa...
O cavaleiro, finalmente, chegou a
casa. Estava com lágrimas nos olhos, e a sua família, os seus amigos e os seus
criados, depois do espanto inicial, ficaram felicíssimos, quando o viram.. Eles
já tinham começado a ceia de Natal. Estava a ser triste, pois não tinham notícias,
absolutamente nenhumas, dele e pensavam que ele tinha morrido. Mas, com o
milagre de Natal que o guiou, este, agora, seria um Natal especial.
Já à mesa, o cavaleiro começou a
contar as histórias que lhe contaram, a de Vanina e Guidobaldo, Dante e Beatriz,
Tristão e Isolda e a trágica história de
Pêro Dias.
Também contou os pormenores das
paisagens da Palestina, , Veneza, Florença, Génova, Flandres, Antuépia...
Durou dias e dias a contar.
Finalmente, tudo estava bem, devido
ao espírito e magia de Natal.
A Alegria do Reencontro
O “nosso”
amigo cavaleiro, depois de ter enfrentado ursos, lobos e uma enorme quantidade
de neve que cobria a sua floresta,
graças a um milagre, chegou à sua casa.
Lá, encontrou a sua família triste que, infelizmente, já pensava que ele tinha
morrido. Quando o viram, os seus corações saltaram do peito e abraçaram-no
demoradamente... A seguir, o cavaleiro tomou um banho bem quente e vestiu-se a
rigor para festejar o Natal com a sua família. Comeram todas as iguarias
típicas desta época natalícia e beberam cerveja com mel.
No final, com os seus corações a saltar de afeto e de
alegria, dançaram e cantaram com os seus criados e amigos. Foi uma festa
iluminada como um pôr-do-sol!
Nunca o
cavaleiro se sentira tão acolhido e aconchegado como nessa ceia.
No final da
festa, pôs-se a contar a suas grandes aventuras, cuja narração durou até ao nascer do dia.
Ana Beatriz , nº2, 7º
B
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"Então a treva
encheu-se de pequenos pontos avermelhados e vivos. Eram os olhos dos lobos".
"Mais adiante ouviu-se
o ronco de um urso".
|
Ainda no âmbito do PNL, com o estudo da obra, " O Cavaleiro da Dinamarca", de Sophia de Mello Breyner, eis aqui um possível desfecho, imaginado pelo Francisco do 7º B, dado que a ação, quanto à delimitação, é aberta...
Enquanto
há vida, há Esperança!
Quando o cavaleiro já não tinha
esperança de sobreviver naquela floresta, pálida e gelada, avistou uma pequena
claridade que achou ser a fogueira de um lenhador que também se havia perdido.
Cavalgou, cavalgou, sempre a seguir a claridade. Quando estava perto da luz,
reparou que não era uma fogueira, mas sim o grande abeto escuro, iluminado
pelos anjos. Então, o cavaleiro ficou feliz e soube que podia voltar a
relembrar os bons e belos Natais em família que eram cheios de amor.
A sua família, já sentada à mesa,
rezava a Deus para que não acontecesse nada de mal ao cavaleiro, pois todos
gostavam muito dele.
— Pai nosso que estais no céu,
santificado seja o vosso nome... — rezava toda a família.
Então, o cavaleiro abriu a porta
e juntou-se a eles rezando:
— Assim como nós perdoamos a quem
nos tem ofendido... — continuava ele.
Com estas palavras, todos pararam
de rezar olharam pasmados para ele, não acreditando que o mesmo estava ali.
— Família!!!—dizia o cavaleiro a correr de
braços abertos pronto para os abraçar.
— Não acredito, és mesmo tu?! Tu
chegaste a tempo!!!— dizia a mulher do cavaleiro que, até ali, achava que tudo
era um sonho.
O cavaleiro olhou à volta e
reparou que estava tudo polido, encerado, enfeitado e, na mesa, até havia um
lugar para ele.
—Vejo que não se esqueceram de
mim! declarou o cavaleiro, sorrindo...
— Vocês
são a melhor família que alguém pode ter.
— Vem,
junta-te a nós, pai, queremos recordar os bons Natais e, talvez, possas
contar-nos a viagem— pediam os filhos, arrastando a cadeira do cavaleiro para
trás.
E,
assim, a noite mais longa de todas, cumpriu seu destino! Já o sol se
levantava, naquele dia gélido, mas cheio de calor humano, quando o cavaleiro
acabou de contar as suas aventuras.
É caso para dizer... A Esperança
é mesmo o último sentimento que morre!
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| (...) reparou que não era uma fogueira, mas sim o grande abeto escuro, iluminado pelos anjos. |
Depois de trabalhadas as características do Diário, nas turmas do 7º Ano, pediu-se aos alunos que elaborassem uma página...
Eis aqui uma da Leonor do 7º E.
25 de Novembro de 2018
Querido diário,
Todos os dias me aturas com diferentes dramas - desgostos
de amor, chatices na escola... enfim...
Também carregas
contigo muitas das minhas felicidades, mas, hoje, não sei se estou bem ou se
estou mal, se hei de chorar ou se rir... Na verdade, neste momento, estou
a escrever-te deitada numa cama de hospital, sem saber o que fazer....
O meu sonho está cada vez mais longe de se realizar! Vou
dar-te uma pista - o meu sonho, sim, são
os cavalos!... Foi, com eles, que passei parte da minha vida, mas também
foi um deles que me pôs aqui, sem poder andar e preocupada, se vou conseguir
ter uma vida normal, como todos os outros, e se vou continuar a poder praticar
o desporto que eu mais gosto, hipismo!...
Mas, uma coisa é certa, nunca vou desistir... por causa de uma só queda! Sou um ser humano, nasci para ter dias bons e
dias maus, por isso vou lutar sempre e vou cair as vezes que forem precisas
para me tornar mais forte...
Fica com esta minha Esperança e continua a dar-me forças!
Beijos da tua Leonor
A Magia da Música
-->
A música é uma paixão
Que faz bem à alma
Traz harmonia ao coração
E nos proporcina calma.
A música traz ritmo
À nossa canção
Traz alegria para dentro de nós
E também muita emoção.
Às vezes faz sorrir
Outras faz chorar
Também nos faz rir
E estimula-nos a dançar.
A música toca-me
No fundo do coração
Liberta-me dos medos
É a minha grande paixão.
De « Dancing Quee»
A « Mamma Mia»
Os ABBA dão-me alegria
E animam noite e dia.
Mariana Teles
6º A nº 19
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| Foto tirada na Net |
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| Foto tirada em Trinidad - CUBA |
O Mundo é tão Belo!...
Se o mundo é tão belo, custa imenso acreditar
que, com guerra e sangue, a PAZ irá reinar!
Se o mundo é tão belo, é assim tão difícil «crescer»?
Saber que, por entre terras e ilhas,
há crianças a morrer...
Se o mundo é tão belo,
Por que razão o dinheiro faz enlouquecer?
Será por medo de não se conseguir sobreviver?
O mundo é belo, sim!
Quem não é belo é quem o torna ruim!
Íris Andrade, nº7
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É difícil encontrá-la - mas quem consegue descobre tudo".
Charles Chaplin
|
29 de janeiro de 2019
Querido Diário,
Hoje, gostaria de te falar de um assunto que me deixou e deixa muito triste!...
Há dias, em que está tudo bem, mas há outros que são um tormento!
Vou falar-te do que aconteceu... Hoje, fiquei muito triste, quando soube que
uma das minhas melhores amigas me excluiu de um grupo que fizemos para um
trabalho, e essa atitude deixou-me super revoltada!...
Por vezes, tratam-me como se eu fosse uma desconhecida!... Essa indiferança
causa-me uma profunda tristeza, porque somos todos colegas da mesma escola e
devemos ser mais solidários e amigos.
Também entendo que, com as minhas atitudes, elas não compreendam a minha forma
de pensar!... Por essa razão, a culpa não será só delas e acho que até
poderemos ser grandes amigas...
Para que a nossa camaradagem seja boa e se transforme numa sólida amizade, vou
tentar falar com elas e explicar-lhes a minha maneira de ser e de sentir....
Todos sabemos que somos diferentes, mas, no fundo, somos iguais naquilo que
todos buscamos nesta vida: paz, amizade, amor, afeto, saúde, felicidade...
enfim....
Por hoje é tudo, meu querido amigo.
Um grande beijo da tua Raquel!
Raquel Cardoso, nº20, 7º A
Numa casa totalmente normal, um rapaz
e sua irmã viviam uma vida especial.
O rapaz podia voar e tinha um arco
com uma espada na ponta. A irmã não tinha nada de especial, e isso enervava-a, porém amava-o como irmão, independentemente desse pequeno ciúme.
Num dia de primavera, eles sairam de
casa, e a irmã encontrou uma pedra bonita, que fez questão de guardar.
Cada dia que passava, a pedra exercia na irmã um poder tão estranho
que a controlava, ao ponto de ela ficar com a ideia parva de que o irmão lha ia
roubar. Essa ideia depressa se tornou numa obsessão, que a levou ao extremo de
não comer, nem beber. Os pais também disseram que aquele objeto mágico não
deixava qualquer pessoa se aproximar de quem era controlado por ele.
Um dia, o seu herói, o irmão, foi ao quarto da irmã, todavia, quando ele entrou, ela já tinha
escapado de casa. Ele foi à sua procura, percorrendo todos os ceús e encontrou
uma gruta. Dentro, estava a sua irmã, com a pedra na mão esquerda, mas também
com uma faca na outra mão, expressando um ar de assassina.
Então, saltou sobre o seu irmão, com
a finalidade de o matar. Ele combateu, sem a intenção de a matar, pois só lhe
queria mesmo destruir a pedra malvada.
No momento mais importante da luta,
ele atirou-lhe uma flecha, primeiro na faca e, depois, na pedra.
Depois de atirar a pedra ao mar, o
irmão levou a irmã para casa, para a curar e acabar com o sofrimento de toda a
família, especialmente do sofrimento do seu herói, o irmão.
Tudo voltou à normalidade, e estes
dois irmãos nunca mais tiveram «pedras tentadoras» a criar obstáculos nos seus
caminhos! Tudo voltou a ser especial, felizmente.
David Carvalho Barbosa, nº4- 7º C
David Carvalho Barbosa, nº4- 7º C
Depois de atirar a pedra ao mar o irmão levou a irmã para casa (...) e acabar com o sofrimento de toda a família, especialmente do seu herói, o irmão.
Um comentário do
conto de Teolinda Gersão, "Avó e neto contra vento e areia".
LAÇOS DE TERNURA
Ao longo da leitura deste simples e belíssimo conto, para
além do grande amor e ternura que une as personagens principais, reparei que o neto respeita imenso a avó,
sobretudo os seus medos, facto que fortalece ainda mais a relação entre eles.
Fiquei triste, quando a avó, angustiada e aflita,
devido à confusão gerada pelo vento e areia que, de repente, se levantou e os
desorientou, relembra um episódio muito triste, passado num hospital
labiríntico, a perda de uma criança. Neste momento, parei nesse tempo a pensar
na dor que ela terá sentido.
Mal o narrador volta ao presente, fiquei feliz novamente,
quando o cão do Sr. Lourenço aparece subitamente. O neto, que até ali não
conseguia caminhar, porque lhe doía o pé, começou a correr como um louco em
direção a ele. A avó ficou mais calma e
sorridente, pois sabia que o animal salvador os levaria ao café do Sr. Lourenço.
Já no café, enquanto tomavam bebidas quentes, olhavam
pela janela a praia deserta, cujo vento, causador de toda a instabilidade, estava agora a
serenar.
Com este conto vivi emoções e, em certos momentos da ação, tentei ser um anjo protetor do neto e da avó, personagens merecedoras de um final feliz.
Com este conto vivi emoções e, em certos momentos da ação, tentei ser um anjo protetor do neto e da avó, personagens merecedoras de um final feliz.
Lara Martins, 7ºB
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| " Tinham ido à praia, porque estava uma manhã bonita (...) ir à praia com a avó era uma das melhores coisas que lhe podiam acontecer nos dias livres (...)" |
Um grande sonho
Xande e seu melhor
amigo tinham o sonho de ser tornarem pintores e escritores: Alexandre escrevia
e Snoop pintava, mas havia um pequeno problema: eles tinham apenas sete anos e
seus sonhos eram maiores do que eles próprios! Sonhavam a todo o tempo, até no
meio das aulas, o que fazia com que a professora Ana Bela ficasse
estrondosamente brava e berrava o mais alto possível:
—Meninos, prestem atenção!!!
Eles assustavam-se e ficavam com medo da professora, porém,
depois, começavam a sonhar novamente.
Quando acabavam as aulas, nem se lembravam qual era o trabalho de casa, porque
estavam sempre no mundo da lua! A mãe de Snoop dizia sempre aos dois e o pai de
Xande concordava:
— Vocês já são bem crescidinhos, deviam prestar mais atenção!
Da próxima vez que esquecerem o trabalho de casa, não ligo à mãe de Mariza!
O Pai de Snoop, tranquilo, dizia:
— Deixem os meninos, deixem-nos sonhar! Além disso, a
imaginação é para isso!
No dia seguinte, os dois não se lembravam do trabalho de
casa mais uma vez! A mãe de Snoop e o pai de Alexandre ficaram furiosos. A mãe
de Snoop não ligou para a mãe de Mariza, mas o pai de Snoop ligou e
responderam-lhe que não havia nenhum trabalho de casa. Então, o pai de Snoop teve
uma brilhante ideia, dizendo:
— Já sei! Meninos, o que me dizem de pensarem no vosso
futuro... sei que vocês têm um grande sonho e sei que esse sonho é importante
para vocês. Pensei em ajudar-vos em tornarem-se bons pintores e escritores,
mas, para isso, vocês têm de prestar mais atenção às aulas, pois elas podem ajudar-vos
bastante. Os meninos, felizes e animados com o que ouviram, disseram:
—
Viva! Viva! Viva!
A partir daquele dia, eles começaram a prestar mais atenção
às aulas e, sempre que não havia trabalho de casa, ou TPC, como gostavam de
chamar, iam sempre ao encontro do Srº Claúdio, o pai de Snoop e, lá, eles
colocavam as suas ideias a funcionar, escreviam e ilustravam muitas histórias
que eram levadas, no dia seguinte, para a professora, que se espantava com a
imaginação e a criatividade dos dois.
Quando as férias do Natal chegaram, a professora pediu ao
Alexandre que escrevesse uma boa história e Snoop a ilustrasse, para um
concurso de criatividade. Disse-lhes que, se eles quisessem, os iria ajudar a
publicar essa história. Os meninos ficaram muito alegres, pois seria a
realização de um dos seus sonhos.
No primeiro dia de férias, eles já haviam começado a
imaginar o que iriam colocar na história e sabiam que o nome da personagem
principal seria Gigi, que viveria com a irmã e a sua querida mãe. A ação iria
decorrer na época natalícia e o título da história seria « O Natal de Gigi».
Após três dias, a história ficou pronta e havia ficado
assim:
« Gigi acreditava que era órfã de mãe e pai. Ela vivia com a
sua tia, irmã de sua mãe. Sua tia era muito boa para com ela, mas o seu marido
não gostava nem um pouco de crianças.
Gigi descobriu que seu tio tinha alguma coisa a ver com a
repentina morte de seus pais, pois ele era um homem muito ganancioso e queria
ficar com todas as riquezas de sua família.
Quando Gigi olhava para o céu, via uma estrela cadente e,
imediatamente, fazia um pedido com todo o seu coração:
— Desejo que os meus pais voltem, pois e amo-os muito e
sinto muita falta deles.
Alguns dias depois, era véspera de Natal e Gigi estava muito
triste. De repente, ela ouve barulhos e logo batidas na porta. Ouvindo, sua tia
abre-a e elas quase caem de costas, devido ao susto que apanharam! Estavam ali
os seus pais, junto dos polícias que os resgataram do cativeiro onde eles
estavam trancados há três anos.
Gigi sai correndo ao encontro deles e dá-lhes um grande
abraço, dizendo:
— Que saudades!!! Senti tanta falte de vocês! Amo-os tanto!
A sua tia também foi dar um grande abraço na sua querida
irmã e disse:
— Estou tão feliz por saber que estão vivos e bem.
Seu tio, assustado, tenta fugir pela portas dos fundos, mas
é apanhado por um polícia que estava à sua espera nos fundos.
Ele é preso por ter sido o mandante do sequestro do casal
Tait e ficou preso por muitos anos.
Gigi e a tia ligaram as luzes de Natal e, felizes,
juntaram-se à mesa de jantar.
A partir daí, foram todos muito felizes!»
Depois das férias, eles participaram no concurso e,
espantadas com os resultados, a professora ajudou-os a publicar o livro que vendeu
um milhão de exemplares.
E, até hoje, não se acredita que essa linda história foi
escrita e ilustrada por crianças de apenas sete anos.
Maria Luíza, nº12 e
Soraia Cruz, nº 18- 6º D
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| " E, até hoje, não se acredita que essa linda história foi escrita e ilustrada por crianças de apenas sete anos". |
segunda-feira, 25 de março de 2019
"A tarefa do professor é preparar motivações para atividades culturais, num ambiente previamente organizado, e depois abster -se de interferir“
Maria Montessori
Visita de Estudo ao Porto- 6º D
Olá, sou a Sara Carvalho do 6º D,
da Escola Básica de Braga Oeste, e vou contar-vos como decorreu a nossa visita
de estudo, no dia 20 de fevereiro de 2019. Então, aqui vai!
No dia anterior da nossa grande
visita de estudo, toda a nossa turma já estava muito ansiosa pois: «Aleluia... temos uma folga da nossa escola na semana!»
Quando eu cheguei a casa, depois
de um longo dia, comecei a preparar tudo o que era necessário. No grande dia,
ou seja, 20 de fevereiro, entrámos na camioneta perto das 8:45 e logo partimos
para o Porto. A viagem não foi tão longa como pensava, e eu sempre a ouvir
música que ficava no ouvido.
Mais tarde, chegámos
no planetário e tivemos de esperar, mas logo, logo fomos.
Na primeira palestra, estivemos a falar sobre o sol, ou seja, da grande importância da nossa "luz". Já noutra sala, conversamos mais sobre o que nos rodeia, e preenchemos algumas das fichas que exigiam. Algum tempo depois, todo o 6º ano se deitou naquelas confortáveis cadeiras, numa espécie de círculo, onde vimos a projeção de várias coisas como por exemplo: a poluição luminosa (que está a retirar a verdadeira escuridão) – e, quando as imagens em 3D aumentavam naquela estranha e redonda sala dava alguma aflição. Depois de tão cativante sessão, saímos e fomos diretos para a camioneta e eu, claro, como sempre ao lado da Mafalda.
Na primeira palestra, estivemos a falar sobre o sol, ou seja, da grande importância da nossa "luz". Já noutra sala, conversamos mais sobre o que nos rodeia, e preenchemos algumas das fichas que exigiam. Algum tempo depois, todo o 6º ano se deitou naquelas confortáveis cadeiras, numa espécie de círculo, onde vimos a projeção de várias coisas como por exemplo: a poluição luminosa (que está a retirar a verdadeira escuridão) – e, quando as imagens em 3D aumentavam naquela estranha e redonda sala dava alguma aflição. Depois de tão cativante sessão, saímos e fomos diretos para a camioneta e eu, claro, como sempre ao lado da Mafalda.
| Na primeira palestra, estivemos a falar sobre o sol, ou seja, da grande importância da nossa "luz" . |
| Já noutra sala, conversamos mais sobre o que nos rodeia... |
| e preenchemos algumas das fichas que nos exigiam. |
Cerca das 12:30 já estávamos a comer as nossas doçuras e demais delícias no Parque da Cidade do Porto. Na mesa em que eu estava tudo se partilhou: batatas fritas, rissóis, panados, enfim...
Depois de apreciarmos o almoço, a
nossa turma foi para o campo de futebol, mas não durou muito tempo. Já quase na
saída deste frondoso parque, tentei comprar um gelado, mas eram um pouco caros,
e já estava tudo pronto para irmos ter à próxima paragem, o teatro.
Às 15:00 horas entrámos no teatro de Sá da Bandeira. A peça «As aventuras de Ulisses» foi bastante engraçada e o bom era que eu conseguia ver bastante bem para o palco. Apesar de ser um pouco diferente da peça que lemos, nas aulas de Português, até foi bem interessante.
Às 15:00 horas entrámos no teatro de Sá da Bandeira. A peça «As aventuras de Ulisses» foi bastante engraçada e o bom era que eu conseguia ver bastante bem para o palco. Apesar de ser um pouco diferente da peça que lemos, nas aulas de Português, até foi bem interessante.
No final, não sei se deram um " kiss, kiss", mas ... Foi uma confusão para sair, pois eram imensos alunos, de inúmeras escolas, e depois de um minuto ou outro finalmente conseguimos. A nossa última paragem era Braga Cabreiros, a nossa terra.
Em conclusão, a nossa visita de
estudo foi muito divertida e pedagógica, apesar de eu não apreciar a 1ª parte
do planetário, tudo correu muito bem! Foi um dia memorável!
Sara Oliveira carvalho-6º D
29 de abril de 2019
No âmbito da leitura orientada do
poema, “ Urgentemente”, de Eugénio de Andrade, na aula de Reforço Curricular
de Português, a professora responsável, Ana Maria Cunha, propôs aos alunos que lembrassem outras urgências, para além do Amor. Todos deram as suas sugestões,
tendo a maioria optado pela urgência do ato de ESTUDAR, tendo-se concluído que só através do
conhecimento é que o Ser humano se “Liberta”…
"Recriando" o poema de Eugénio de
Andrade, inventando novas urgências...
Sonhando
e estudando!
É
urgente estudar.
É
urgente os livros abraçar.
É
urgente destruir certas palavras,
preguiça,
malandrice e "online",
alguns
pensamentos
muitas
distrações.
É
urgente aumentar o sonho
multiplicar
a concentração, a atenção,
é
urgente descobrir mais sabedoria
e
aumentar o conhecimento.
Cai
o silêncio na sala de aula e os alunos
bocejam,
até doer.
É
urgente estudar, é urgente
aprender!
Dinis, Eva, Diana, Diana
Rodrigues,
Helena
Alunos - do 7º B
Alunos - do 7º B
Na aula de Reforço Curricular
Fotos retiradas da net.![]() |
| É este ódio destruidor que rasga e separa corações! |
![]() |
| É Preciso mudar a Rota... |
Eis
mais uma urgência, desta vez relacionada com o Meio Ambiente...
Urgentemente
É urgente reciclar.
É urgente com o plástico acabar.
É urgente destruir certas
palavras
desflorestação, incêndios, marés
negras
alguns descuidos
muitas maldades!
É urgente parar a poluição,
multiplicar ambientes saudáveis,
águas limpas
é urgente limpar
praias, rios e matas
e reflorestar áreas ardidas.
O dia acorda, o fumo sai das
fábricas
e contamina o ar, até doer.
É urgente MUDAR o mundo, é
urgente
algo fazer!
Letícia, 7º E
![]() |
| "É urgente algo fazer"! |
__________________________________________________________________________________
O João Miguel Dias do 6º D presta homenagem ao valor dos livros...
O meu livro amigo
Os livros têm informação
Trazem-nos diversão
Têm muitas imagens
Que podem ser paisagens
Também várias cores
Que podem representar dores e amores...
Dão-nos outra perspetiva, mais imaginativa
E podem ser de romance
Ou de muito suspense
São bastante interessantes
Mas podem ser entediantes!
João Miguel Silva Dias-
6º D
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| "São bastante interessantes" |
![]() |
| "Mas podem se entediantes"! _______________________________________________________________________________________________________
No âmbito do estudo do texto dramático, «
Leandro, rei da Helíria», de Alice Vieira, foi sugerido aos alunos do 7º B que
se colocassem no lugar do Bobo e imaginassem uma carta que ele escreveu aos
pais, no dia em que o Rei teve um sonho premonitório...
Eis, então, uma das cartas...
Esta é do Adriano, nº1-7ºB
Helíria, 20 de maio de 1743
Queridos
pais,
Queria desabafar um pouco convosco, pois o stress,
o choro, o riso, as punições... Já é demais para mim!
Acho melhor demitir-me e tornar-me no pobre camponês que
ninguém conhece! Mas, por outro lado, passo bons momentos aqui no castelo do
reino da Helíria... jantares, banquetes... Resumindo, aqui, vive a mais bela,
encantadora, simpática e amável princesa... a Violeta! Ela é um doce em pessoa!
Quem me dera ser como ela... sonhar, ser respeitada, viver a vida ao máximo,
comer como se fosse um rei, ouvir histórias e estórias, não ser torturado,
espancado e andar de um lado para o outro: ou é porque uma chora, porque não
dormiu o sono da beleza, ou é porque não sabe o que vestir.
Ando mesmo muito desorientado, e o Rei Leandro dá-me
muitas preocupações! Está a ficar velhinho e as suas filhas, Hortênsia e
Amarílis, são malvadas. Preparam-se para o tramar... Eu sou Bobo, mas não sou
burro...
Amo-vos muito, meus pais, e obrigado por me apoiarem nos
bons e maus momentos.
Espero uma resposta.
Beijinhos e abraços do vosso filho
Narciso
|
Ainda no âmbito do estudo do texto dramático, « Leandro, rei da
Helíria», de Alice Vieira, sugeriu-se aos alunos do 9ºE que imaginassem um
pequeno texto dramático, decorrente do texto estudado, cujas personagens, Bobo
e Brites, dialogam na cozinha do castelo do rei, no único momento em que o Bobo
pode desabafar e descansar um pouco.... Os alunos tinham de dar um nome ao
Bobo.
Eis aqui um «pequeno texto dramático». Uma
"mistura" do texto do Bruno Gonçalves, nº 4, e do Hugo Pinto nº5, da
turma E -7º Ano.
________________________________________________________________
( Na cozinha do palácio,
numa pequena pausa, o Bobo Jeremias conversa com a cozinheira Brites )
Brites- (contente) Então, Bobo Jeremias,
está tudo bem contigo?
Bobo Jeremias - (
cabisbaixo e triste) Está tudo bem... e contigo?
Brites - Sim! Eu cá, com estes manjares todos que me animam,
só posso estar feliz!! Mas tu não pareces estar bem! Pareces muito
triste!...
Bobo Jeremias – Tens razão, Brites amiga! Contigo, nem que queira
disfarçar, eu não consigo! Tu já me conheces muito bem, eu sei! É que...é
que... o rei Leandro, nosso amo, não para de me chatear com um tal sonho que
teve. Um sonho muito estranho!..
Brites - Um sonho muito estranho?! Que tipo de sonho?
Bobo Jeremias - Um sonho onde ele perde a coroa o cetro e o manto...
Ele diz que este sonho é um recado dos deuses, vê lá tu!!
Brites - Mas por que razão os deuses se lembrariam de lhe
mandar recados?!
Bobo Jeremias - Eu também gostava de saber! É que, ainda por cima,
ele acredita que é uma premonição...
( Brites
interrompe o bobo de uma forma agitada)
Brites - Será que o rei está com medo?! Com medo de perder o
reino?!
Bobo Jeremias- Eu nem quero imaginar! Se os deuses sabem que o rei
tem medo...
( Na plateia há um silêncio enorme...)
Brites - Eu nem quero falar mais disto! Imagina se ele sabe
que eu e tu estamos a falar do seu sonho, dos seus medos?
Bobo Jeremias – Se ele souber, lá vêm as chibatadas e o sangue a
correr das costas... Não me apetece nada ter de ir para o pelourinho... Tu
safas-te, porque és uma excelente cozinheira, mas eu...
Brites - Não falamos mais sobre este assunto, então!
Combinado?!
Bobo Jeremias - Combinado!
(O Bobo, em silêncio, termina
de comer aquela sopa deliciosa e, depois, dirige-se à plateia...)
Bobo Jeremias - O que será de mim, digam-me, se o sonho do rei se tornar realidade?! Que vai ser de mim?! A Hortênsia e a Amarílis são cá umas malvadas que eu tenho mesmo medo que elas tramem alguma contra o rei Leandro...
( As luzes começam a apagar-se e o Bobo abandona o palco cabisbaixo e muito pensativo)
Bobo Jeremias - O que será de mim, digam-me, se o sonho do rei se tornar realidade?! Que vai ser de mim?! A Hortênsia e a Amarílis são cá umas malvadas que eu tenho mesmo medo que elas tramem alguma contra o rei Leandro...
( As luzes começam a apagar-se e o Bobo abandona o palco cabisbaixo e muito pensativo)
Gonçalo, nº4, e Hugo, nº 5- Turma E








































































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